Alongamento, herói ou Vilão
“A maioria das pessoas acha que o alongamento resolve os problemas da humanidade”, diz Julio Serrão, coordenador do laboratório de Biomecânica da escola de Educação Física da Universidade de São Paulo (USP). Propagada há muito tempo como protetora de lesões, o alongamento foi preconizado a muitos atletas para antes e depois das atividades físicas – teoria que caiu por terra depois que alguns estudos mostraram que não é bem assim.
De acordo com o especialista em flexibilidade Abdallah Achour (http://www.flexibilidade.com.br/), de Londrina (PR), há dois tipos de alongamento: o estático, que vai até uma determinada posição, permanece alguns segundos e retorna à posição original; e o dinâmico, no qual se vai para a posição de alongamento lentamente e, sem parar, retorna lentamente. “Também pode-se acoplar os dois métodos, começando estático, permanecendo pouco tempo e dando continuidade no dinâmico”, ensina.
Segundo Serrão, o alongamento é um tipo de exercício que ajuda a flexibilidade, uma capacidade importante dos seres humanos, mas contesta que a discussão sobre seu uso para melhorar o desempenho ou a dor tardia não são verdades. “Na rotina de treinamento, quando o atleta quer ganhar flexibilidade, o alongamento pode ser usado, mas é importante destacar que outras práticas esportivas também levam ao ganho de flexibilidade, como o trabalho de força, com exercícios de amplitude de movimento”, explica.
“Há mais de 100 estudos apontando que, antes do esporte, o alongamento reduz até 5% da força e da velocidade máximas, mas esses estudos colocam um tempo exorbitante no alongamento. Se alguém ficar um minuto e meio, dois minutos num alongamento, vai mesmo perder força e velocidade, mas na prática ninguém faz isso. As pessoas ficam, no máximo, 10, 20 segundos”, contesta Achour. Para a saúde, para adquirir flexibilidade, o especialista de Londrina conta que não há problemas em fazer alongamentos por 90 segundos, 120 segundos, mas para quem vai praticar.
Alongamento: antes ou depois?
Parte de uma estratégia de qualidade de vida saudável, o alongamento não precisa ser deixado de lado, mas “ele não pode ser feito pré-atividade física”, alerta o especialista em Biomecânica da USP, que explica que há diversos estudos que mostram que, quando um alongamento muito intenso é feito antes do exercício, perde-se a capacidade de gerar força, o que pode ser complicado para quem precisa dela para controlar choque mecânico. “Um atleta que vai correr precisa da força dos músculos para evitar traumas articulares. Se ele fadiga o músculo com um alongamento intenso, fica mais vulnerável”, diz Serrão.
A flexibilidade ajuda na postura e na irrigação sanguínea, levando oxigênio às fibras musculares e diminuindo os produtos tóxicos. Por desenvolver essa capacidade, o alongamento é sempre bem-vindo, exceto em pessoas que estejam com alguma inflamação aguda. “Mas não há relação entre lesão e alongamento. Nem antes, nem depois, ele não previne lesões e nem a dor tardia. Não há evidência experimental que suporte essa relação. Dizer que vai alongar pra não ficar dolorido é ato de fé”, critica Serrão, que afirma que se o atleta se esforçou muito na atividade física, ao fazer um alongamento intenso pós-exercício vai forçar ainda o organismo, podendo colaborar com o surgimento de algum dano.
Não é apenas o alongamento que previne lesões, segundo Achour. Além disso, é importante destacar que aquecimento não é apenas alongamento, mas sim o alongamento praticado junto da atividade cardiorrespiratória. Assim, um atleta que tiver dificuldades pra se alongar pode, segundo o especialista de Londrina, fazer uma atividade aeróbia prévia para sentir as mudanças.
“Ao menos uma vez por semana, quem não tiver muita flexibilidade, pode fazer um treino um pouco maior em alongamento, mas o profissional de Educação Física deve, antes de prescrever esse treino, verificar todas as articulações antes”, diz Achour, que dá cursos e palestras sobre o tema.
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Emagrecer x perder peso
Entenda a diferença:
A maioria das pessoas acha que perder peso e emagrecer são a mesma coisa. A visão porém, não poderia ser mais equivocada.
"Perder peso tem uma relação apenas com a diminuição da massa corporal total, quando é observado o resultado negativo na balança. Já o emagrecimento está relacionado à redução de qualquer quantidade de gordura corporal", explica o fisiologista e personal trainer Givanildo Holanda Matias.
"Em alguns casos pode até acontecer da pessoa reduzir seu peso na balança, mas engordar porque a quantidade de gordura corporal ao invés de ser reduzida, aumentou", acrescenta.
Por isso, se você não está satisfeito com suas medidas, o mais saudável - e eficaz - é procurar emagrecer. Para isso, é necessário encarar um programa de exercícios com predominância de atividades aeróbias, durante as quais a principal fonte de energia utilizada é a gordura. Junto com isso, também é interessante desenvolver um trabalho para fortalecer a musculatura e não perder a massa muscular.
"Pessoas que só realizam atividade aeróbia correm o risco de, junto com a gordura, perderem massa muscular e isso pode ser considerado como um prejuízo na maioria dos casos", alerta o fisiologista.
Alguns estudos mostram que pessoas que buscam emagrecer apenas à base de dieta, chegam a ter 50% da redução do peso vinda da perda de massa muscular. Portanto, assim como o treino, toda dieta deve ser adequada à realidade de cada um, através de um programa elaborado por um profissional.
Outro problema de quem quer diminuir as medidas é treinar demais sem se alimentar o suficiente. "É comum pessoas que querem emagrecer ficarem mais de duas horas malhando e reduzirrem bruscamente a ingestão de alimentos. Essa situação pode fazer o organismo usar, além da gordura, a massa muscular como fonte de energia", afirma o personal trainer.
Mas depois de todo o empenho e esforço, como saber se você realmente emagreceu? Para ter essa informação é necessário realizar uma análise da composição corporal, na qual seu corpo será dividido em dois compartimentos - massa gorda, que é todo tecido constituído de gordura, e massa magra, que é o que sobrou, envolvendo principalmente músculos, ossos, sangue, órgãos e vísceras.
"Essa análise pode ser feita por nutricionistas, endocrinologistas ou professores de educação física. Os métodos mais comuns de saber dos resultados são a medição das dobras cutâneas, bioimpedância elétrica e densitometria", finaliza Givanildo.
"Perder peso tem uma relação apenas com a diminuição da massa corporal total, quando é observado o resultado negativo na balança. Já o emagrecimento está relacionado à redução de qualquer quantidade de gordura corporal", explica o fisiologista e personal trainer Givanildo Holanda Matias.
"Em alguns casos pode até acontecer da pessoa reduzir seu peso na balança, mas engordar porque a quantidade de gordura corporal ao invés de ser reduzida, aumentou", acrescenta.
Por isso, se você não está satisfeito com suas medidas, o mais saudável - e eficaz - é procurar emagrecer. Para isso, é necessário encarar um programa de exercícios com predominância de atividades aeróbias, durante as quais a principal fonte de energia utilizada é a gordura. Junto com isso, também é interessante desenvolver um trabalho para fortalecer a musculatura e não perder a massa muscular.
"Pessoas que só realizam atividade aeróbia correm o risco de, junto com a gordura, perderem massa muscular e isso pode ser considerado como um prejuízo na maioria dos casos", alerta o fisiologista.
Alguns estudos mostram que pessoas que buscam emagrecer apenas à base de dieta, chegam a ter 50% da redução do peso vinda da perda de massa muscular. Portanto, assim como o treino, toda dieta deve ser adequada à realidade de cada um, através de um programa elaborado por um profissional.
Outro problema de quem quer diminuir as medidas é treinar demais sem se alimentar o suficiente. "É comum pessoas que querem emagrecer ficarem mais de duas horas malhando e reduzirrem bruscamente a ingestão de alimentos. Essa situação pode fazer o organismo usar, além da gordura, a massa muscular como fonte de energia", afirma o personal trainer.
Mas depois de todo o empenho e esforço, como saber se você realmente emagreceu? Para ter essa informação é necessário realizar uma análise da composição corporal, na qual seu corpo será dividido em dois compartimentos - massa gorda, que é todo tecido constituído de gordura, e massa magra, que é o que sobrou, envolvendo principalmente músculos, ossos, sangue, órgãos e vísceras.
"Essa análise pode ser feita por nutricionistas, endocrinologistas ou professores de educação física. Os métodos mais comuns de saber dos resultados são a medição das dobras cutâneas, bioimpedância elétrica e densitometria", finaliza Givanildo.
Fonte: http://www.educacaofisica.com.br
segunda-feira, 12 de março de 2012
Apostila de Fisiologia e Anatomia
Essa é uma apostila de anatomia que eu tinha aqui. Se ajudar alguém, fique a vontade pra salvar. É só clicar nas imagens que elas abrem maiores.
quarta-feira, 10 de março de 2010
O que é o Nervo Ciático ??

O nervo ciático ou nervo isquiático é o principal nervo dos membros inferiores. Ele controla as articulações do quadril, joelho e tornozelo, e também os músculos posteriores da coxa e os músculos da perna e do pé.
O nervo ciático é o mais longo do corpo humano – liga o dedão do pé à região lombar –, mas a fama não vem de seu comprimento, e sim da dor causada por ele, a ciatalgia, que atinge cerca de 15% de população e pode causar muito desconforto. Como o ciático é responsável pela enervação dos membros inferiores, a dor pode ocorrer em vários lugares, porém os mais comuns são a região glútea posterior, o dedão do pé e a face lateral da coxa e da perna.
Patologia
A dor causada por compressão ou irritação do nervo ciático por um problema nas costas é chamada de ciática. As causas mais comuns de ciática incluem os problemas na região lombar: hérnia de disco, doença discal degenerativa, estenose espinhal e espondilolistese.
Ciática
A ciática é uma dor na perna devido à irritação do nervo ciático. Essa dor geralmente sente-se desde a parte posterior da coxa até à parte posterior da panturrilha, e pode se estender até aos quadris e aos pés. Para além da dor, pode haver entorpecimento e dificuldade de movimentação e controle da perna. Embora a ciática seja uma forma de dor relativamente comum, o verdadeiro significado do termo é muitas vezes mal compreendido. Ciática é a série de sintomas, e não o diagnóstico para o que está irritando o nervo e causando a dor.
Causas
A ciática é geralmente causada pela compressão da raiz do nervo na espinha lombar, se bem que também pode ocorrer devido à compressão do próprio nervo ciático.
A ciática pode ser classificada em dois tipos:
A "verdadeira ciática" – É causada pela compressão na raiz do nervo por uma hérnia de disco, engrossando e enlargando e/ou desalinhando a vértebra.
A "pseudo-ciática" – É causada pela compressão de secções mais periféricas do nervo, geralmente através de tensão de tecido mole no piriforme ou outro músculo relacionado.
Hábitos e posturas não-saudáveis, como ficar um excessivo tempo sentado ou dormir em posição fetal, juntamente com alongamento e exercício físico insuficiente das áreas miofasciais relevantes, podem ocasionar problemas vertebrais e no tecido mole associados à ciática. Outras causas da ciática incluem infecções e tumores. Ciática também pode ocorrer durante a fase tardia da gravidez, seja como resultado do útero pressionando o nervo ciático, seja secundariamente em decorrência da tensão muscular ou compressão vertebral associados ao peso extra e mudanças de postura.
Tratamento
Uma vez que várias condições podem comprimir as raízes do nervo ciático e causar ciática, as opções de tratamento geralmente diferem. O tratamento da causa por trás da compressão é geralmente a prática mais eficiente. Quando a causa é devida ao disco intravertebral lombar prolapsado ou com hérnia, pesquisas têm mostrado que, com o tratamento de suporte para aliviar a dor, em 90% dos casos há recuperação sem intervenção específica. Tratamentos como Acupuntura e Massoterapia também tem se mostrado muito eficientes para essa dolorosa afecção.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
A Hipertenção Arterial Relacionada ao Exercício Físico

INTRODUÇÃO
Com o aumento da população com idade acima de 60 anos, graças ao maior tempo de expectativa de vida, a Hipertensão Arterial se tornou a doença crônico-degenerativa mais comum. Nos adultos, estudos indicam que 15% dos adultos são portadores de Hipertensão Arterial. Estima-se que, no Brasil, exista um hipertenso para cada três pessoas com idade acima de 40 anos, sendo que 40% não tem conhecimento de sua doença.
Sem dúvida, a hipertensão é o principal motivo (40%), para que as doenças cardiovasculares sejam a principal causa de morte, nos indivíduos acima de 40 anos, no Brasil.
Neste trabalho, irei abordar algumas das principais características desta doença, seus problemas, e soluções para sua prevenção e como o exercício físico pode ser muito para evita-la.
A HIPERTENSÃO ARTERIAL
O coração bombeia o sangue para os demais órgãos do corpo por meio de tubos chamados artérias. Quando o sangue é bombeado, ele é "empurrado" contra a parede dos vasos sangüíneos. Esta tensão gerada na parede das artérias é denominada pressão arterial.
A hipertensão arterial ou "pressão alta" é a elevação da pressão arterial para números acima dos valores considerados normais (140/90mHg). Esta elevação anormal pode causar lesões em diferentes órgãos do corpo humano, tais como cérebro, coração, rins e olhos. Outro tipo de hipertensão menos comum é chamada de hipertensão arterial secundária e poderá ser controlada através de tratamento médico especifico.
A termo de comparação, pode imaginar um esguicho de molhar jardins, como uma artéria e ao se apertar o mesmo, a água sai com maior força, isso seria a Hipertensão Arterial. Esse aumento da pressão pode danificar os órgãos e tecidos do organismo, além de fazer com que o sangue não possa executar suas funções (levar oxigênio e outros nutrientes e retirar o "lixo", que precisa ser eliminado), como deveria. E ainda, pode romper as artérias mais frágeis, causando hemorragias. Quando isso ocorre nas artérias do cérebro acontece o que se chama Acidente Vascular Cerebral - AVC - hemorrágico (o popular derrame cerebral).
Usando a mesma comparação anterior, pode-se entender que a "pressão alta" pode acontecer por dois motivos: o aumento da pressão da água da torneira (que seria o coração) e diminuição do calibre do esguicho. Esta segunda forma, mais comum, é o aumento da resistência periférica, que faz da Hipertensão Arterial, muito mais uma doença circulatória do que "cardíaca".
Em cerca de 95% dos casos, não é identificada a causa do aumento da pressão arterial e ela é chamada Hipertensão Arterial Essencial. Os outros 5% se dividem em aumento da pressão causado por doenças do coração, dos rins e das glandulas endócrinas (tireóide, supra-renal, hipófise, etc.). Pressão Arterial Sistólica (PAS) ou máxima é a pressão com que o sangue sai do coração, e Pressão Arterial Diastólica (PAD) ou mínima é a pressão com que o sangue chega aos vasos sanguíneos da periferia do corpo humano.
É preciso deixar bem claro que para uma pessoa ser considerada portadora de Hipertensão Arterial, é preciso que os níveis de pressão permaneçam alterados por um determinado tempo, portanto uma medida com os níveis alterados não são suficientes, salvo raras exceções, para se dizer que a pessoa é doente. Isso se deve ao fato que, o exercício, as emoções e até mesmo a dor, entre outras coisas, podem causar uma elevação temporária da pressão, sem causar dano significativo ao organismo.
Entre os fatores que podem influenciar no surgimento e desenvolvimento da Hipertensão Arterial, podemos citar: o hábito de fumar, o "stress", o uso de bebidas com elevado teor alcoólico, a obesidade , uma vida sedentária e, o mais importante, o uso excessivo de sal na alimentação. Essa influência vai a tal ponto que, às vezes, apenas o controle desses fatores são suficientes para o controle da pressão, sem necessidade de nenhuma outra medicação.

O QUE PODE SER FEITO
Pelo que foi dito anteriormente, já é possível se ter uma idéia de medidas simples, porém eficientes, que se pode ter para o controle da Hipertensão Arterial. Em primeiro lugar, o hábito de se "medir a pressão", deve fazer parte do cotidiano das pessoas. Claro que se deve procurar locais onde existam pessoas capacitadas para fazer essa medida, para que os valores obtidos sejam de confiança. O bom senso é o melhor conselheiro na questão do uso de cigarros e bebidas alcoólicas, sendo que cada um deve saber o limite entre o costume e o prejuízo que pode ser causado por cada um deles. Na questão das bebidas alcoólicas, por exemplo, as cervejas possuem entre 4 e 6% de teor alcoólico, os vinhos, entre 7 e 20%, as aguardentes e o whisky, 40 e 55%, a vodca, perto de 70%. Então cada uma dessas bebidas deve ser tratada de forma diferente.
A obesidade deve ser encarada como um desafio a vencer, se a Hipertensão Arterial em si, já é um problema, imagine quando ela é "ajudada" por outras doenças ou situações. Como por exemplo o diabetes, já que ambos causam danos para a circulação, rins, coração e cérebro. Outros fatores agravantes da Hipertensão Arterial são: o excesso de colesterol e triglicérides no sangue, doenças cardíacas e doenças renais.
Os exercícios também são importantes no controle dos níveis de glicemia desde que regulares e progressivos. A atividade física aumenta o gasto de energia e eleva a sensibilidade dos tecidos a insulina, aumentando a utilização periférica da glicose, o que leva o indivíduo a utilizar menos insulina, e permite uma ingestão maior de alimentos. O impacto de um exercício não programado pode causar hipoglicemia. Frente a isso, um lanche prévio ou diminuição da dose de insulina (sempre com a orientação de seu médico) pode ser necessário.
É importante se exercitar com regularidade, para prevenir doenças cardiovasculares como a hipertensão. Além de prover outros fatores importantes para a nossa saúde, como:
Diminui o nível de açúcar no sangue;
Ajuda a diminuir e manter o peso adequado;
Ajuda a manter os ossos fortes e o coração saudável;
Ajuda a diminuir o stress e ter mais energia.
BIBLIOGRAFIA
Protocolo de hipertensão arterial, Comissão de Adultos - Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura Municipal de Campinas, 1997
Consenso Nacional sobre Hipertensão Arterial - Ministério da Saúde, 1994
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Sistema Respiratório

. SISTEMA RESPIRATÓRIO E EXERCÍCIO
5.1 Estrurura e função pulmonar - volumes e capacidades pulmonares
Os volumes fisiológicos variam com a idade, gênero e dimensões corporais (estatura). São divididos em estáticos e dinâmicos. Os estáticos são o volume corrente, o volume de reserva ispiratório, o volume de reserva expiratório, a capacidade vital forçada, o volume pulmonar residual, a capacidade pulmonar total e a capacidade residual funcional. O volume expiratório forçadoe sua relação com a capacidade vital forçada dão uma dimensão dinâmica destes volumes e capacidades pulmonares (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003).
O volume corrente (VC) é o volume de ar movimentado durante tanto a fase inspiratória quanto a fase expiratória de cada incursão respiratória. Em repouso varia de 0,4 a 1,0 L. O volume de reserva inspiratório (VRI) é o volume adicional de cerca de 2,5 a 3,5 L acima do ar corrente inspirado. Já o volume de reserva expiratório (VRE) oscila entre 1,0 a 1,5 L para um indivíduo de porte médio (POWERS & HOWLEY, 1994).
Durante o exercício, a extrapolação dos volumes de reserva, tanto inspiratório quanto expiratório, permite um aumento significativo no volume corrente.
A capacidade vital forçada (CVF) é o volume total de ar que pode ser movimentado VC + VRI + VRE. A CVF variavoluntariamente em cada incursão respiratória principalmente em função da dimensão corporal, apresentando valores médios de 4 a 5 L para homens jovens sadios e 3 a 4 L em mulheres jovem sadias (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003).
Cabe salientar, que os volumes pulmonares estáticos não podem ser modificados num grau significativo pelo treinamento com exercícios (WILMORE & COSTILL, 2001).
O volume pulmonar residual (VPR) é o volume de ar que permanece nos pulmões após uma expiração completa. Varia entre 0,8 e 1,2 L para mulheres e entre 0,9 e 1,4 para homens.
Tem-se verificado, que com o envelhecimento ocorre uma queda nos volumes de reserva expiratório e inspiratório e uma elevação no volume pulmonar residual, em função da redução nos componentes elásticos do tecido pulmonar, observado com o envelhecimento, mas que pode ser atenuada pelo treinamento aeróbio regular (BOUCHARD, SHEPHARD & STEPHENS, 1994).
A capacidade pulmonar total (CPT) é a somatória do volume pulmonar residual (VPR) com a capacidade vital forçada (CVF). Em homens é de aproximadamente 6L, e em mulheres cerca de 4,2 L.
Os volumes e capacidades pulmonares dinâmicos estão relacionados ao “volume de ejeção” máximo dos pulmões, ou seja, a capacidade vital e também com a velocidade com que esse volume pode ser movimentado (frequência respiratória).
A relação entre o VEF e a CVF é determinada pelo percentual da CVF que pode ser expirado em 1 segundo. Ë simbolizado por VEF 1,0/CVF. De uma maeira geral, cerca de 85% da CV pode ser expelido em 1 segundo. Quando se obtém resultados de menos de 70% da CV expelida em 1 segundo, tem-se um indicativo de que há obstrução das vias aéreas (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003).
5.2 – Regulação da ventilação Pulmonar
Em repouso a ventilação minuto (VE), ou seja, o volume de ar respirado a cada minuto, é de cerca 6L.min-1 . A VE é produto da frequência respiratória e do volume corrente:
VE = Frequência respiratória X Volume corrente
6L.min-1 = 12 (incursões respiratórias.min-1) X 0,5 L
O aumento na VE se dá tanto por aumentos na frequência respiratória, quanto também por aumentos na profundidade (volume corrente) da respiração. Durante o exercício intenso, a frequência respiratória e o volume corrente aumentam significativamente, de tal forma que a VE pode alcançar valores superiores a 100 L.min-1. Um outro ponto importante, é que o volume corrente raramente ultrapassa os 55 a 65% da capacidade vital dos indivíduos, quer sejam treinados ou destreinados (POLLOCK e WILMORE, 1993).
A regulação da ventilação pulmonar se dá de tal maneira, que a frequência e a profundidade da ventilação estão intimamente ajustadas em função das necessidades metabólicas individuais. Este controle ventilatório comporta tanto fatores neurais como químicos e humorais, como pode ser observado na fig. 7.
O ciclo respiratório normal, é consequência da atividade dos neurônios do bulbo. A ventilação é controlada por vários circuitos neurais que recebem informações provenientes dos centros superiores cerebrais, dos pulmões e também de outros sensores em todo o nosso organismo. Muito importante também para o controle da ventilação é o estado químico e gasoso do sangue que banha a medula e os quimioreceptores, localizados nas artérias carótida e aorta (McARDLE, KATCH & KATCH, 1994).
Em repouso, fatores químicos agem diretamente sobre o centro respiratório, ou de maneira reflexa modificam sua atividade, através dos quimioreceptores, para controlar a ventilação alveolar. Dentre estes fatores, um dos mais determinantes é o nível arterial da pressão de CO2 , Pco2 , e a acidez (WILMORE & COSTILL, 2001). Uma queda na pressão arterial de oxigênio irá também modificar o padrão respiratório.
Durante a hiperventilação, verifica-se um diminuição significativa na Pco2 e também na concentração de íons H+. Isto faz com que o tempo de apnéia seja prolongado, até que níveis normais de acidez e de dióxido de carono sejam restaurados. Embora tenha sido uma prática muito comum dentre os nadadores, a apnéia prolongada, através da hiperventilação prolongada, não deve ser praticada durante o mergulho, pois as consequências podem ser fatais (POWERS & HOWLEY, 1994).
Figura 7 – Mecanismos para o controle da ventilação
Adaptada de McARDLE, KATCH & KATCH, 1994 , pág 225
5.2 – Regulação da ventilação durante o exercício
Os ajustes da ventilação durante o exercício não resultam de um único fator mas sim, da combinação de vários estímulos químicos e neurais que podem agir até mesmo simultaneamente.
Como já mostrado anteriomente, durante o exercício, particularmente durante o exercício intenso, a ventilação-minuto pode alcançar valores próximos ou mesmo superiores a 100 L.min-1. Este aumento é resultado tanto de aumentos na frequência respiratória quanto no volume corrente. O modelo do controle da ventilação durante o exercício pressupõe a integração de fatores neurogênicos, químicos e também da temperatura corporal. Segundo este modelo, estímulos neurogênicos, quer sejam corticais ou periféricos (músculos esqueléticos), são responsáveis pelo aumento abrupto inicial da ventilação no início do exercício. Após esta alteração inicial, a ventilação-minuto tende a se elevar gradualmente até um nível estável, suficiente para atender às demandas metabólicas. A partir de então, a regulação da ventilação é provavelmente mantida por estímulos centrais e químicos reflexos, fundamentalmente por aqueles fonecidos pela temperatura corporal, dióxido de carbono e íons hidrogênio (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003).
Débito Cardiaco

Frequência Cardíaca (FC)
Durante o exercício, a demanda de oxigênio nos músculos em atividade aumenta de forma acentuada. São também utilizados mais nutrientes e, com isso os processos metabólicos são acelerados produzindo também uma maior quantidade de metabólitos (POWERS & HOWLEY, 1994; WILMORE & COSTILL, 2001). Pode-se também observar durante o exercício , uma elevação da temperatura corporal, principalmente se o mesmo estiver sendo realizado por um período de tempo prolongado ou sob condições de temperatura ambiente elevada (SOARES, 1993). Em exercícios intensos, nos quais há um aumento da concentração de íons hidrogênio, verifica-se uma redução do pH sanguíneo e tecidual, tornando o meio mais ácido (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003).
A frequência cardíaca reflete a quantidade de trabalho que o coração deve realizar para atender as demandas aumentadas do organismo quando em atividade física (McARDLE, KATCH & KATCH, 1994). Isto torna-se bastante claro, quando comparamos a FC durante o repouso e durante o exercício.
A FC de repouso varia em média de 60 a 80 bpm sofrendo influências da idade, do nível de condicionamento físico e também das condições ambientais. A FC de repouso sofre reduções com o avançar da idade, é menor em indivíduos melhor condicionados aerobiamente e é aumentada em ambientes com temperaturas e altitudes elevadas.
Antes mesmo de iniciar uma sessão de exercícios físicos, a FC pré-exercício já se eleva para níveis significativamente mais altos do que os de repouso. Isto é chamado de resposta antecipatória ou pré alimentação. Esta resposta é mediada pelo neurotransmissor noradrenalina liberado pelo sistema nervoso simpático e pela adrenalina liberada pelas glândulas supra-renais. Há também uma diminuição no tônus parassimpático (BERNE & LEVY,1992; WILMORE & COSTILL, 2001).
Quando o exercício é iniciado, a frequência cardíaca aumenta rapidamente em função do aumento da intensidade do mesmo (fig.2), a qual pode ser representada pelo consumo de oxigênio. A FC aumenta diretamente com o aumento da intensidade do esforço, até que o indivíduo esteja próximo dos limites da exaustão. A medida que estes limites se aproximam, a FC tende a estabilizar, indicando que a FC máxima está sendo alcançada.
A FC máxima (Fc máx.)é considerada a maior frequência cardíaca atingida durante a realização de um esforço máximo até a exaustão (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003). A FC máx permanece praticamente constante, variando ligeiramente a cada ano. A FC máx. pode ser estimada tomando como base a idade do indivíduo, uma vez que a mesma decresce de maneira estável ( cerca de 1bpm a cada ano) a partir dos 10 aos 15 anos de idade (WILMORE & COSTILL, 2001). A FC máx. pode ser estimada utilizando a seguinte equação:
FC máx. = 220 – idade (em anos) (ACSM, 2000)
Durante a realização de exercícios submáximos, nos quais a intensidade de esforço é mantida constante, a FC eleva-se rapidamente nos estágios iniciais até que um nível estável, ou seja um platô seja alcançado. A FC neste platô é entendida como a frequência cardíaca do estado de equilíbrio, a qual pode ser considerada aquela ideal para alcançar as demandas circulatórias para este nível específico de intensidade de esforço.
Entretanto quando o exercício de intensidade submáxima e constante é realizado por um período de tempo prolongado, especialmente sob condições ambientais de temperatura elevada, a FC tende a se elevar ao invés de se manter em níveis estáveis (SOARES, 1993).
4.2 Volume de ejeção sistólico
Assim como ocorre com a FC, o volume de ejeção também se modifica durante o exercício, de modo a permitir que o coração trabalhe de forma mais eficiente. O volume de ejeção é determinado por quatro fatores: o volume de sangue venoso que retorna ao coração, a distensibilidade ventricular, a contratilidade ventricular e apressão nas artérias aorta ou pulmonar (WILMORE & COSTILL, 2001). Podemos considerar que os dois primeiros fatores determinam a capacidade de enchimento do ventrículo, e os dois últimos fatores influenciam a capacidade de esvaziamento do ventrículo, determinando a força com a qual o sangue é ejetado e a pressão contra a qual este deve fluir nas artérias (BERNE & LEVY, 1992). Estes quatro fatores controlam diretamente a resposta do volume de ejeção à intensidade de esforço durante o exercício (fig.3).
Figura 3 – Volume de ejeção e intensidade de exercício (VO2)
O volume de ejeção aumenta para valores superiores aos de repouso durante o exercício. Este aumento do volume de ejeção durante o esforço se dá de maneira paralela ao aumento na intensidade do exercício. Entretanto, quando a intensidade de esforço se encontra na faixa entre 40 a 60% da capacidade individual máxima, o volume de ejeção sistólico tende a se estabilizar, como mostrado na figura 3.
Essencialmente, podemos considerar que o volume de ejeção é controlado por dois mecanismos fisiológicos. O primeiro, intrínseco ao miocárdio, requer que haja um aumento no enchimento cardíaco, o que resultaria em uma maior força de contração. Já o segundo mecanismo estaria sob influência neurohormonal, envolvendo um enchimento ventricular normal, porém acompanhado por uma ejeção mais forte, gerando um maior esvaziamento cardíaco (McARDLE, KATCH & KATCH, 1994).
4.2.1 Lei de Frank-Starling
Qualquer fator que aumente o retorno venoso ou que diminua a frequência cardíaca leva a um maior enchimento do ventrículo durante a fase diastólica do ciclo cardíaco. Este aumento no volume diastólico final distende as fibras do miocárdio , desencadeando uma ejeção mais potente durante a contração cardíaca . Desta maneira, o volume de ejeção normal é ejetado, juntamente com o volume adicional de sangue que entrou nos ventrículos e distendeu o miocárdio. Isto é explicado pela lei de Frank-Starling, a qual estabelece que o principal fator controlador do volume de ejeção é o nível de distensibilidade do ventrículo. Quanto maior for a distensão das fibras do ventrículo, maior será a força de contração do mesmo (BERNE & LEVY, 1992).
Entretanto, se a contratilidade do ventrículo for maior, o volume de ejeção pode também aumentar sem que haja um aumento no volume diastólico final. Existem sugestões de que em intensidades mais baixas de exercício, o principal mecanismo de aumento do volume de ejeção seja o de Frank-Starling e, que em intensidades mais elevadas , este aumento se dê fundamentalmente em função de uma maior contratilidade ventrícular, a qual pode ser indicada por uma diminuição do volume sistólico final no ventrículo esquerdo, representando um maior esvaziamento cardíaco (POWERS & HOWLEY, 1994; WILMORE & COSTILL, 2001).
4.3 Débito Cardíaco (Q)
O débito cardíaco é a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto e, pode ser alterado mopdificando-se tanto a frequência dos batimentos (FC), quanto o volume ejetado a cada contração (volume de ejeção). Desta maneira, podemos definir o débito cardíaco como um produto da frequência cardíaca e do volume de ejeção.
Q = FC X Vol. ejeção
Uma vez que o débito cardíaco é uma função tanto da FC quanto do volume de ejeção, torna-se evidente que durante o exercício o Q aumente em função do aumento da intensidade mesmo (fig. 4), na tentativa de atender as demandas aumentadas de oxigênio pelos músculos em atividade.
Em repouso, o débito cardíaco é de aproximadamente 5 L.min-1, aumentando com a intensidade do esforço para valores entre 20 a 40 L.min-1. Estes valores variam em função da dimensão corporal e do nível de condicionamento aeróbio.
Parece não existir conflito na literatura quanto ao papel diferenciado da FC e do volume de ejeção no aumento do Q durante o exercício. Nas fases iniciais do exercício, o aumento do Q cardíaco se dá em função do aumento tanto da FC quanto do volume de ejeção. Entretanto, quando a intensidade do exercício supera a faixa dos 40 a 60% da capacidade individual máxima, o aumento do Q deve-se principalmente a um aumento na FC, uma vez que nestas intensidades de esforço espera-se que o volume de ejeção já esteja se estabilizando ou aumentando apenas discretamente (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003; POLLOCK e WILMORE, 1993; POWERS & HOWLEY, 1994 ; WILMORE & COSTILL, 2001).
Figura 4 - Débito Cardíaco e intensidade de exercício (VO2)
A distribuição do fluxo sanguíneo modifica-se significativamente quando um indivíduo sai de uma situação de repouso para uma de exercício. Ocorre uma redistribuição do débito cardíaco, sob ação do sistema nervoso simpático, redirecionando um maior volume sanguíneo para áreas mais ativas durante o exercício em detrimento de um menor volume para as menos essenciais. Fazendo uma análise quantitativa, podemos verificar que durante o repouso, somente cerca de 15 a 20% do Q vai para a musculatura esquelética, contrastando-se com o exercício exaustivo, durante o qual cerca de 80 a 85% do Q é direcionado para os músculos ativos. Esta redistribuição se dá muito em função de uma redução do aporte sanguíneo para os rins, fígado, estômago e intestinos durante o exercício (GANONG, 1995; McARDLE, KATCH & KATCH, 2003).
Outro fator que também modifica a distribuição do fluxo sanguíneo duranteo exercício é a condição ambiental na qual este exercício está sendo realizado. Tem sido demonstrado que temperaturas ambientes elevadas, combinadas ou não com uma umidade relativa do ar alta, podem modificar o desempenho físico, principalmente em esforços de longa duração (PANDOLF, SAWKA & GONZALEZ, 1988).
A dissipação de calor pelo nosso organismo em ambientes quentes depende principalmente da evaporação de suor na pele, e também da circulação cutânea, pois o sangue é responsável pelo transporte de calor dos músculos até a superfície do corpo. Durante o exercício, além de participar dos processos de transferência de calor, nosso sistema cardiovascular deve responder adequadamente à demanda de oxigênio para a musculatura ativa. Daí, o conceito de existir uma competição de fluxo sanguíneo para a pele e para os músculos ativos durante o exercício, principalmente quando o exercício é realizado em ambientes quentes, impondo uma sobrecarga ao sistema cardiovascular. A demanda termorregulatória de fluxo sanguíneo para a pele durante o exercício em ambientes quentes é alcançada graças a uma redistribuição regional do fluxo de sangue (SOARES, 1993).
Pressão Arterial

Pressão arterial (PAS e PAD)
A cada contração ventricular, uma dada quantidade de sangue entra na artéria aorta, distendendo o vaso e criando assim uma pressão dentro da mesma. A distensão e o recolhimento das paredes do vaso se propagam como uma onda ao longo de todo o sistema arterial. Durante o repouso, a maior pressão que é gerada pelo coração, com o intuito de levar o sangue por todo o sistema vascular, é de cerca de 120 mm Hg (em indivíduos sadios) durante a contração do ventrículo esquerdo ou sístole (BERNE & LEVY, 1992).
Á medida que o coração relaxa, e consequentemente ocorre o fechamento da válvula aórtica, o recolhimento elástico natural da aorta e de outras artérias faz com que uma pressão contínua seja mantida, garantino um fluxo sanguíneo estável por toda a periferia, até que uma nova sístole ocorra. Durante esta fase de relaxamento ou de diástole do ciclo cardíaco, a pressão sanguínea no sistema arterial cai para valores de cerca de 70 a 80 mmHg (em indivíduos sadios) (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003).
A pressão arterial pode também ser entendida como um produto do débito cardíaco pela resistência periférica total. O que representa a força exercida pelo sangue contra as paredes das artérias durante o ciclo cardíaco, sendo pois descrita de acordo com a fase do ciclo cardíaco como pressão arterial sistólica e pressão arterial diastólica.
Durante o exercício, as respostas da pressão arterial sistólica e a diastólica são bastante distintas (figs 5 e 6).
Figura 5 – Pressão arterial sistólica durante o exercício
Figura 6 – Pressão arterial diastólica durante o exercício
Em exercícios de característica aeróbia, envolvendo grandes grupos musculares, a pressão arterial sistólica aumenta em proporção direta com o aumento da intensidade do esforço (fig. 5), podendo exceder 200 mm Hg no momento da exaustão. Este aumento da PAS é resultante do aumento do débito cardíaco que acompanha os aumentos na intensidade do exercício e proporciona um fluxo rápido do sangue através da vasculatura. A pressão arterial determina também quanto de líquido deve sair dos capilares para entrar nos tecidos, levando consigo os nutrientes necessários para a atividade sendo realizada. Desta maneira, podemos assumir que o aumento da pressão arterial sistólica é necessário e, auxilia no processo de oferta de nutrientes pelo sistema cardiovascular (WILMORE & COSTILL, 2001).
Já a pressão arterial diastólica praticamente não se altera durante o exercício, mais especificamente durante os exercícios aeróbios, independentemente da intensidade do mesmo (fig. 6). A pressão arterial diastólica reflete a pressão nas artérias quando o coração está em “repouso” e, não se espera que durante o exercício, qualquer fator altere a pressão arterial durante a fase de relaxamento, ou seja durante a diástole.
Durante o exercício, aumentos de cerca de 15 mm Hg ou mais na PAD são considerados como respostas anormais e podem ser entendidas como um dos sinais para se interromper, por exemplo, uma avaliação ergométrica. (ACSM, 2000).
As respostas da pressão arterial (PAS e PAD) aos exercícios de resistência, tais como levantamento de peso, são bem diferentes daquelas observadas durante os exercícios aeróbios. Durante exercícios de resistência de alta intensidade, a pressão arterial pode exceder valores de 480/350 mm Hg e, nestes tipos de exercícios, é muito comum a utilização da manobra de Valsalva. A manobra de Valsalva ocorre quando a pessoa tenta exalar o ar enquanto a boca, o nariz e a glote estão fechados. Isto causa um aumento exagerado na pressão intra-torácica, fazendo com que grande parte do aumento da pressão arterial se dê na tentativa do organismo de suplantar a elevada pressão interna causada pela manobra (WILMORE & COSTILL, 2001).
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