Texto extraído do Professor Prof. Eder Lima
ACORDAMOS SEM PREGUIÇA DE LER E PENSAR? VEREMOS! rsrsrs
FACERS é triste ver o rumo que as coisas estão tomando na musculação, sendo na maioria das vezes por puro despreparo dos profissionais que nela atuam.
A cada dia estamos vendo mais e mais exercícios serem simplesmente BANIDOS das academias por parte da direção destas. Mas estão erradas as academias? CLARO QUE NÃO! Afinal que academia quer ver seu nome atrelado à má fama de “lugar onde se provocam lesões”? NENHUMA; ÓBVIO!
Quantas e quantas vezes já repeti que NÃO EXISTEM EXERCÍCIOS CONTRAINDICADOS, EXISTEM PESSOAS CONTRAINDICADAS? Pois, é! E de quem é o problema então? Agora começam as desculpas dos maus profissionais... Ahhh, mas isso deveria aparecer na avaliação do cliente! Ah é? NEGATIVO! Pouco importa se a academia tem ou não um ótimo Fisioterapeuta para avaliar decentemente os clientes, pois mesmo com este atuando o que mais vejo são professores de musculação que não fazem a menor idéia como utilizar os dados contidos na avaliação. E tem mais, para quem estudou e procura continuar estudando, basta “bater o olho” na pessoa e percebem-se nitidamente as alterações posturais dela! Professor; é sua obrigação saber o que fazer e respeitar as limitações de cada um!
Vamos tentar observar o porque da PUXADA POR TRÁS (ou pulley posterior, puxada atrás, seja lá o nome que quiser) ter sido banida de tantas academias. Peço mil desculpas, mas não terei como escapar dessa vez de certos tecnicismos, mas NÃO SE ASSUSTEM COM OS TERMOS, tentarei colocar da forma mais clara possível.
ARTROCINEMÁTICA e OSTEOCINEMÁTICA DO OMBRO
MUITA CALMA NESSA HORA! A coisa é mais simples que parece. Artrocinemática se refere ao movimento existente entre duas superfícies articulares.
Osteocinemática se refere ao movimento descrito pelo osso do segmento no espaço; no caso o Úmero, para frente, para trás, para cima e para baixo.
Vamos tentar entender os dois conceitos em relação ao ombro durante a PUXADA POR TRÁS.
A articulação do ombro ou glenoumeral temos a cabeça do úmero de forma semiesférica articulando com a cavidade glenóide (figura 3) que seria como um pires raso. Esta forma permite que a cabeça do úmero possua uma grande movimentação por toda superfície da glenóide e para que isso aconteça a cápsula articular dos ombros (tecido conjuntivo que reveste a articulação fornecendo estabilização) tem que ser um tanto frouxa, NÃO DEMAIS! Essas características nos permitem grandes amplitudes de movimento da articulação dos ombros, mas também podem ser agente de traumas por sua certa instabilidade natural.
Na PUXADA POR TRÁS, durante a fase positiva, a cabeça do úmero vai girar para baixo e deslizar para cima em seu contato com a glenóide (movimento artrocinemático) ao passo que o úmero é aduzido na direção do corpo (movimento osteocinemático) ATÉ AQUI TUDO BEM? Porque agora começam os problemas!
CINESIOLOGIA E BIOMECÂNICA
A nossa Cintura Escapular (formada pela Clavícula + Escápula – figuras 1 e 2) literalmente flutua sobre a caixa torácica tendo como união real, apenas a articulação entre a Clavícula e o osso Esterno. E se observarmos bem as figuras veremos que logo acima da cabeça do Úmero existe um osso – o ACRÔMIO. Portanto, temos um pequeno espaço entre a cabeça do Úmero e o Acrômio que DEVE SER MANTIDO A TODO CUSTO ou as estruturas que existem acima da cabeça do úmero (tendão do músculo Supraespinhoso, tendão da porção longa do Bíceps e a Bursa Subacromial) serão IMPACTADAS contra o Acrômio desencadeando processos inflamatórios agudos e por vezes crônicos levando à ruptura de tendões.
O bom ou mau posicionamento da Cintura Escapular fica a cargo de toda a musculatura que atua sobre estas. Essa musculatura quando apresenta desequilíbrios de força e/ou flexibilidade se torna responsável por uma série de alterações mecanicoposturais como depressão, protusão, abdução escapular, rotação superior ou inferior, tilt anterior e etc. Tais alterações afetarão diretamente o bom funcionamento da articulação dos ombros!
TODO E QUALQUER MOVIMENTO DA CINTURA ESCAPULAR DEVE COMEÇAR POR UMA AÇÃO SOBRE AS ESCÁPULAS, SEJA DINÂMICA OU ESTÁTICA! Ai, como eu queria que todos os professores compreendem-se esse conceito tão simples! FACERS, trocando em miúdos, isso quer dizer que toda vez que formos fazer um movimento com os braços e para que se tenha uma estabilidade ideal para gerar a força necessária sem prejuízo da articulação dos ombros precisamos começar movendo ou sustentando isometricamente as Escápulas!
Vamos para nossa PUXADA POR TRÁS. Quando estamos para começar a Puxada por trás, os braços estão estendidos e as escápulas estão elevadas e abduzidas de sua posição natural NEUTRA. Assim sendo, a PRIMEIRA ação a fazer seria tracionar as escápulas para BAIXO e PARA TRÁS. Ao fazer esse movimento combinado, os músculos Trapézio Inferior e Médio mais Rombóides Maior e Menor trarão as Escápulas até sua POSIÇÃO NEUTRA APENAS; não permitindo que estas sejam deprimidas ao final do movimento. E não devemos esquecer do movimento do Úmero que deverá ser mantido em rotação externa e trafegar rigorosamente pela linha lateral do tronco.
Não vimos acima na Artrocinemática que durante a fase positiva da Puxada por trás a cabeça do Úmero gira para baixo e desliza para cima? MAS ACONTECE QUE A CABEÇA DO ÚMERO NÃO PODE DESLIZAR DEMAIS PARA CIMA OU IRÁ SE CHOCAR CONTRA O ACRÔMIO! Ao iniciar o exercício pela ação das Escápulas, criamos uma base de estabilização para que os músculos estabilizadores dos ombros entrem em ação.
Seriam estes:
- Supraespinhoso – tracionando a cabeça do Úmero contra a glenóide e mantendo a rotação externa do Úmero.
- Infraespinhoso e Redondo Menor – tracionando a cabeça do Úmero para baixo e mantendo a rotação externa do úmero
- Subescapular – tracionando a cabeça do Úmero contra glenóide e para baixo
Sem a perfeita ação e coordenação desses músculos (que formam o MANGUITO ROTADOR) a ação de todos os demais músculos envolvidos em tracionar o Úmero na direção do corpo (o movimento osteocinemático) empurrarão a cabeça do Úmero contra o Acrômio e as lesões começarão!
RESUMO DA ÓPERA: VOCÊ TEM CERTEZA QUE SEU CLIENTE PODE FAZER TAL EXERCÍCIO? NOSSA, PROF. EDER O QUE FAZER? Simples, antes de usar tal exercício alongue o que está encurtado e fortaleça o que estiver fraco. Quer saber como? Ahhh...isso é assunto para um próximo artigo. NÃO PERCAM!
BONS TREINOS E ATÉ A PRÓXIMA
A cada dia estamos vendo mais e mais exercícios serem simplesmente BANIDOS das academias por parte da direção destas. Mas estão erradas as academias? CLARO QUE NÃO! Afinal que academia quer ver seu nome atrelado à má fama de “lugar onde se provocam lesões”? NENHUMA; ÓBVIO!
Quantas e quantas vezes já repeti que NÃO EXISTEM EXERCÍCIOS CONTRAINDICADOS, EXISTEM PESSOAS CONTRAINDICADAS? Pois, é! E de quem é o problema então? Agora começam as desculpas dos maus profissionais... Ahhh, mas isso deveria aparecer na avaliação do cliente! Ah é? NEGATIVO! Pouco importa se a academia tem ou não um ótimo Fisioterapeuta para avaliar decentemente os clientes, pois mesmo com este atuando o que mais vejo são professores de musculação que não fazem a menor idéia como utilizar os dados contidos na avaliação. E tem mais, para quem estudou e procura continuar estudando, basta “bater o olho” na pessoa e percebem-se nitidamente as alterações posturais dela! Professor; é sua obrigação saber o que fazer e respeitar as limitações de cada um!
Vamos tentar observar o porque da PUXADA POR TRÁS (ou pulley posterior, puxada atrás, seja lá o nome que quiser) ter sido banida de tantas academias. Peço mil desculpas, mas não terei como escapar dessa vez de certos tecnicismos, mas NÃO SE ASSUSTEM COM OS TERMOS, tentarei colocar da forma mais clara possível.
ARTROCINEMÁTICA e OSTEOCINEMÁTICA DO OMBRO
MUITA CALMA NESSA HORA! A coisa é mais simples que parece. Artrocinemática se refere ao movimento existente entre duas superfícies articulares.
Osteocinemática se refere ao movimento descrito pelo osso do segmento no espaço; no caso o Úmero, para frente, para trás, para cima e para baixo.
Vamos tentar entender os dois conceitos em relação ao ombro durante a PUXADA POR TRÁS.
A articulação do ombro ou glenoumeral temos a cabeça do úmero de forma semiesférica articulando com a cavidade glenóide (figura 3) que seria como um pires raso. Esta forma permite que a cabeça do úmero possua uma grande movimentação por toda superfície da glenóide e para que isso aconteça a cápsula articular dos ombros (tecido conjuntivo que reveste a articulação fornecendo estabilização) tem que ser um tanto frouxa, NÃO DEMAIS! Essas características nos permitem grandes amplitudes de movimento da articulação dos ombros, mas também podem ser agente de traumas por sua certa instabilidade natural.
Na PUXADA POR TRÁS, durante a fase positiva, a cabeça do úmero vai girar para baixo e deslizar para cima em seu contato com a glenóide (movimento artrocinemático) ao passo que o úmero é aduzido na direção do corpo (movimento osteocinemático) ATÉ AQUI TUDO BEM? Porque agora começam os problemas!
CINESIOLOGIA E BIOMECÂNICA
A nossa Cintura Escapular (formada pela Clavícula + Escápula – figuras 1 e 2) literalmente flutua sobre a caixa torácica tendo como união real, apenas a articulação entre a Clavícula e o osso Esterno. E se observarmos bem as figuras veremos que logo acima da cabeça do Úmero existe um osso – o ACRÔMIO. Portanto, temos um pequeno espaço entre a cabeça do Úmero e o Acrômio que DEVE SER MANTIDO A TODO CUSTO ou as estruturas que existem acima da cabeça do úmero (tendão do músculo Supraespinhoso, tendão da porção longa do Bíceps e a Bursa Subacromial) serão IMPACTADAS contra o Acrômio desencadeando processos inflamatórios agudos e por vezes crônicos levando à ruptura de tendões.
O bom ou mau posicionamento da Cintura Escapular fica a cargo de toda a musculatura que atua sobre estas. Essa musculatura quando apresenta desequilíbrios de força e/ou flexibilidade se torna responsável por uma série de alterações mecanicoposturais como depressão, protusão, abdução escapular, rotação superior ou inferior, tilt anterior e etc. Tais alterações afetarão diretamente o bom funcionamento da articulação dos ombros!
TODO E QUALQUER MOVIMENTO DA CINTURA ESCAPULAR DEVE COMEÇAR POR UMA AÇÃO SOBRE AS ESCÁPULAS, SEJA DINÂMICA OU ESTÁTICA! Ai, como eu queria que todos os professores compreendem-se esse conceito tão simples! FACERS, trocando em miúdos, isso quer dizer que toda vez que formos fazer um movimento com os braços e para que se tenha uma estabilidade ideal para gerar a força necessária sem prejuízo da articulação dos ombros precisamos começar movendo ou sustentando isometricamente as Escápulas!
Vamos para nossa PUXADA POR TRÁS. Quando estamos para começar a Puxada por trás, os braços estão estendidos e as escápulas estão elevadas e abduzidas de sua posição natural NEUTRA. Assim sendo, a PRIMEIRA ação a fazer seria tracionar as escápulas para BAIXO e PARA TRÁS. Ao fazer esse movimento combinado, os músculos Trapézio Inferior e Médio mais Rombóides Maior e Menor trarão as Escápulas até sua POSIÇÃO NEUTRA APENAS; não permitindo que estas sejam deprimidas ao final do movimento. E não devemos esquecer do movimento do Úmero que deverá ser mantido em rotação externa e trafegar rigorosamente pela linha lateral do tronco.
Não vimos acima na Artrocinemática que durante a fase positiva da Puxada por trás a cabeça do Úmero gira para baixo e desliza para cima? MAS ACONTECE QUE A CABEÇA DO ÚMERO NÃO PODE DESLIZAR DEMAIS PARA CIMA OU IRÁ SE CHOCAR CONTRA O ACRÔMIO! Ao iniciar o exercício pela ação das Escápulas, criamos uma base de estabilização para que os músculos estabilizadores dos ombros entrem em ação.
Seriam estes:
- Supraespinhoso – tracionando a cabeça do Úmero contra a glenóide e mantendo a rotação externa do Úmero.
- Infraespinhoso e Redondo Menor – tracionando a cabeça do Úmero para baixo e mantendo a rotação externa do úmero
- Subescapular – tracionando a cabeça do Úmero contra glenóide e para baixo
Sem a perfeita ação e coordenação desses músculos (que formam o MANGUITO ROTADOR) a ação de todos os demais músculos envolvidos em tracionar o Úmero na direção do corpo (o movimento osteocinemático) empurrarão a cabeça do Úmero contra o Acrômio e as lesões começarão!
RESUMO DA ÓPERA: VOCÊ TEM CERTEZA QUE SEU CLIENTE PODE FAZER TAL EXERCÍCIO? NOSSA, PROF. EDER O QUE FAZER? Simples, antes de usar tal exercício alongue o que está encurtado e fortaleça o que estiver fraco. Quer saber como? Ahhh...isso é assunto para um próximo artigo. NÃO PERCAM!
BONS TREINOS E ATÉ A PRÓXIMA
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quinta-feira, 7 de março de 2013
quarta-feira, 11 de abril de 2012
A diferença entre a avaliação funcional e avaliação de academias
No meu modesto entendimento , o objetivo da maioria dos programas de treinamento é em melhorar a aparência, porém poucos focam em melhorar sua performance, ou rendimento atlético. No entanto ao olharmos a aparência de atletas, podemos imaginar que se treinarmos como um, nossa aparência também será igual.
Mais uma vez , dentro de meu entendimento , a utilização de um treinamento integrado e que busque o desenvolvimento de mais capacidades físicas, é que nos levará a obteremos as ferramentas adequadas para que o aluno/atleta seja mais resistente à lesões, mais forte, mais ágil, flexível e se torne um meio para que ele alcançe valores positivos em sua vida e use o sucesso em atingir essa sensação de bem estar em outras partes da sua vida pessoal e profissional.
Quando focamos em performance e/ou resultados , baseamos esse programa na busca de uma adequada execução de movimentos, dai então aumentar a força naquele mesmo padrão e só então deveríamos buscar a execução de forma explosiva. Porém para sabermos se esse atleta/aluno apresenta padrões adequados desde o início, precisamos realizar avaliações de movimento que visem identificar como o indivíduo realiza essas ações.
Neste ponto é que começo a questionar as ditas "avaliações e re-avaliações das academias.
Os maiores especialistas em treinamento e ciência do movimento dos Estados Unidos, apresentam uma análise muito interessante sobre como nossas articulações deveriam trabalhar integradamente, e como identificar e corrigir essa integração para que o corpo seja o mais produtivo possível, melhorando assim seu rendimento. Eles defendem a idéia que nossas articulações apresentam uma tendência de requisitar um trabalho focando ou em mobilidade, ou em estabilidade.
O entendimento que tiramos a partir daí , é que , cada articulação necessita de um trabalho específico baseado em suas necessidades durante movimentos;seja para o desportista e/ou o aluno(a) de academia
A montagem de um programa de treinamento que busque realmente atingir um objetivo fim PRECISA de uma avaliação e entrevista prévias , somado a isso, as avaliações posturais normalmente não são devidamente realizadas nas avaliações normais de academias
Estas "avaliações posturais das academias " são realizadas com o indivíduo numa posição estática e em pé, o que não faz com que as articulações estejam movendo-se numa amplitude que mostrariam os desequilíbrios, caso eles não sejam extremos. Portanto não teríamos a devida informação para a montagem do nosso programa baseado apenas no teste postural.
Vemos assim uma tendência que deveria se adotar ao prepararmos um programa de treinamento de nossos atletas e alunos, que é o uso de movimento durante as avaliações físicas.
Outra grande dificuldade esta na capacidade do "avaliador" de identificar as limitações em cada articulação em movimentos integrados (muito realizados no treinamento funcional e sendo base de todas as modalidades esportivas) , quando corretamente realizada por um profissional especializado nos da ferramentas para criar uma estratégia específica que realmente orientará o trabalho que deve ser realizado desde a primeira sessão.
A identificação de pontos que necessitam de mobilidade, de estabilidade e de um reequilíbrio muscular proporcionará aos profissionais do treinamento a capacidade de criar um programa que será muito mais resistente à lesões.
Há em nossas estruturas uma alternância da necessidade de mobilidade ou de estabilidade em cada articulação. Ou seja, a região cervical precisa de estabilidade; a torácica de mobilidade; os ombros de estabilidade; a lombar precisa ser muito estável; o quadril precisa das duas coisas; o joelho precisa de estabilidade; o tornozelo normalmente apresenta rigidez e precisa melhorar a capacidade de se mover e os pés precisam ser estáveis. Se essas características não forem respeitadas em cada região, a consequência aparecerá em forma de lesão em uma articulação acima ou abaixo das que se apresentam num estado disfuncional, por aumentar a sobrecarga de movimento (ou ausência de) sobre elas.
Pensando dessa maneira, vemos a avaliação funcional do movimento como uma maneira simples e efetiva de identificar esses desequilíbrios e corrigí-los de forma simples e direta através de rotinas:
➢ De curta duração,
➢ Para serem usadas como preparação do movimento no início de cada treino,
➢ Que melhoram a postura de forma rápida,
➢ Que melhoram o alongamento já na primeira sessão,
➢ Que melhoram a amplitude articular, visando um aumento na força,
➢ Que melhoram a ativação de músculos inativos, permitindo uma melhor distribuição de sobrecargas sobre o atleta
➢ e que melhoram em muito o alinhamento das articulações, diminuindo as chances de lesão.
O problema está que em sua grande maioria , as avaliações de academias são pobres de dados e servem principalmente para fazer caixa para academia , os avaliadores não observam devidamente , não coletam as informações necessárias , e pior o "instrutor/professor " na grande maioria das vezes nem vê estas avaliações , e quando vê não utiliza os dados para nada.
Sendo assim procure profissionais treinados e capacitados desde seu primeiro momento na academia, só assim você pode ter certeza de estar investindo seu tempo e dinheiro em algo que realmente lhe proporcionará resultados e satisfação pessoal.
Mais uma vez , dentro de meu entendimento , a utilização de um treinamento integrado e que busque o desenvolvimento de mais capacidades físicas, é que nos levará a obteremos as ferramentas adequadas para que o aluno/atleta seja mais resistente à lesões, mais forte, mais ágil, flexível e se torne um meio para que ele alcançe valores positivos em sua vida e use o sucesso em atingir essa sensação de bem estar em outras partes da sua vida pessoal e profissional.
Quando focamos em performance e/ou resultados , baseamos esse programa na busca de uma adequada execução de movimentos, dai então aumentar a força naquele mesmo padrão e só então deveríamos buscar a execução de forma explosiva. Porém para sabermos se esse atleta/aluno apresenta padrões adequados desde o início, precisamos realizar avaliações de movimento que visem identificar como o indivíduo realiza essas ações.
Neste ponto é que começo a questionar as ditas "avaliações e re-avaliações das academias.
Os maiores especialistas em treinamento e ciência do movimento dos Estados Unidos, apresentam uma análise muito interessante sobre como nossas articulações deveriam trabalhar integradamente, e como identificar e corrigir essa integração para que o corpo seja o mais produtivo possível, melhorando assim seu rendimento. Eles defendem a idéia que nossas articulações apresentam uma tendência de requisitar um trabalho focando ou em mobilidade, ou em estabilidade.
O entendimento que tiramos a partir daí , é que , cada articulação necessita de um trabalho específico baseado em suas necessidades durante movimentos;seja para o desportista e/ou o aluno(a) de academia
A montagem de um programa de treinamento que busque realmente atingir um objetivo fim PRECISA de uma avaliação e entrevista prévias , somado a isso, as avaliações posturais normalmente não são devidamente realizadas nas avaliações normais de academias
Estas "avaliações posturais das academias " são realizadas com o indivíduo numa posição estática e em pé, o que não faz com que as articulações estejam movendo-se numa amplitude que mostrariam os desequilíbrios, caso eles não sejam extremos. Portanto não teríamos a devida informação para a montagem do nosso programa baseado apenas no teste postural.
Vemos assim uma tendência que deveria se adotar ao prepararmos um programa de treinamento de nossos atletas e alunos, que é o uso de movimento durante as avaliações físicas.
Outra grande dificuldade esta na capacidade do "avaliador" de identificar as limitações em cada articulação em movimentos integrados (muito realizados no treinamento funcional e sendo base de todas as modalidades esportivas) , quando corretamente realizada por um profissional especializado nos da ferramentas para criar uma estratégia específica que realmente orientará o trabalho que deve ser realizado desde a primeira sessão.
A identificação de pontos que necessitam de mobilidade, de estabilidade e de um reequilíbrio muscular proporcionará aos profissionais do treinamento a capacidade de criar um programa que será muito mais resistente à lesões.
Há em nossas estruturas uma alternância da necessidade de mobilidade ou de estabilidade em cada articulação. Ou seja, a região cervical precisa de estabilidade; a torácica de mobilidade; os ombros de estabilidade; a lombar precisa ser muito estável; o quadril precisa das duas coisas; o joelho precisa de estabilidade; o tornozelo normalmente apresenta rigidez e precisa melhorar a capacidade de se mover e os pés precisam ser estáveis. Se essas características não forem respeitadas em cada região, a consequência aparecerá em forma de lesão em uma articulação acima ou abaixo das que se apresentam num estado disfuncional, por aumentar a sobrecarga de movimento (ou ausência de) sobre elas.
Pensando dessa maneira, vemos a avaliação funcional do movimento como uma maneira simples e efetiva de identificar esses desequilíbrios e corrigí-los de forma simples e direta através de rotinas:
➢ De curta duração,
➢ Para serem usadas como preparação do movimento no início de cada treino,
➢ Que melhoram a postura de forma rápida,
➢ Que melhoram o alongamento já na primeira sessão,
➢ Que melhoram a amplitude articular, visando um aumento na força,
➢ Que melhoram a ativação de músculos inativos, permitindo uma melhor distribuição de sobrecargas sobre o atleta
➢ e que melhoram em muito o alinhamento das articulações, diminuindo as chances de lesão.
O problema está que em sua grande maioria , as avaliações de academias são pobres de dados e servem principalmente para fazer caixa para academia , os avaliadores não observam devidamente , não coletam as informações necessárias , e pior o "instrutor/professor " na grande maioria das vezes nem vê estas avaliações , e quando vê não utiliza os dados para nada.
Sendo assim procure profissionais treinados e capacitados desde seu primeiro momento na academia, só assim você pode ter certeza de estar investindo seu tempo e dinheiro em algo que realmente lhe proporcionará resultados e satisfação pessoal.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
História da Ginástica Laboral
O primeiro vestígio desta
idéia vem da Polônia, datado de 1925 com o nome "Ginástica de Pausa".
Anos depois, surgiu na Holanda e na Rússia. Na década de 60, atingiu
outros países da Europa e principalmente o Japão, onde ocorreu a
consolidação e a obrigatoriedade da GLC - Ginástica Laboral
Compensatória. No Brasil, a semente brotou em 1973, na escola de
educação Feevale com um projeto de Educação Física Compensatória e
Recreação no qual a escola estabelecia uma proposta de exercícios
baseados em análises biomecânicas (MARCHESINI, 2001).
Foi
também por volta de 30 anos atrás que um jovem médico americano tentava
fazer entender a classe médica que corridas radicais previnem os males
da vida sedentária (problemas cardíacos, obesidade, entre outros).
Keneth Cooper entende ter trazido para a medicina o conceito de
exercício que dá saúde e alegria às pessoa (MARCHESINI, 2002).
A
ginástica laboral está suprindo, ao menos em partes, esta necessidade
de um "espaço de liberdade", de uma quebra de ritmo, na rigidez e na
monotonia do trabalho. Além disto, a organização do trabalho ataca
primeiro e maciçamente a vida mental dos indivíduos. O desgaste neste
aspecto é bem maior devido a todo o esforço para manter-se sob
controle. Assim ao começarem a participar da ginástica, os
trabalhadores descobrem que é um momento, talvez o único do dia. Onde
podem ser eles mesmos de forma integrada, expandindo o corpo, a mente e
o espírito. É possível, então, relaxar e abrir mão do autocontrole,
livres de risco de acidentes, erros e tensão decorrentes. Podem sair
das posturas automatizadas, conversar com seus colegas e desligar das
pressões aliviando o stress. A ginástica laboral preenche também uma
carência de atenção e valorização das pessoas, sendo percebida como uma
diferença da empresa para com elas e um sinal de humanização do
ambiente de trabalho.Hoje parece dispensável relacionar atividade
física e promoção de saúde.
Recentemente, essa modalidade assistiu a um desenvolvimento no Japão, onde, desde 1928, os funcionários dos correios freqüentam sessões de ginástica diariamente.
No Brasil, a ginástica laboral chegou por meio de executivos nipônicos e, após várias experiências, começou a ser retomada na década de 1980, ressurgindo com força total na década de 90. A partir desta fase, foi enfatizada a qualidade de vida e no trabalho, condenando-se o estresse e as lesões causadas pelo trabalho repetitivo como o Dort (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho).
Recentemente, essa modalidade assistiu a um desenvolvimento no Japão, onde, desde 1928, os funcionários dos correios freqüentam sessões de ginástica diariamente.
No Brasil, a ginástica laboral chegou por meio de executivos nipônicos e, após várias experiências, começou a ser retomada na década de 1980, ressurgindo com força total na década de 90. A partir desta fase, foi enfatizada a qualidade de vida e no trabalho, condenando-se o estresse e as lesões causadas pelo trabalho repetitivo como o Dort (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho).
Tipos de Ginástica Laboral
A ginástica laboral tem sido classificada por diversos autores de
forma diferente, observar-se-á neste presente trabalho classificada
pelos autores Maciel, 2005; Albuquerque, 2005; Melzer, 2005; Leônidas
(2005) pelas seguintes formas: preparatória, compensatória, de
relaxamento e corretiva:
Ginástica laboral preparatóriaRealizada no início da jornada de trabalho, ela ativa fisiologicamente o organismo, prepara para o trabalho físico e melhora o nível de concentração e disposição, elevando a temperatura do corpo, oxigenando os tecidos e aumentando a freqüência cardíaca. Tem a duração aproximada de 10 a 12 minutos. Inclui exercícios de coordenação, equilíbrio, concentração, flexibilidade e resistência muscular (Maciel, 2005; Albuquerque, 2005; Melzer, 2005; Leônidas , 2005).
Ginástica laboral compensatóriaCom duração de 5 a 10 minutos durante a jornada de trabalho, sua principal finalidade é compensar todo e qualquer tipo de tensão muscular adquirido pelo uso excessivo ou inadequado das estruturas musculoligamentares. Tem o objetivo de melhorar a circulação com a retirada de resíduos metabólicos, modificar a postura no trabalho, reabastecer os depósitos de glicogênio e prevenir a fadiga muscular. São sugeridos exercícios de alongamento e flexibilidade, respiratórios e posturais (Maciel, 2005; Albuquerque, 2005; Melzer, 2005; Leônidas , 2005).
Ginástica laboral de relaxamentoRealizada no final da jornada de trabalho durante 10 ou 12 minutos, tem como objetivo a redução do estresse, alívio das tensões, redução dos índices de desavenças no trabalho e em casa, com conseqüente melhora da função social. São realizadas auto-massagens, exercícios respiratórios, exercícios de alongamento e flexibilidade e meditação (Maciel, 2005; Albuquerque, 2005; Melzer, 2005; Leônidas , 2005).
Ginástica laboral de compensação
Tem o objetivo de evitar vícios posturais e o aparecimento da fadiga, principalmente por posturas extremas, estáticas ou unilaterais. Podem ser realizados movimentos simétricos de alongamento dentro do próprio setor ou ambiente de trabalho entre 5 a 10 minutos (Maciel 2005; Albuquerque, 2005; Melzer, 2005; Leônidas , 2005).
Ginástica laboral corretivaA finalidade da Ginástica Laboral Corretiva é estabelecer o antagonismo muscular, utilizando exercícios que visam fortalecer os músculos fracos e alongar os músculos encurtados, destinando-se ao indivíduo portador de deficiência morfológica, não patológica, sendo aplicada a um grupo reduzido de pessoas. Entretanto, a Ginástica Laboral Corretiva visa combater e, principalmente, atenuar as conseqüências decorrentes de aspectos ecológicos ergonômicos inadequados ao ambiente de trabalho (Maciel, 2005; Albuquerque, 2005; Melzer, 2005; Leônidas , 2005).
Ginástica laboral preparatóriaRealizada no início da jornada de trabalho, ela ativa fisiologicamente o organismo, prepara para o trabalho físico e melhora o nível de concentração e disposição, elevando a temperatura do corpo, oxigenando os tecidos e aumentando a freqüência cardíaca. Tem a duração aproximada de 10 a 12 minutos. Inclui exercícios de coordenação, equilíbrio, concentração, flexibilidade e resistência muscular (Maciel, 2005; Albuquerque, 2005; Melzer, 2005; Leônidas , 2005).
Ginástica laboral compensatóriaCom duração de 5 a 10 minutos durante a jornada de trabalho, sua principal finalidade é compensar todo e qualquer tipo de tensão muscular adquirido pelo uso excessivo ou inadequado das estruturas musculoligamentares. Tem o objetivo de melhorar a circulação com a retirada de resíduos metabólicos, modificar a postura no trabalho, reabastecer os depósitos de glicogênio e prevenir a fadiga muscular. São sugeridos exercícios de alongamento e flexibilidade, respiratórios e posturais (Maciel, 2005; Albuquerque, 2005; Melzer, 2005; Leônidas , 2005).
Ginástica laboral de relaxamentoRealizada no final da jornada de trabalho durante 10 ou 12 minutos, tem como objetivo a redução do estresse, alívio das tensões, redução dos índices de desavenças no trabalho e em casa, com conseqüente melhora da função social. São realizadas auto-massagens, exercícios respiratórios, exercícios de alongamento e flexibilidade e meditação (Maciel, 2005; Albuquerque, 2005; Melzer, 2005; Leônidas , 2005).
Ginástica laboral de compensação
Tem o objetivo de evitar vícios posturais e o aparecimento da fadiga, principalmente por posturas extremas, estáticas ou unilaterais. Podem ser realizados movimentos simétricos de alongamento dentro do próprio setor ou ambiente de trabalho entre 5 a 10 minutos (Maciel 2005; Albuquerque, 2005; Melzer, 2005; Leônidas , 2005).
Ginástica laboral corretivaA finalidade da Ginástica Laboral Corretiva é estabelecer o antagonismo muscular, utilizando exercícios que visam fortalecer os músculos fracos e alongar os músculos encurtados, destinando-se ao indivíduo portador de deficiência morfológica, não patológica, sendo aplicada a um grupo reduzido de pessoas. Entretanto, a Ginástica Laboral Corretiva visa combater e, principalmente, atenuar as conseqüências decorrentes de aspectos ecológicos ergonômicos inadequados ao ambiente de trabalho (Maciel, 2005; Albuquerque, 2005; Melzer, 2005; Leônidas , 2005).
Alongamentos pra se fazer na empresa
Muitos desprezam o aquecimento e já entram direto na prática de
exercícios físicos e atividades físicas. Nestes casos o que se despreza
são as funções do aquecimento que são:
* Melhora da irrigação sangüínea para os músculos.
* Aumento da atividade enzimática para iniciar as reações metabólicas anaeróbicas e aeróbicas.
* Diminuição da viscosidade do líquido presente nas articulações.
* Adaptação do sistema cardiovascular para o esforço..
* Alongamento muscular prévio e preparação articular.
* Melhora da irrigação sangüínea para os músculos.
* Aumento da atividade enzimática para iniciar as reações metabólicas anaeróbicas e aeróbicas.
* Diminuição da viscosidade do líquido presente nas articulações.
* Adaptação do sistema cardiovascular para o esforço..
* Alongamento muscular prévio e preparação articular.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Ginástica Laboral - 7 Dicas
1. Por
mais que se tente manter uma postura correta, se a cadeira não ajudar,
nada feito. Na hora de comprar a sua, opte por modelos ergonômicos, que
têm descanso para braço. E também pelas que regulam tanto o assento
quanto o encosto.
2. Procure
apoiar sempre os pés no chão. Caso isso não seja possível, recorra a um
apoio portátil. O ideal é que, quando você estiver sentado, suas pernas
formem um ângulo de 90 graus. Com isso, evita-se a estagnação da
corrente sanguínea nas pernas, o que pode favorecer o surgimento de
varizes.
3. Se
tiver que apoiar os cotovelos e os antebraços nos braços da cadeira,
ajuste-os de forma a nivelá-los com a altura da mesa. Isso reduzirá o
impacto sobre a coluna lombar e evitará a sempre indesejável tensão
muscular na região dos ombros, braços, cotovelos e punhos.
4. Para
prevenir dores e lesões, respeite a curvatura natural das costas. Evite
ficar curvado para a frente, o que pode causar cifose, ou projetar o
peito para a frente e o ombro para trás, o que pode provocar lordose.
Mantenha sempre as costas em contato com o encosto da cadeira.
5. Mantenha
o pescoço ereto. Se possível, estabeleça um ângulo de 90 graus entre o
queixo e o pescoço. Em relação à altura do monitor, a posição ideal é
aquela em que a tela se encontra um pouco abaixo da projeção horizontal
de seus olhos e um pouco inclinado para cima, facilitando a leitura.
6. Mantenha
distância do monitor. De preferência, entre 40 e 70 centímetros. Mais
perto, pode causar problemas à visão. Além disso, capriche na
iluminação ambiente e evite reflexos na tela do monitor. A exemplo da
coluna, os olhos também precisam de repousos periódicos.
7. Procure
fazer pequenas pausas durante o dia. A cada 50 minutos trabalhados,
experimente descansar 10. Nesse intervalo, aproveite para levantar,
caminhar, beber água, esticar as pernas ou fazer alongamentos. A sua
coluna agradece.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
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