quarta-feira, 30 de maio de 2012

Como fazer um Plano de Aula.


A tarefa de professor não é nada fácil, pois exige dos mesmos muita dedicação, planejamento e estudo, pois tudo aquilo que é trabalhado em sala de aula merece ser revisto e bem preparado.
Para montar um plano de aula, o professor deve ir de encontro ao interesse de seus alunos, além dos conteúdos abordados nas séries, exigidos dentro dos Parâmetros Curriculares Nacionais, os PCNs.
Ir para a sala de aula sem preparar um bom material, afeta a qualidade da aula, pois o improviso prejudica no que diz respeito aos materiais necessários para a aula, como fazer experiências concretas, trabalhos de pesquisas, um conhecimento prévio do assunto, dentre vários outros.
O importante é que o professor prepare suas aulas buscando os melhores objetivos para as mesmas, aqueles que irão tornar o conhecimento alcançável aos alunos, além de promover as principais noções de cidadania para os mesmos.

Execução de uma atividade bem planejada
Um plano de aula deve conter as seguintes etapas:
1 – O tema abordado: o assunto, o conteúdo a ser trabalhado;
2 – A justificativa: o motivo de se trabalhar determinado assunto;
3 – Os objetivos gerais a serem alcançados: o que os alunos irão conseguir atingir com esse trabalho; com o estudo desse tema;
4 – Os objetivos específicos: relacionados a cada uma das etapas de desenvolvimento do trabalho;
5 – As etapas previstas: mais precisamente uma previsão de tempo, onde o professor organiza tudo que for trabalhado em pequenas etapas;
6 – A metodologia que o professor usará: a forma como irá trabalhar, os recursos didáticos que auxiliarão a promover o aprendizado e a circulação do conhecimento no plano da sala de aula;
  7 – A avaliação: a forma como o professor irá avaliar, se em prova escrita, participação do aluno, trabalhos, pesquisas, tarefas de casa, etc. 
8 – A bibliografia: todo o material que o professor utilizou para fazer o seu planejamento. É importante tê-los em mãos, pois caso os alunos precisem ou apresentem interesse, terá como passar as informações.
Cada um desses aspectos irá depender das intenções do professor, sendo que este poderá fazer combinados prévios com os alunos, sobre cada um deles.
O importante é dar a oportunidade de o grupo crescer tanto nos conteúdos escolares, aprimorando e enriquecendo seus conceitos, como no seu envolvimento social, a partir da sua participação no mundo como cidadão de bem, responsável e comprometido com um mundo melhor.
Através dessa preocupação e organização, com um trabalho bem elaborado, com certeza a aula se tornará mais agradável e rica, proporcionando maior envolvimento de todos, além dos ótimos resultados para a aprendizagem.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Alongamentos

Alguns Alongamentos para serem usados nas aulas



Os alongamentos são exercícios voltados para o aumento da flexibilidade muscular, que promovem o estiramento das fibras musculares, fazendo com que elas aumentem o seu comprimento.
O principal efeito dos alongamentos é o aumento da flexibilidade, que é a maior amplitude de movimento possível de uma determinada articulação.
Quanto mais alongado um músculo, maior será a movimentação da articulação comandada por aquele músculo e, portanto, maior a sua flexibilidade.
Os alongamentos conseguem esse resultado por aumentarem a temperatura da musculatura e por produzirem pequenas distensões na camada de tecido conjuntivo que revestem os músculos.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A diferença entre a avaliação funcional e avaliação de academias

No meu modesto entendimento , o objetivo da maioria dos programas de treinamento é em melhorar a aparência, porém poucos focam em melhorar sua performance, ou rendimento atlético. No entanto ao olharmos a aparência de atletas, podemos imaginar que se treinarmos como um, nossa aparência também será igual.

Mais uma vez , dentro de meu entendimento , a utilização de um treinamento integrado e que busque o desenvolvimento de mais capacidades físicas, é que nos levará a obteremos as ferramentas adequadas para que o aluno/atleta seja mais resistente à lesões, mais forte, mais ágil, flexível e se torne um meio para que ele alcançe valores positivos em sua vida e use o sucesso em atingir essa sensação de bem estar em outras partes da sua vida pessoal e profissional.

Quando focamos em performance e/ou resultados , baseamos esse programa na busca de uma adequada execução de movimentos, dai então aumentar a força naquele mesmo padrão e só então deveríamos buscar a execução de forma explosiva. Porém para sabermos se esse atleta/aluno apresenta padrões adequados desde o início, precisamos realizar avaliações de movimento que visem identificar como o indivíduo realiza essas ações.

Neste ponto é que começo a questionar as ditas "avaliações e re-avaliações das academias.

Os maiores especialistas em treinamento e ciência do movimento dos Estados Unidos, apresentam uma análise muito interessante sobre como nossas articulações deveriam trabalhar integradamente, e como identificar e corrigir essa integração para que o corpo seja o mais produtivo possível, melhorando assim seu rendimento. Eles defendem a idéia que nossas articulações apresentam uma tendência de requisitar um trabalho focando ou em mobilidade, ou em estabilidade.

O entendimento que tiramos a partir daí , é que , cada articulação necessita de um trabalho específico baseado em suas necessidades durante movimentos;seja para o desportista e/ou o aluno(a) de academia

A montagem de um programa de treinamento que busque realmente atingir um objetivo fim PRECISA de uma avaliação e entrevista prévias , somado a isso, as avaliações posturais normalmente não são devidamente realizadas nas avaliações normais de academias

Estas "avaliações posturais das academias " são realizadas com o indivíduo numa posição estática e em pé, o que não faz com que as articulações estejam movendo-se numa amplitude que mostrariam os desequilíbrios, caso eles não sejam extremos. Portanto não teríamos a devida informação para a montagem do nosso programa baseado apenas no teste postural.

Vemos assim uma tendência que deveria se adotar ao prepararmos um programa de treinamento de nossos atletas e alunos, que é o uso de movimento durante as avaliações físicas.

Outra grande dificuldade esta na capacidade do "avaliador" de identificar as limitações em cada articulação em movimentos integrados (muito realizados no treinamento funcional e sendo base de todas as modalidades esportivas) , quando corretamente realizada por um profissional especializado nos da ferramentas para criar uma estratégia específica que realmente orientará o trabalho que deve ser realizado desde a primeira sessão.

A identificação de pontos que necessitam de mobilidade, de estabilidade e de um reequilíbrio muscular proporcionará aos profissionais do treinamento a capacidade de criar um programa que será muito mais resistente à lesões.

Há em nossas estruturas uma alternância da necessidade de mobilidade ou de estabilidade em cada articulação. Ou seja, a região cervical precisa de estabilidade; a torácica de mobilidade; os ombros de estabilidade; a lombar precisa ser muito estável; o quadril precisa das duas coisas; o joelho precisa de estabilidade; o tornozelo normalmente apresenta rigidez e precisa melhorar a capacidade de se mover e os pés precisam ser estáveis. Se essas características não forem respeitadas em cada região, a consequência aparecerá em forma de lesão em uma articulação acima ou abaixo das que se apresentam num estado disfuncional, por aumentar a sobrecarga de movimento (ou ausência de) sobre elas.

Pensando dessa maneira, vemos a avaliação funcional do movimento como uma maneira simples e efetiva de identificar esses desequilíbrios e corrigí-los de forma simples e direta através de rotinas:

➢ De curta duração,

➢ Para serem usadas como preparação do movimento no início de cada treino,

➢ Que melhoram a postura de forma rápida,

➢ Que melhoram o alongamento já na primeira sessão,

➢ Que melhoram a amplitude articular, visando um aumento na força,

➢ Que melhoram a ativação de músculos inativos, permitindo uma melhor distribuição de sobrecargas sobre o atleta

➢ e que melhoram em muito o alinhamento das articulações, diminuindo as chances de lesão.

O problema está que em sua grande maioria , as avaliações de academias são pobres de dados e servem principalmente para fazer caixa para academia , os avaliadores não observam devidamente , não coletam as informações necessárias , e pior o "instrutor/professor " na grande maioria das vezes nem vê estas avaliações , e quando vê não utiliza os dados para nada.

Sendo assim procure profissionais treinados e capacitados desde seu primeiro momento na academia, só assim você pode ter certeza de estar investindo seu tempo e dinheiro em algo que realmente lhe proporcionará resultados e satisfação pessoal.

quinta-feira, 22 de março de 2012

A Lei 9696 de 01 de Setembro de 1998 e sua Importância para a Sociedade Brasileira Através da Educação Física!

Migrar de uma ação de trabalho onde qualquer pessoa, independente de formação, assume o papel de condutor para uma Profissão Regulamentada, onde uma formação mínima é regra para ocupar a função.
Há quem defenda que todas as mazelas para o exercício da Profissão de Educação Física têm suas bases no cultural entendimento de que qualquer pessoa poderia exercer a função, ou ainda, que para ser treinador, instrutor ou professor na área de exercícios físicos e/ou esportes bastaria querer.
Em primeiro de setembro de 1998, conseguimos a Lei que Regulamentou a importante Profissão de Educação Física e criou os Conselhos Federal e Regionais que – gestados pelos próprios profissionais – defendem a sociedade em seu direito de ser atendida sempre por alguém com a formação devida e obediência ética profissional.
Esse novo contexto, por si só, implantou uma nova ordem no entendimento sócio-cultural da Profissão de Educação Física. Por exemplo, a partir das medidas de organização da profissão, outros colegas de profissões da área da saúde passaram a confiar mais em encaminhar seus pacientes aos atendimentos por Profissionais de Educação Física. Uma Lei Federal, muda todo o contexto social de uma profissão.
Além da ampliação do mercado de trabalho, com oferecimento de mais vagas aos devidamente registrados pela redução da utilização de leigos e de supostos estagiários, o reconhecimento como uma profissão organizada e um aumento da credibilidade dessa profissão vêm num crescente na medida em que cada Conselho Regional empreende no setor, aplicando as normas, divulgando a profissão e fiscalizando o exercício dessa profissão.
O Sistema CONFEF/CREFs, especialmente seus Conselhos Regionais, são exemplos de esforço e operacionalização do empreender para mudar o equivocado “status quo” vigente quanto ao reconhecimento social de nossa amada profissão e seus profissionais.
Durante esse processo, empreender era palavra de ordem dos Conselheiros por todo Brasil, que sustentaram inclusive financeiramente as primeiras reuniões nos seus Estados. A exemplo dos primeiros Conselheiros Federais que sustentaram todo o processo de implantação nos primeiros anos do Sistema.
Na sequência de todos esses anos, como parte do trabalho empreendedor de mudança do reconhecimento social e melhoria da auto estima da categoria profissional podemos citar:
01 – Organização de reuniões de mobilização com grupos de Professores de Educação Física, escolas, academias, clubes e associações para avisar da construção da Lei 9696 de 1998 e convidar aos profissionais para comporem o grupo de implantação e fundação do Sistema;
02 – Participação com micro-estandes, de feiras e eventos do Setor de Fitness e Esportes para esclarecer e mobilizar a categoria à necessidade do Registro Individual como Profissional de Educação Física;
03 – Organização das Reuniões Plenárias que elegeram as primeiras Diretorias Executivas e discutiram, criaram e implantaram as normas de atuação profissional por todo o Brasil, contribuindo para as normas nacionais;
04 – Obtenção de Cessão de Espaço Físico, ou aluguel patrocinado pelos próprios Conselheiros para as primeiras sedes de CREFs e do CONFEF;
05 – Criação das Comissões Permanentes – órgãos assessores do plenário – que facilitaram a discussão e as proposições pertinentes as questões de mérito específico;
06 – Reuniões com Entidades da Sociedade Civil Organizada, como Sindicatos de Professores, Associação de Professores de Educação Física – APEFs, Associações de Academias e etc. e as representações administrativas e pedagógicas das Instituições de Ensino Superior formadoras em Educação Física, existentes a época, e as criadas no passar dos anos, bem como com seus professores, voltadas a colher informações de suas necessidades e expectativas na construção das regras e nas ocupações de espaços de representação junto aos CREFs e ao CONFEF;
07 – Realização de Programas de Instrução aos Provisionados, como o primeiro do país com a Chancela Pedagógica de uma Universidade, junto a Católica no DF, com foco na qualidade e pertinência do conteúdo oferecido, atendimento das necessidades individuais de cada cursando e valorização salarial digna dos professores ministrantes das disciplinas, organizado pelo então CREF 7 DF/GO e TO;
08 – Instalação do processo democrático de eleição do corpo de Conselheiros, conforme estatuto elaborado e registrado, destacando que desde o início alguns regionais tiveram o apoio e organização das eleições através do Tribunal Regional Eleitoral – TRE de seus Estados, ampliando a demonstração de dignidade e transparência em toda condução;
09 – Obtenção de Lei Federal e de Leis Estaduais, Distrital e Municipais que determinaram o 01 de Setembro, oficialmente como Dia do Profissional de Educação Física ampliando a influência junto a sociedade de uma divulgação positiva da imagem do Profissional;
10 – Participação com atendimento técnico pedagógico em campanhas e apresentações realizadas em clubes, parques das cidades, praias, calçadões e orlas, shoppings, setores comerciais e etc., contra o tabagismo, o câncer de mama, a osteoporose, a obesidade mórbida, coronariopatias e outras doenças, que pela informação e o cotidiano em exercícios físicos podem ser evitadas e/ou tratadas;
11 – Organização de Seminários, Congressos, Micro-cursos, chancelas, apoios a Pós Graduações e oportunizações outras de aperfeiçoamento e atualização da categoria profissional;
12 – Campanhas de valorização da disciplina Educação Física Escolar, gestada por Profissionais devidamente habilitados – ou seja com formação de Licenciatura em Educação Física – em todas as séries e em todos os níveis do ensino básico, especialmente no ensino infantil;
13 – Representação Política/Institucional da Categoria Profissional de Educação Física nos Governos e suas Secretarias, no Legislativo e no Judiciário, voltados a melhorar o atendimento a sociedade nos projetos sociais e nos serviços outros de nosso setor, públicos e privados;
14 – Organização e Liderança em Marchas no Legislativo, Visitas ao Judiciário, Passeatas em Defesa a Direitos Básicos e Primários da Categoria e da Sociedade em Geral;
Todos os 14 pontos acima citados servem de base para os trabalhos no legislativo e o especial interesse de nossa coluna, destacados é claro o 09 e o 13. Antes, porém, são os quatorze, um razoável resumo das ações que estão alçando a Educação Física a merecido patamar social pelo que devemos agradecer aos quatorze CREFs existentes hoje, seus Conselheiros e Funcionários.
Por agora, creio, fica claramente demonstrado o crescimento vertiginoso da Profissão Educação Física pela influência de uma Lei específica. Bendita seja a Lei 9696 de 01 de setembro de 1998!

Retirei daqui.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Apostila de Fisiologia e Anatomia

Essa é uma apostila de anatomia que eu tinha aqui. Se ajudar alguém, fique a vontade pra salvar. É só clicar nas imagens que elas abrem maiores.


























sexta-feira, 2 de março de 2012

A pratica esportiva na escola

Há preocupação atual com a participação de crianças em modalidades esportivas, então, se faz necessário orientar os pais com relação a esse assunto. Pois bem, se você tem filhos com idade de até 12 anos, e, ele já está levando a prática esportiva com seriedade é melhor ter cuidado. De acordo com pesquisadores no que se refere à aprendizagem motora, a modalidade esportiva, por competição ou na fase do treinamento, não combina com crianças na faixa etária de até 12 anos, pois, o risco de lesões neste período é maior pelo fato do corpo dessas crianças estar em desenvolvimento.
Nahas 2001, salienta que na Educação Física tem-se observado que o maior problema é estabelecer prioridades educacionais para cada faixa etária ou série, de acordo com as características e necessidades de cada nível escolar.
Sabe-se que algumas especialidades médicas, especificamente os ortopedistas, salientam que até os cinco anos a criança não tem controle neuropsicomotor para a prática esportiva.
Diversos autores, entre eles Gallahue (2005) relatam que a idéia nesse período (até os 12 anos) é estimular os movimentos de forma recreativa. Diante da afirmativa do citado autor, compreende-se que os pais, e, principalmente os professores de Educação Física devem proporcionar às crianças o maior número de movimentos possíveis, aumentando, assim, o repertório motor e contribuindo para que no futuro a criança possa praticar adequadamente qualquer modalidade esportiva. Pactua-se que a criança que pratica esporte desenvolve a sociabilização, relacionando-se adequadamente em grupo.
Especialistas da medicina esportiva relatam que lesões que anteriormente atingiam somente adolescentes e adultos, atualmente já são cada vez mais freqüentes em crianças menores de 12 anos, especificamente dos nove aos onze anos, e, isso ocorre porque há excesso nas práticas, bem como, sobrecarga nos exercícios.
Como professor de Educação Física compreendo que a natação é uma das modalidades esportivas mais indicadas para que a criança inicie suas atividades, pois não há impacto, e, desse modo, não irá provocar lesões. Por exemplo: bebês de aproximadamente seis meses podem ser iniciados, é claro que eles não irão nadar, mas serão estimulados a executar diversos movimentos. Orienta-se que a duração de uma aula para bebês deve ser em média de 30 minutos.
Não é somente a natação, há varias modalidades esportivas que podem ser praticadas na infância, mas não devem ser competitivas e sim com a realização de festivais, incentivando a participação e não a competição, com pais a beira da quadra ou do campo gritando para seu filho e querendo vencer a qualquer custo. Neste caso a competição pode desestimular a criança para o esporte, ainda, nota-se que os festivais evitam o esforço exagerado diminuindo o risco de lesões.
Para cada modalidade esportiva, existe a idade correta, sendo importante na hora da escolha, diferenciar atividade de exercício físico. A atividade pode-se compreender como qualquer movimento que leve ao gasto de energia, sendo: executar movimentos e estimular os músculos das mãos, dos braços, das pernas, realizando principalmente movimentos naturais, como andar e correr, e, que tenha acima de tudo aval dos especialistas da Educação Física; já os exercícios físicos, são seqüências de movimentos com o objetivo de alcançar melhor performance, seja em modalidades individuais ou coletivas.
Quem praticar adequadamente qualquer tipo de esporte ou atividade física desde cedo, certamente estará trilhando bom caminho para uma vida adulta saudável, sem precisar iniciar obrigatoriamente, isto é, quando procurar um médico.
Referências
GALLAHUE, David L. Compreendendo o desenvolvimento motor – bebês, crianças, adolescentes e adultos. 3 ed. São Paulo. Phorte Editora. 2005.
NAHAS, M. Atividade física, saúde e qualidade de vida. Londrina: Midiograf, 2001.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

História da Ginástica Laboral

O primeiro vestígio desta idéia vem da Polônia, datado de 1925 com o nome "Ginástica de Pausa". Anos depois, surgiu na Holanda e na Rússia. Na década de 60, atingiu outros países da Europa e principalmente o Japão, onde ocorreu a consolidação e a obrigatoriedade da GLC - Ginástica Laboral Compensatória. No Brasil, a semente brotou em 1973, na escola de educação Feevale com um projeto de Educação Física Compensatória e Recreação no qual a escola estabelecia uma proposta de exercícios baseados em análises biomecânicas (MARCHESINI, 2001).

Foi também por volta de 30 anos atrás que um jovem médico americano tentava fazer entender a classe médica que corridas radicais previnem os males da vida sedentária (problemas cardíacos, obesidade, entre outros). Keneth Cooper entende ter trazido para a medicina o conceito de exercício que dá saúde e alegria às pessoa (MARCHESINI, 2002).
A ginástica laboral está suprindo, ao menos em partes, esta necessidade de um "espaço de liberdade", de uma quebra de ritmo, na rigidez e na monotonia do trabalho. Além disto, a organização do trabalho ataca primeiro e maciçamente a vida mental dos indivíduos. O desgaste neste aspecto é bem maior devido a todo o esforço para manter-se sob controle. Assim ao começarem a participar da ginástica, os trabalhadores descobrem que é um momento, talvez o único do dia. Onde podem ser eles mesmos de forma integrada, expandindo o corpo, a mente e o espírito. É possível, então, relaxar e abrir mão do autocontrole, livres de risco de acidentes, erros e tensão decorrentes. Podem sair das posturas automatizadas, conversar com seus colegas e desligar das pressões aliviando o stress. A ginástica laboral preenche também uma carência de atenção e valorização das pessoas, sendo percebida como uma diferença da empresa para com elas e um sinal de humanização do ambiente de trabalho.Hoje parece dispensável relacionar atividade física e promoção de saúde.

Recentemente, essa modalidade assistiu a um desenvolvimento no Japão, onde, desde 1928, os funcionários dos correios freqüentam sessões de ginástica diariamente.

No Brasil, a ginástica laboral chegou por meio de executivos nipônicos e, após várias experiências, começou a ser retomada na década de 1980, ressurgindo com força total na década de 90. A partir desta fase, foi enfatizada a qualidade de vida e no trabalho, condenando-se o estresse e as lesões causadas pelo trabalho repetitivo como o Dort (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho).
 
Tipos de Ginástica Laboral
A ginástica laboral tem sido classificada por diversos autores de forma diferente, observar-se-á neste presente trabalho classificada pelos autores Maciel, 2005; Albuquerque, 2005; Melzer, 2005; Leônidas (2005) pelas seguintes formas: preparatória, compensatória, de relaxamento e corretiva:

Ginástica laboral preparatóriaRealizada no início da jornada de trabalho, ela ativa fisiologicamente o organismo, prepara para o trabalho físico e melhora o nível de concentração e disposição, elevando a temperatura do corpo, oxigenando os tecidos e aumentando a freqüência cardíaca. Tem a duração aproximada de 10 a 12 minutos. Inclui exercícios de coordenação, equilíbrio, concentração, flexibilidade e resistência muscular (Maciel, 2005; Albuquerque, 2005; Melzer, 2005; Leônidas , 2005).

Ginástica laboral compensatóriaCom duração de 5 a 10 minutos durante a jornada de trabalho, sua principal finalidade é compensar todo e qualquer tipo de tensão muscular adquirido pelo uso excessivo ou inadequado das estruturas musculoligamentares. Tem o objetivo de melhorar a circulação com a retirada de resíduos metabólicos, modificar a postura no trabalho, reabastecer os depósitos de glicogênio e prevenir a fadiga muscular. São sugeridos exercícios de alongamento e flexibilidade, respiratórios e posturais (Maciel, 2005; Albuquerque, 2005; Melzer, 2005; Leônidas , 2005).

Ginástica laboral de relaxamentoRealizada no final da jornada de trabalho durante 10 ou 12 minutos, tem como objetivo a redução do estresse, alívio das tensões, redução dos índices de desavenças no trabalho e em casa, com conseqüente melhora da função social. São realizadas auto-massagens, exercícios respiratórios, exercícios de alongamento e flexibilidade e meditação (Maciel, 2005; Albuquerque, 2005; Melzer, 2005; Leônidas , 2005).
Ginástica laboral de compensação
Tem o objetivo de evitar vícios posturais e o aparecimento da fadiga, principalmente por posturas extremas, estáticas ou unilaterais. Podem ser realizados movimentos simétricos de alongamento dentro do próprio setor ou ambiente de trabalho entre 5 a 10 minutos (Maciel 2005; Albuquerque, 2005; Melzer, 2005; Leônidas , 2005).

Ginástica laboral corretivaA finalidade da Ginástica Laboral Corretiva é estabelecer o antagonismo muscular, utilizando exercícios que visam fortalecer os músculos fracos e alongar os músculos encurtados, destinando-se ao indivíduo portador de deficiência morfológica, não patológica, sendo aplicada a um grupo reduzido de pessoas. Entretanto, a Ginástica Laboral Corretiva visa combater e, principalmente, atenuar as conseqüências decorrentes de aspectos ecológicos ergonômicos inadequados ao ambiente de trabalho (Maciel, 2005; Albuquerque, 2005; Melzer, 2005; Leônidas , 2005).
 
Alongamentos pra se fazer na empresa
Muitos desprezam o aquecimento e já entram direto na prática de exercícios físicos e atividades físicas. Nestes casos o que se despreza são as funções do aquecimento que são:

* Melhora da irrigação sangüínea para os músculos.
* Aumento da atividade enzimática para iniciar as reações metabólicas anaeróbicas e aeróbicas.
* Diminuição da viscosidade do líquido presente nas articulações.
* Adaptação do sistema cardiovascular para o esforço..
* Alongamento muscular prévio e preparação articular.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ginástica Laboral - 7 Dicas

1.      Por mais que se tente manter uma postura correta, se a cadeira não ajudar, nada feito. Na hora de comprar a sua, opte por modelos ergonômicos, que têm descanso para braço. E também pelas que regulam tanto o assento quanto o encosto.
2.      Procure apoiar sempre os pés no chão. Caso isso não seja possível, recorra a um apoio portátil. O ideal é que, quando você estiver sentado, suas pernas formem um ângulo de 90 graus. Com isso, evita-se a estagnação da corrente sanguínea nas pernas, o que pode favorecer o surgimento de varizes.
3.      Se tiver que apoiar os cotovelos e os antebraços nos braços da cadeira, ajuste-os de forma a nivelá-los com a altura da mesa. Isso reduzirá o impacto sobre a coluna lombar e evitará a sempre indesejável tensão muscular na região dos ombros, braços, cotovelos e punhos.
4.      Para prevenir dores e lesões, respeite a curvatura natural das costas. Evite ficar curvado para a frente, o que pode causar cifose, ou projetar o peito para a frente e o ombro para trás, o que pode provocar lordose. Mantenha sempre as costas em contato com o encosto da cadeira.
5.      Mantenha o pescoço ereto. Se possível, estabeleça um ângulo de 90 graus entre o queixo e o pescoço. Em relação à altura do monitor, a posição ideal é aquela em que a tela se encontra um pouco abaixo da projeção horizontal de seus olhos e um pouco inclinado para cima, facilitando a leitura.
6.      Mantenha distância do monitor. De preferência, entre 40 e 70 centímetros. Mais perto, pode causar problemas à visão. Além disso, capriche na iluminação ambiente e evite reflexos na tela do monitor. A exemplo da coluna, os olhos também precisam de repousos periódicos.
7.      Procure fazer pequenas pausas durante o dia. A cada 50 minutos trabalhados, experimente descansar 10. Nesse intervalo, aproveite para levantar, caminhar, beber água, esticar as pernas ou fazer alongamentos. A sua coluna agradece.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

CARTA INTERNACIONAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS

Prefácio
A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, reunida em
Paris em sua 20 a . reunião, no dia 21 de novembro de 1978.
Recordando que a Carta das Nações Unidas proclama a fé dos povos nos direitos fundamentais do homem, na
dignidade e no valor da pessoa humana, e afirma sua resolução de promover o progresso social e elevar o nível
de vida.
Recordando que, segundo o disposto na Dec'aração Universal de Direitos Humanos, toda pessoa tem todos os
direitos e todas as liberdades nela proclamados, sem discriminação alguma baseada especialmente na raça, cor,
sexo idioma, religião, opinião política ou de qualquer outra índole, origem nacional ou social, posição econômica,
nascimento ou qualquer outra consideração.
Convencida de que uma das condições essenciais do exercício efetivo dos direitos humanos depende da
possibilidade oferecida a todos e a cada um de desenvolver e preservar livremente suas faculdades físicas,
intelectuais e morais, e que em conseqüência se deveria dar e garantir a todos a possibilidade de anuir a
educação física e o desporto.
Convencida de que a preservação e o desenvolvimento das atitudes físicas, intelectuais e morais do ser humano
melhoram a qualidade da vida nos planos nacional e internacional.
Afirmando que a educação física e o desporto devem reforçar sua ação formativa e favorecer os valores humanos
fundamentais que servem de base ao pleno desenvolvimento dos povos.
Sublinhando, por conseguinte, que a educação física e o desporto hão de tender a promover a aproximação entre
os povos e as pessoas, assim como o estímulo desinteressado, a solidariedade e a fraternidade, o respeito e a
compreensão mútuos, e o reconhecimento da integridade e da dignidade humanas.
Considerando que os países industrializados e os países em desenvolvimento assumem responsabilidades e
obrigações comuns para reduzir a disparidade que existe entre uns e outros no que diz respeito ao livre acesso de
todos à educação física e ao desporto.
Considerando que, integrar a educação física e o desporto ao meio natural equivale a seu enriquecimento, inspira
o respeito para os recursos do planeta e desperta o desejo de conservá-los e utilizá-los para o maior proveito da
humanidade inteira.
Tendo em conta a diversidade dos modos de formação e de educação que existem no mundo, porém,
comprovando que, apesar das diferenças das estruturas desportivas nacionais, é patente que a educação física e o
desporto, além da importância que revestem para o corpo e a saúde, contribuem para o desenvolvimento completo
e harmonioso do ser humano.
Tendo em conta também, a magnitude dos esforços que se tem de realizar para o direito à educação e ao
desporto se torne realidade para todos os seres humanos.
Sublinhando a importância, para a paz e a amizade entre os povos, da cooperação entre as organizações
internacionais governamentais e não-governamentais responsáveis, da educação física e do desporto.
Proclama a presente Carta Internacional, a fim de colocar em desenvolvimento a educação física e o desporto ao
serviço do progresso humano, favorecer seu desenvolvimento e exortar aos governos, as organizações não-
governamentais competentes, os educadores, as famílias e os próprios indivíduos a inspirar-se nela, difundi-ia e
colocá-la em prática.
Art. 1 ° A prática da educação física e do desporto é um direito fundamental para todos.
1.1. Todo ser humano tem o direito fundamental de aceder à educação física e o desporto, que são indispensáveis
para o pleno desenvolvimento de sua personalidade. O direito de desenvolver as faculdades físicas, intelectuais e
morais através da educação física e do desporto, deverá garantir-se tanto dentro do padrão de sistema educativo
como nos demais aspectos da vida social.
1.2. Cada qual, de conformidade com a tradição desportiva de seu país, deve gozar de todas as oportunidades de
praticar a educação física e o desporto, de melhorar sua condição física e de alcançar o nível de realização
desportiva correspondente a seus dons.
1.3. Tem-se de oferecer oportunidades especiais aos jovens, compreendendo os meninos de idade pré-escolar, as
pessoas de idade e os deficientes, a fim de ter possibilidade de desenvolvimento integral de sua personalidade
graças a uns programas de educação física e desporto adaptados às suas necessidades.
Art. 2° A educação física e o desporto constituem um elemento essencial da educação permanente dentro o do
sistema global de educação.
2.1. A educação física e o desporto, dimensões essenciais da educação e da cultura, devem desenvolver as
atitudes, a vontade e o domínio de si mesmo, de cada ser humano, e favorecer sua plena integração na
sociedade. Tem-se de assegurar a continuidade da atividade física e da prática desportiva durante toda a vida, por
meio de uma educação global, permanente e democratizada.
2.2. No plano do indivíduo, a educação física e o desporto contribuem para preservar e melhorar a saúde, a
proporcionar uma sã ocupação de tempo livre e a resistir melhor aos inconvenientes da vida moderna. No plano da
comunidade, enriquecem as relações sociais e desenvolvem o espírito desportivo que, mais além do próprio
desporto, é indispensável para a vida na sociedade.
2.3. Todo sistema global de educação deve atribuir à educação física e o desporto o lugar e a importância
necessárias para estabelecer o equilíbrio entre as atividades físicas e os demais elementos da educação física e
reforçar seus vínculos.
Art. 3° Os programas de educação física e desporto devem responder às necessidades individuais e sociais.
3.1. Os programas de educação física e desporto devem conceber-se em função das necessidades e das
características personais dos participantes, assim como as condições institucionais, culturais, sócio-econômicas e
climáticas de cada país. Estes programas têm de dar prioridade às necessidades dos grupos desfavorecidos da
sociedade.
3.2. Dentro de um processo de educação global, os programas de educação física e desporto têm de contribuir,
tanto por seu conteúdo como por seus horários a criar hábitos e comportamentos favoráveis à plena realização da
pessoa humana
3.3. O desporto de competição, incluso em suas manifestações especulares, deve seguir, segundo o ideal
olímpico, a serviço do desporto educativo, do que é culminação e exemplo, e tem de permanecer à margem de
toda influência de interesses comerciais fundados na busca de benefícios.
Art. 4° O ensino, o enquadramento e a administração da educação física e do desporto devem ser confiados a
pessoal qualificado.
4.1. Todo pessoal que assume a responsabilidade profissional da educação física e do desporto deve ter a
competência e a formação apropriadas. Deve se recrutar com cuidado e em número suficiente, e o pessoal
desfrutará de uma formação prévia e de um aperfeiçoamento contínuo, a fim de garantir níveis de especialização
adequados.
4.2. O pessoal voluntário, devidamente formado e enquadrado, pode ocasionar uma contribuição inestimável ao
desenvolvimento geral do desporto e estimular a participação da população na prática e na organização das
atividades físicas e desportivas.
4.3. Deverão criar-se as estruturas apropriadas para a formação do pessoal da educação física e do desporto.
A situação jurídica e social do pessoal que se forma tem de corresponder as funções que assumem.
Art, 5° Para a educação física e o desporto, são indispensáveis instalações e materiais adequados.
5.1. Devem prever-se e instalar-se o equipamento e os materiais apropriados, em quantidade suficiente para
facilitar uma participação intensiva e com toda segurança nos programas escolares e extra-escolares de educação
física e desporto.
5.2. Os governos, os poderes públicos, as escolas e os órgãos privados competentes devem unir seus esforços a
todos os níveis e disporem-se para planificar o estabelecimento e a ótima utilização das instalações o equipamento
e os materiais destinados à educação física e ao desporto. 5.3. Nos planos de urbanismos e de regulamento rural
se devem incluir as necessidades alargo prazo em matéria de instalações, equipamentos e material para a
educação física e o desporto, tendo as possibilidades que oferecem o meio natural.
Art. 6° A investigação e a avaliação são elementos indispensáveis ao desenvolvimento da educação física e do
desporto.
6.1. A investigação e a avaliação, em matéria de educação física e desporto deveriam favorecer o progresso do
desporto em todas as suas formas e contribuir a melhorar a saúde e a segurança dos participantes, assim como os
métodos de treinamento e as técnicas de organização e de gestão. Desse modo, o sistema de educação se
beneficiará com inovações apropriadas para melhorar tanto os métodos pedagógicos como o nível dos resultados.
6.2. A investigação científica, cujas repercussões sociais nesta matéria não devem descuidar-se, deverá estar
orientada de modo que não se preste a aplicações abusivas no terreno da educação física e do desporto.
Art. 79 A informação e a documentação contribuem para promover a educação física e o desporto.
7.1. Reunir, subministrar e difundir informações e documentações relativas à educação física e ao desporto
constituem uma necessidade primordial, assim como, em particular, a difusão de informações sobre os resultados
das investigações e dos estudos de avaliação relativos aos programas, a experimentação e as atividades.
Art. 89 Os meios de comunicação de massa deveriam exercer uma influência positiva na educação física e no
desporto.
8.1. Sem prejuízo do direito da liberdade de informação, toda pessoa que se ocupa de algum meio de comunicação
de massa deveria ter plena consciência de suas responsabilidades ante a importância social, a finalidade
humanista e os valores morais que a educação física e o desporto encerram.
8.2. As relações entre as pessoas que se ocupam dos meios de comunicação de massa e os especialistas de
educação física e do desporto devem ser estreitas e confiadas para exercer uma influência positiva sobre a
educação física e o desporto e para assegurar, com objetividade uma informação documentada. A formação de
pessoal responsável nos meios de comunicação de massa pode abranger aspectos relativos à educação física e
ao desporto.
Art. 9° As instituições nacionais desempenham um papel primordial na educação física e no desporto,
9.1. Os poderes públicos, a todos os níveis, e os órgãos não-governamentais especializados devem favorecer as
atividades físicas e desportivas, cujo valor educativo será mais manifesto. Sua intervenção deve consistir em se
fazer aplicar as leis e os regulamentos, prestar uma ajuda material e tomar medidas de promoção de estímulo e de
controle. Além do mais, os poderes públicos valerão para que se tomem disposições fiscais com intenção de
fomentar essas atividades.
9.2. Todas as instituições responsáveis pela educação física e desporto devem favorecer uma ação coerente,
global e descentralizar dentro do limite da educação permanente, a fim de conseguir a continuidade e a
coordenação das atividades físicas obrigatórias, assim como as praticadas espontânea e livremente.
Art. 109 A cooperação internacional de uma das condições prévias do desenvolvimento universal e equilíbrio da
educação física e do desporto.
10.1. Tanto os Estados como as organizações internacionais e regionais, intergovernamentais e não-
governamentais, nas que estão representadas os países interessados e que são responsáveis pela educação física
e desporto, devem atribuir a essas atividades um lugar mais importante na cooperação bilateral e multilateral.
10.2. A cooperação internacional deve inspirar-se em modelos totalmente desinteressados para promover e
estimular o desenvolvimento endógeno neste campo.
10.3. Por intermédio da cooperação e da defesa de interesses comuns à esfera da educação física e do desporto,
linguagem universal por excelência, os povos contribuirão para a manutenção de uma paz duradoura, ao respeito
mútuo e a amizade, e criarão, desse modo, um clima propício à solução dos problemas internacionais.
Uma estreita colaboração, dentro do respeito de sua competência física, de todos os órgãos governamentais e não-
governamentais, nacionais e internacionais interessados, contribuirá para favorecer o desenvolvimento da
educação física e do desporto no mundo inteiro.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Plano de aula

Atletismo



Objetivo
- Aprimorar a habilidade de correr com velocidade e boa coordenação motora.

Flexibilização
Os alunos com algum tipo de deficiência física poderão participar desta atividade desde que possam contar com alguém que os auxiliem, seja empurrando a cadeira de rodas, ou apoiando naquilo que for preciso. Ainda assim, é importante considerar o fato de que estarão em situação de desvantagem em relação aos outros. No caso de alunos cadeirantes, na maioria das vezes, um simples colega "empurrador" pode resolver o problema, desde que seja rápido (você propor um "teste" antes). No caso de alunos que andam com algum tipo de dificuldade e não contam com o apoio da cadeira, pode-se propor aos corredores das outras equipes que, no momento em que vão disputar com eles, o façam de uma forma diferente, enfrentando um desafio a mais como correr de costas ou de lado, por exemplo. A ideia é diminuir a desvantagem, tentando fazer com que todos enfrentem um desafio com graus de dificuldade e esforço parecidos. Mais importante que isso, é compartilhar as ideias entre todos, pedindo sugestões e ouvindo os comentários de todo o grupo. Este tipo de situação tem sua importância na medida em que contribui para que todas as crianças construam gradativamente uma disposição para encarar os próprios desafios e dificuldades de forma criativa e aberta à diversidade.

Desenvolvimento
Peça que os alunos se dividam em duplas, trios ou quartetos. Em um pátio, eles ficam uns ao lado dos outros e, ao sinal do professor ou de um colega, um participante de cada grupo corre o mais rápido que puder, tentando chegar em primeiro lugar a um ponto definido. Quando a primeira bateria terminar, é hora de outros integrantes de cada equipe participarem. Esteja atento para que todos tenham a oportunidade de correr e oriente as crianças quanto aos fundamentos da corrida: posição de largada, atenção e concentração, movimentos coordenados de braços e pernas, respiração, olhar sempre fixo à frente etc. Desafie a garotada a correr de formas diferentes (de costas, de lado, num pé só) e diversifique os espaços, aumentando ou diminuindo a distância da pista.

Avaliação
Um bom indicador de que a turma está correndo cada vez mais rápido é o tempo gasto para completar a distância estipulada. Após a realização de algumas corridas, registre o tempo de todos e estabeleça com eles algumas metas. Tome como base a média de velocidade do grupo e defina os objetivos mais viáveis para cada aluno, visando diminuir o seu tempo. Repita várias vezes a atividade e incentive as crianças a registrar e monitorar seu tempo para ver se melhoram suas marcas.

Fonte: Revista Escola