terça-feira, 22 de novembro de 2011

ANOMALIAS DA MEDULA ESPINHAL - ESPINHA BÍFIDA E OUTRAS ANOMALIAS CONGÊNITAS DA MEDULA ESPINHAL E ENCÉFALO

Espinha Bífida, uma grave anormalidade congénita do sistema nervoso, desenvolve-se nos dois primeiros meses de gestação e representa um defeito na formação do tubo neural.
É uma deficiência na qual parte de uma ou mais vértebras não se desenvolve completamente, deixando sem proteção uma porção de medula espinal.

Uma das lesões congénitas mais comuns da medula espinhal é causada pelo fechamento incompleto da coluna vertebral. Quando isso acontece, o tecido nervoso sai através do orifício, formando uma protuberância mole, na qual a medula espinhal fica sem protecção. Isto é denominado espinha bífida posterior e, embora possa ocorrer em qualquer nível da coluna vertebral, é mais comum na região lombosagrada. Quando as raízes dos nervos lombo sagrais estão envolvidos, ocorrem graus variáveis de paralisia abaixo do nível envolvido.
Os segmentos da medula cervical (C1 a C8) controlam os movimentos da região cervical e dos membros superiores; os toráxicos (T1 a T12) controlam a musculatura do tórax, abdomen e parte dos membros superiores; os lombares (L1 a L5) controlam os movimentos dos membros inferiores; e os segmentos sacrais (S1 a S5) controlam parte dos membros inferiores e o funcionamento da bexiga e intestino. Na espinha bífida, estando a medula e as raízes nervosas impropriamente formadas, os nervos envolvidos podem ser incapazes de controlar os músculos determinando paralisias. Define-se como paralisia alta a paralisia resultante de defeito medular começando ao nível dos segmentos torácicos ou lombares altos (L1-L2), paralisia média no segmento médio lombar (L3) e paralisia baixa nos segmentos lombares baixos (L4-L5) ou sacrais.
A criança com mielomeningocele pode apresentar graus variáveis de paralisia e ausência de sensibilidade abaixo do nível da lesão medular mas no entanto com preservação da parte superior do abdómen, tronco e braços. Torna-se importante a assistência precoce em reabilitação para a preservação também das possíveis deformidades ortopédicas: pé torto, deslocamento da coxa-femural, diminuição das amplitudes articulares, deformidades do tronco, entre outras.
A sensibilidade também pode estar prejudicada (sensação de pressão, fricção, dor, calor, frio) por isso é importante ter cuidado com a temperatura da água durante o banho, não utilizar calçados apertados e examinar sempre os membros inferiores, especialmente os pés, em busca de possíveis ferimentos.
A ausência de sensibilidade pode ocasionar lesões de pele, denominadas úlceras de pressão (escaras) que podem ser prevenidas com constantes mudanças de posição corporal e manutenção da higiene da pele, hidratação. Ainda se podem verificar ausência de controlo urinário e fecal.

Este termo indica a falta de fusão das metades dos arcos vertebrais. A gravidade da espinha bífida pode ser variável.

a) ESPINHA BÍFIDA OCULTA – É o tipo menos grave, que também é o mais comum, uma ou mais vértebras não se formam normalmente, mas a medula espinal e as camadas de tecido (meninges) que a rodeiam não emergem. No defeito podem observar-se uma madeixa de pêlos, uma cavidade ou uma área pigmentada.

b) ESPINHA BÍFIDA CÍSTICA –
 a. Na meningocele, um tipo mais grave de espinha bífida, as meninges e o líquido cerebroespinhal emergem através das vértebras incompletamente formadas, dando lugar a uma protuberância cheia de líquido por baixo da pele.

b. Meningomielocele é o tipo muito grave, pelo qual emerge também a medula espinhal; a área afetada tem o aspecto de carne viva e é provável que o bebê apresente uma grave incapacidade.

c) ESPINHA BÍFIDA COM MIELOSQUISE – nesses casos apresenta a abertura da medula espinhal na área afetada, devido às pregas neurais não se fundirem. A medula espinhal aparece como uma massa achatada de tecido nervoso.


ANOMALIAS DE ENCÉFALO

a) A anencefalia (Meroanencefalia) - é uma deficiência na qual falta a maior parte do cérebro do bebê porque não se desenvolveu devido ao não fechamento do neuroporo rostral na quarta semana. Um bebê com anencefalia não pode sobreviver: nasce morto ou então morre com poucos dias de vida.

 b) Crânio Bífido – defeitos da formação do crânio associados a anomalias congênitas do encéfalo e meninges.

1. Meningocele craniana – quando apenas as meninges herniam pelo defeito no crânio;

2. Meningoencefalocele – quando as meninges e parte do encéfalo herniam pelo defeito no crânio;

3. Meningoidroencefalocele – quando a parte do encéfalo que faz protrusão contém parte do sistema ventricular.

c) Microcefalia - é uma deficiência na qual a cabeça é muito pequena. As crianças com microcefalia costumam sobreviver, mas têm tendência a sofrer de atraso mental e carecem de coordenação muscular. A microcefalia resulta da microencefalia, pois o crescimento da calvária é induzido pela pressão exercida pelo encéfalo em crescimento.


d) Porencefalia - é uma situação na qual se forma um quisto ou uma cavidade anormal num dos hemisférios cerebrais. A porencefalia é uma clara evidência de que existe lesão cerebral e, geralmente, associa-se a anomalias na função cerebral. No entanto, algumas crianças têm uma inteligência normal.

e) Hidrencefalia é uma forma extrema de porencefalia na qual faltam quase completamente os hemisférios cerebrais. As crianças com hidrencefalia não se desenvolvem normalmente e têm um grande atraso mental.

f) Hidrocefalia (líquido no cérebro) consiste no aumento dos ventrículos, que são os espaços normais do cérebro. O líquido cefalorraquidiano é produzido nos ventrículos e deve sair do cérebro, para ser absorvido e passar para o sangue. Quando não consegue sair, a pressão dentro do cérebro aumenta, dando origem à hidrocefalia. Muitos fatores, como uma malformação congênita ou uma hemorragia cerebral, podem obstruir a drenagem e causar este problema.
Nas crianças mais velhas, a causa são geralmente os tumores. A hidrocefalia é a razão mais freqüente para os recém-nascidos terem a cabeça anormalmente grande.

g) Anomalia de Arnold-Chiari - é uma deficiência na formação da parte inferior do cérebro (tronco cerebral). Costuma associar-se à hidrocefalia.

h )Agenesia do corpo caloso – ausência total do corpo caloso. Essa condição pode ser assintomática, mas são comuns convulsões e deficiência mental.

i) Holoprosencefalia – as crianças apresentam o encéfalo anterior pequeno e apresentam os ventrículos laterais fundidos. Causam anomalias na face em conseqüência da redução de tecido na saliência frontonasal. Os olhos estão muito próximos um do outro.

Existem três classes de holoprosencefalia:
   - A holoprosencefalia alobar é o tipo mais grave, na qual o cérebro não consegue se separar e se associa geralmente a anomalias faciais severas.
   - A holoprosencefalia semilobar, na qual os hemisférios do cérebro têm uma leve tendência a se separar, constitui uma forma intermedia da doença.
   - A holoprosencefalia lobar, na qual existe uma evidência considerável de separação dos hemisférios do cérebro, é a forma menos grave. Em alguns casos de holoprosencefalia lobar, o cérebro do paciente pode ser quase normal.
   Holoprosencefaliaé caracterizado pela ausência do desenvolvimento do prosencéfalo (o lóbulo frontal do cérebro do embrião). A holoprosencefalia é causada pela falta de divisão do lóbulo frontal do cérebro do embrião para formar os hemisférios cerebrais bilaterais (as metades esquerda e direita do cérebro), causando defeitos no desenvolvimento da cara e na estrutura e o funcionamento do cérebro.
   Deve-se a causas cromossómicas (dos cromossomos). As anomalias cromossómicas, tais como o síndrome de Patau (trissomia 13) e o síndrome de Edwards (trissomia 18) podem se associar à holoprosencefalia. Os filhos de mães diabéticas têm um risco maior de padecer o trastorno.



Pesquisas recentes indicam que a ingestão de ácido fólico (um componente da vitamina B) nas semanas que antecedem a concepção e nas primeiras semanas da gestação reduz de modo significativo a incidência de espinha bífida.

Fonte:

http://www.espinhabifida.com/
http://embriologiasistemanervoso.blogspot.com/2009/06/anomalias-congenitas-da-medula-espinhal.html
http://doencasneurologicas.blogs.sapo.pt/7928.html

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Texto sobre Basquete

Axei esse texto sobre basquete muito interessante. E retrata muito bem a vida sobre o técnico de basquete atualmente no Brasil. Axo que também pode ser apricada a outros esportes. Vale a pena conferir.

O Texto foi retirado do site: http://www.bbheart.com.br


Técnico de basquete: profissão madrasta
Por: Prof. Ms. José Marinho M. Dias Neto
O que leva uma pessoa “normal” a ser um técnico de basquetebol? Eu sempre tento achar respostas para este difícil questionamento. Mas reconheço que não tenho tido muito sucesso. O que leva uma pessoa a passar inúmeros fins de semana longe de sua família, estar numa profissão sem um plano de carreira, perder noites e mais noites de sono porque perdeu um jogo que não podia perder ou porque precisa achar um bom plano de jogo para o dia seguinte, se preocupar com a vida pessoal de seus atletas como se fossem seus filhos, ser um profissional com múltiplas funções e receber seu minguado salário com atraso, pertencer a um esporte extremamente mal administrado, entre outros muitos fatores complicadores.
Qualquer um pode ser técnico de basquete. Basta desejar. Não existe nenhum pré-requisito. Quantos não são os casos de pessoas que nunca dirigiram uma equipe e assumem um cargo na categoria adulta. Não importa se este indivíduo foi ex-atleta ou não. Ser jogador é algo completamente diferente de ser técnico. É como achar que um aluno brilhante será um professor de igual desenvoltura. Se considerarmos que a ação de um técnico é um processo educacional (e isto é uma lídima verdade), não há como conceber um indivíduo nesta função sem conhecimentos avançados de pedagogia. Entende-se pedagogia como a reunião de saberes para educar. Portanto, por mais que alguém saiba o que fazer, terá também que dominar os caminhos de como ensinar. Caminhos tortuosos, por sinal... Sem muito estudo e experiência na função, não há como obter sucesso no ponto mais alto deste duro ofício.
Além disto tudo, o treinador deve ter uma formação multidisciplinar. Ele precisa ter noções de todas disciplinas que envolvem o esporte (fisiologia, psicologia, administração, sociologia, etc...). O técnico deve ser um administrador de alto nível, tendo que lidar com todas as variáveis de jogo, as situações extraquadra e as nuances do grupo. Coisa de “super-homem”...
Mas como exigir de um profissional uma formação integral e bem estruturada numa carreira onde não existe hierarquia ou meritocracia. Quantos não foram os técnicos que trilharam caminhos de muito sucesso e realizações (títulos, formação, estruturas, etc) em categorias de base e jamais tiveram chance no adulto. Enquanto outros assumem grandes equipes sob a simples razão de terem encerrado seu ciclo como jogadores. Tudo muito injusto... O que dizer de uma estrutura onde todos são profissionais (técnico, auxiliar, médico, fisioterapeuta, roupeiro, etc), mas quem toma as decisões, os dirigentes, são amadores? Que critérios ele terá para fundamentar sua escolha? Muito provavelmente o marketing de escolher um ex-jogador famoso ou, simplesmente, optar por um amigo. Qual a formação deste profissional? Qual sua experiência na função? Quantos cursos ele já fez? Quantos jogadores formou? Isto é tudo bobagem!
No meio deste mundo louco do basquetebol surgem os mais variados tipos de técnicos. A maioria deles despreparados e caricatos. Refletindo sobre nossa realidade, procurei caracterizar os tipos mais comuns:
O técnico torcedor: incapaz de dar uma instrução consistente, ele é o rei do “vamos lá” e da filosofia de botequim para motivar seus jogadores.
O técnico desconfiado: jamais trabalha com auxiliares. Preocupa-se o tempo todo em quem pode “derrubá-lo” e se esquece de preparar seu time.
O técnico teórico: sabe o que tem que fazer, ministra treinos maravilhosos, mas se perde totalmente nas situações de jogo.
O técnico explicadinho: a culpa é sempre da arbitragem ou do erro dos jogadores ou da falta de estrutura...
O técnico preguiçoso: acha que treino técnico é para garotos. O rei dos coletivos e da dupla de arremesso. Eu resolvo com minha experiência...
O técnico americanizado: ouviu falar de um esquema tático americano. O adota sem levar em consideração as características dos jogadores ou sua adequação a nossa realidade.
O técnico presunçoso: ele acha que não há necessidade de estudar, assistir jogos, participar de clinicas e congressos ou se reciclar. Ele sabe “tudo” e acaba ficando ara trás, embora os dirigentes insistam em não notar.
Deixo aos leitores um espaço aberto para novas caricaturas.
 
Muitos alunos na universidade sempre me questionam sobre a profissão de técnico. Não há como negar que é sedutor. Estar na corda bamba entre a vitória e a derrota aguça a emoção de qualquer um. É adrenalina pura, principalmente se considerando que o técnico não é o ator primário da ação. Sem um bom desempenho dos atletas, tudo vai por terra. Por outro lado, existe o seu amor-próprio. Quem se dedica integralmente a sua profissão espera por um mínimo de justiça e reconhecimento. Não espere por isto no basquetebol...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

CONGRESSO ESPORTE DE ALTO DESENVOLVIMENTO

Mais um evento para AACC galera. Pra fechar as horas de 2011


CONGRESSO ESPORTE DE ALTO DESENVOLVIMENTO:
Excelência para todos 

Dia 27 de outubro de 2011
SESC Consolação - São Paulo
          O esporte é, reconhecidamente, um dos mais grandiosos fenômenos culturais da humanidade. Na atualidade, ocupa um papel de destaque nos meios de comunicação e mobiliza os mais variados setores como a economia, a política, a infraestrutura, o turismo e meio ambiente. Nesse cenário, encontramos uma lacuna ainda não preenchida com discussões aprofundadas a respeito das heranças que os grandes eventos podem deixar para a própria cultura esportiva em nosso País, desde políticas públicas de longo prazo, até mesmo reformulações conceituais, metodológicas e didáticas a respeito do esporte e suas práticas. 


http://www.sescsp.org.br/sesc/conferencias_new/subindex.cfm?Referencia=7294&ParamEnd=8