Atletismo
O esporte número 1 dos Jogos Olímpicos
O Atletismo nasceu com o homem. Afinal, o mais antigo dos nossos ancestrais já andava, era obrigado a correr, a saltar e lançar coisas. Era a dura luta contra os predadores e a busca por alimentos. Pode-se dizer que ao aprimorar essas habilidades, o homem garantiu sua história.
Isso tudo explica porque ao criar as primeiras competições esportivas as primeiras a serem organizadas fossem as provas atléticas. Há indícios da prática do Atletismo há pelo menos 5 mil anos no Egito, na Grécia e na China. No entanto, o primeiro registro histórico de uma competição data de 776 a.C. Foi quando Coroebus, da cidade grega de Élis, ganhou a stadium – uma corrida de aproximadamente 200 m – e tornou-se o primeiro campeão olímpico conhecido da história.
O formato moderno do Atletismo remonta a meados do Século 19. Basicamente, ele engloba as corridas de pista, de rua, de cross country e de montanha, a marcha, os saltos e os lançamentos. Por sua característica de representar os movimentos naturais do homem, o Atletismo é chamado de “esporte-base”.
Assim como nos Jogos da Grécia Antiga, o Atletismo permanece como o principal esporte olímpico dos tempos modernos. Tanto que o próprio Comitê Olímpico Internacional estabeleceu – até para efeito de distribuição dos recursos auferidos nos Jogos – que o Atletismo é o único esporte na categoria 1.
Por outro lado, a criação da IAAF (sigla em inglês da Associação Internacional das Federações de Atletismo) deu credibilidade às competições. As regras do esporte foram escritas e os recordes, homologados.
A importância do esporte-base é sintetizada por uma frase que circula no meio olímpico: “Os Jogos Olímpicos podem acontecer apenas com o Atletismo. Nunca, sem ele.”
O esporte no Brasil
A história atlética do Brasil começa no Século 19. Na década de 1880, o Jornal do Comércio já anunciava resultados de competições atléticas no Rio de Janeiro. Nas três primeiras décadas do Século 20, a prática atlética foi consolidada entre nós. Em 1914, a antiga CBD (Confederação Brasileira de Desportos) filiou-se à IAAF. Em 1924, o País participou pela primeira vez do torneio olímpico, ao mandar uma equipe aos Jogos de Paris.
No ano seguinte, foi disputado pela primeira vez o Campeonato Brasileiro. Em 1931, brasileiros disputam pela primeira vez o Campeonato Sul-Americano. Em 1932, Clovis Rapozo (salto em distância) e Lúcio de Castro (salto com vara) chegaram às finais nos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Quatro anos depois, Sylvio de Magalhães Padilha foi o 5º nos 400 m com barreiras nos Jogos de Berlim.
Em 1952, nos Jogos de Helsinque, Adhemar Ferreira da Silva conquistou a medalha de ouro no salto triplo. Era a primeira das 13 medalhas que o Atletismo daria ao Brasil, até os Jogos de Atenas, em 2004. Adhemar foi o primeiro dos três triplistas brasileiros a estabelecer o recorde mundial na prova. Os outros foram Nelson Prudêncio e João Carlos de Oliveira.
Para maiores informações acesse os links abaixo:
Histórico Masculino: http://www.cbat.org.br/provas/historico_masculino.asp
Histórico Feminino: http://www.cbat.org.br/provas/historico_feminino.asp
Regras: http://www.cbat.org.br/regras/Regras_Oficiais_2008_2009.pdf
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
sábado, 31 de julho de 2010
Ginásticas
A ginástica aeróbica expandiu-se na década de 1980, beneficiada pela popularidade obtida na década anterior pelo conceito de “exercício aeróbico”, difundido pelo médico norte-americano Kenneth Cooper (criador do que ficou conhecido como “Método Cooper”).
As esteiras rolantes e bicicletas ergométricas logo chegaram como alternativas para a exercitação aeróbica.
A ginástica localizada, em obediência a princípios biomecânicos, fisiológicos e anatômicos, busca isolar os agrupamentos musculares que se deseja atingir, e atender a diferentes finalidades: emagrecimento, delineamento ou hipertrofia muscular, resistência muscular etc., e com isso promete atender aos interesses estéticos dos praticantes. Seus exercícios podem valer-se do peso do próprio corpo ou utilizar pequenos pesos (halteres, caneleiras etc.) como sobrecarga. Por isso, às vezes ela é confundida com aquela prática ginástica batizada de “musculação”, embora esta se caracterize mais pelo uso de máquinas sofisticadas, de alta eficiência no isolamento dos músculos e na graduação da carga.
Tanto a ginástica aeróbica como a ginástica localizada experimentaram variações e ramificações, muitas vezes atendendo a “modismos”: cardio-funk, Power Yoga, Step, Aeroboxe etc. Nos últimos anos, cresceram em larga escala os programas padronizados de ginástica, concebidos e comercializados por empresas especializadas, com forte apoio de estratégias de marketing, como o sistema “body” (body systems): body pump, bodystep etc.
A desvantagem desses programas é que, ao padronizar os exercícios e sua progressão, perdem de vista a heterogeneidade dos usuários e a individualidade das pessoas.
Outra tendência são as chamadas ginásticas “alternativas”, como a ginástica natural (que se baseia nos movimentos dos animais), e o Método Pilates, criado nas primeiras décadas do século XX, que centra sua preocupação na postura e no fortalecimento muscular conjugado à flexibilidade, com utilização de equipamentos especialmente concebidos para esses fins.
De modo geral, todas as modalidades de ginástica que se valem de exercícios contra resistência, como a musculação e a ginástica localizada, acompanharam a evolução dos métodos de treinamento, em especial aqueles relacionados às alterações sobre a estrutura músculo-articular, e são regidas pelos princípios mais gerais do treinamento físico-esportivo e por princípios específicos, entre os quais:
Princípio da estruturação das séries de exercícios
Os grandes agrupamentos musculares devem ser exercitados antes dos pequenos, em virtude da tendência de esses pequenos agrupamentos chegarem à fadiga antes dos grandes quando submetidos à cargas proporcionais. No caso dos iniciantes, as séries de exercícios devem alternar os segmentos corporais requisitados durante a realização dos exercícios, visando a retardar afadiga muscular. O número de repetições dos exercícios deve ser organizado em blocos, denominados “séries”. Quando o objetivo é a força (hipertrofia muscular), as séries devem ter poucas repetições com maior carga; se o objetivo é desenvolver resistência muscular, deve-se realizar maior número de repetições com pouca carga.
Princípios do treinamento físico
Sobrecarga: está relacionada ao aumento da carga de trabalho físico, que deve ser gradual e progressivo, de modo a estimular o organismo a exercitar-se acima do nível ao qual está habituado, induzindo adaptações biológicas que aprimorem suas características morfológicas e/ou funcionais. Para tanto, deve adequar diferentes combinações entre frequência, intensidade e duração e/ou volume de treinamento, conforme a capacidade física a ser desenvolvida. A frequência refere-se ao número de sessões semanais de determinado exercício; a intensidade, ao nível de dificuldade do exercício – quantidade de peso e velocidade suportados; a duração ou volume, ao período de tempo durante o qual o programa é realizado (semanas, meses), ou tempo gasto em uma única sessão de exercícios (minutos, horas).
Continuidade: preconiza que a melhoria na capacidade funcional depende da regularidade com que a prática de atividades físicas é realizada, e que as adaptações biológicas pretendidas resultam da adequada alternância entre esforço e recuperação.
Reversibilidade: também referido como “uso e desuso”, diz respeito ao declínio na capacidade funcional, decorrente das perdas das adaptações biológicas resultantes do programa de exercícios, que ocorre quando a atividade física é suspensa ou reduzida. Representa um reajuste do organismo ao baixo nível de solicitação das capacidades físicas, tornando evidente o caráter transitório e reversível das melhorias oriundas da prática regular e contínua de exercícios físicos, especialmente quando essa regularidade deixa de ser mantida.
Especificidade: explica que o aprimoramento e o desenvolvimento de determinada capacidade física (força, flexibilidade etc.) decorrem de adaptações fisiológicas e bioquímicas específicas para determinados tipos de atividades físicas, conforme diferentes combinações entre volume e intensidade de esforço.
Por essa razão, a melhoria da flexibilidade requer exercícios de alongamento muscular, enquanto exercícios aeróbios desenvolvem a resistência cardiorrespiratória.
Individualidade: diz respeito ao modo como as diferentes características e condições de cada indivíduo interferem nos efeitos pretendidos por um programa de exercício. Compreende aspectos relacionados às diferenças entre os sexos; ao estágio de maturação biológica; ao nível inicial de condicionamento físico; aos aspectos genéticos do praticante; aos fatores ambientais e/ou comportamentais (alimentação, hábitos de repouso e sono, existência ou não de doenças, aspectos motivacionais etc.).
As esteiras rolantes e bicicletas ergométricas logo chegaram como alternativas para a exercitação aeróbica.
A ginástica localizada, em obediência a princípios biomecânicos, fisiológicos e anatômicos, busca isolar os agrupamentos musculares que se deseja atingir, e atender a diferentes finalidades: emagrecimento, delineamento ou hipertrofia muscular, resistência muscular etc., e com isso promete atender aos interesses estéticos dos praticantes. Seus exercícios podem valer-se do peso do próprio corpo ou utilizar pequenos pesos (halteres, caneleiras etc.) como sobrecarga. Por isso, às vezes ela é confundida com aquela prática ginástica batizada de “musculação”, embora esta se caracterize mais pelo uso de máquinas sofisticadas, de alta eficiência no isolamento dos músculos e na graduação da carga.
Tanto a ginástica aeróbica como a ginástica localizada experimentaram variações e ramificações, muitas vezes atendendo a “modismos”: cardio-funk, Power Yoga, Step, Aeroboxe etc. Nos últimos anos, cresceram em larga escala os programas padronizados de ginástica, concebidos e comercializados por empresas especializadas, com forte apoio de estratégias de marketing, como o sistema “body” (body systems): body pump, bodystep etc.
A desvantagem desses programas é que, ao padronizar os exercícios e sua progressão, perdem de vista a heterogeneidade dos usuários e a individualidade das pessoas.
Outra tendência são as chamadas ginásticas “alternativas”, como a ginástica natural (que se baseia nos movimentos dos animais), e o Método Pilates, criado nas primeiras décadas do século XX, que centra sua preocupação na postura e no fortalecimento muscular conjugado à flexibilidade, com utilização de equipamentos especialmente concebidos para esses fins.
De modo geral, todas as modalidades de ginástica que se valem de exercícios contra resistência, como a musculação e a ginástica localizada, acompanharam a evolução dos métodos de treinamento, em especial aqueles relacionados às alterações sobre a estrutura músculo-articular, e são regidas pelos princípios mais gerais do treinamento físico-esportivo e por princípios específicos, entre os quais:
Princípio da estruturação das séries de exercícios
Os grandes agrupamentos musculares devem ser exercitados antes dos pequenos, em virtude da tendência de esses pequenos agrupamentos chegarem à fadiga antes dos grandes quando submetidos à cargas proporcionais. No caso dos iniciantes, as séries de exercícios devem alternar os segmentos corporais requisitados durante a realização dos exercícios, visando a retardar afadiga muscular. O número de repetições dos exercícios deve ser organizado em blocos, denominados “séries”. Quando o objetivo é a força (hipertrofia muscular), as séries devem ter poucas repetições com maior carga; se o objetivo é desenvolver resistência muscular, deve-se realizar maior número de repetições com pouca carga.
Princípios do treinamento físico
Sobrecarga: está relacionada ao aumento da carga de trabalho físico, que deve ser gradual e progressivo, de modo a estimular o organismo a exercitar-se acima do nível ao qual está habituado, induzindo adaptações biológicas que aprimorem suas características morfológicas e/ou funcionais. Para tanto, deve adequar diferentes combinações entre frequência, intensidade e duração e/ou volume de treinamento, conforme a capacidade física a ser desenvolvida. A frequência refere-se ao número de sessões semanais de determinado exercício; a intensidade, ao nível de dificuldade do exercício – quantidade de peso e velocidade suportados; a duração ou volume, ao período de tempo durante o qual o programa é realizado (semanas, meses), ou tempo gasto em uma única sessão de exercícios (minutos, horas).
Continuidade: preconiza que a melhoria na capacidade funcional depende da regularidade com que a prática de atividades físicas é realizada, e que as adaptações biológicas pretendidas resultam da adequada alternância entre esforço e recuperação.
Reversibilidade: também referido como “uso e desuso”, diz respeito ao declínio na capacidade funcional, decorrente das perdas das adaptações biológicas resultantes do programa de exercícios, que ocorre quando a atividade física é suspensa ou reduzida. Representa um reajuste do organismo ao baixo nível de solicitação das capacidades físicas, tornando evidente o caráter transitório e reversível das melhorias oriundas da prática regular e contínua de exercícios físicos, especialmente quando essa regularidade deixa de ser mantida.
Especificidade: explica que o aprimoramento e o desenvolvimento de determinada capacidade física (força, flexibilidade etc.) decorrem de adaptações fisiológicas e bioquímicas específicas para determinados tipos de atividades físicas, conforme diferentes combinações entre volume e intensidade de esforço.
Por essa razão, a melhoria da flexibilidade requer exercícios de alongamento muscular, enquanto exercícios aeróbios desenvolvem a resistência cardiorrespiratória.
Individualidade: diz respeito ao modo como as diferentes características e condições de cada indivíduo interferem nos efeitos pretendidos por um programa de exercício. Compreende aspectos relacionados às diferenças entre os sexos; ao estágio de maturação biológica; ao nível inicial de condicionamento físico; aos aspectos genéticos do praticante; aos fatores ambientais e/ou comportamentais (alimentação, hábitos de repouso e sono, existência ou não de doenças, aspectos motivacionais etc.).
domingo, 25 de julho de 2010
Motion Offense
A Motion Offense é um dos planos de jogo mais utilizados no basquetebol. Seja no nível amador ou profissional, verificamos a utilização em massa deste sistema.
Muito se contesta sobre a origem da Motion, mas a tese mais aceita é de que foi inventada por Hank Iba, do time de Oklahoma State.
A Motion Offense é o oposto de uma Patterned Offense. Na Motion, não existe padrão a ser seguido ou jogada definida. Aqui, o ataque tem uma série de princípios que devem ser obedecidos, e os jogadores, dentro destes princípios, movimentam-se livremente, buscando a melhor opção.
A jogada, portanto, surge da leitura do jogo. É primordial, por isso, que para dar certo, a Motion tenha jogadores intuitivos e sem medo de criar a jogada quando ela se apresenta.
O segredo para uma boa Motion consiste em constante movimento de bola, jogadores que consigam jogar múltiplas posições e velocidade. É melhor utilizada por times que possuam jogadores rápido, ágeis, e que precisem de um sistema para contestar uma defesa alta e forte.
Ela possui alguns princípios, e eles podem variar um pouco, mas são, basicamente:
Espaçamento na quadra: os jogadores devem ficar entre 4 e 5 metros distantes um do outro. Se eles se aglutinarem, como o ataque não terá saída definida, podem facilmente ser encurralados e perder a bola.
Corta-luz depois do passe: este princípio é usado na maioria das Motions. O jogador que estiver com a bola, ao fazer o passe, deve fazer um corta-luz do lado oposto. Por exemplo, o jogador que está no topo do garrafão e passa a bola para o ala da esquerda, deve correr e fazer um corta-luz para o ala da direita. Com isto, o jogador que recebe o corta-luz pode ver uma rota de penetração sendo criada, pois a defesa estará atenta com a bola e com o jogador que está fazendo o corta-luz.
Corta-luz para o fundo: os jogadores que estiverem no garrafão devem fazer corta-luz para os alas, pelo lado de dentro, sem a bola. Desta forma, o ala pode entrar pelo fundo e receber a bola em diagonal.
Corta-luz sem a bola: Dois jogadores que estiverem sem a bola e no lado fraco da defesa devem procurar fazer corta-luz um para o outro, buscando aparecer de surpresa no topo do garrafão para penetrar ou arremessasr.
Não passar para um jogador parado: se um jogador estiver parado, ele não recebeu corta-luz, não acabou de passar a bola e não terá linha de penetração. Portanto, estará fora do fluir do jogo. Se o passe for para ele, a bola pode facilmente ser interceptada, pois a defesa saberá exatamente onde ele está. Mesmo que a bola chegue, o movimento constante que deve existir será quebrado, e os outros jogadores gastarão muita energia para reiniciar a movimentação.
Movimento apenas após o corta-luz: é princípio básico do basquete, mas se torna mais importante na Motion, pois aqui o corta-luz é abundante. O jogador que recebe o corta-luz deve esperar seu companheiro estar na posição ideal para fazê-lo, parado com os dois pés no chão. Se ele se mover antes, muito provavelmente seu companheiro fará falta de ataque, pois estará fazendo corta-luz andando.
Dependendo da estratégia utilizada, outros princípios podem ser empregados, e mesmo estes podem ser descartados e substituídos.
Os princípios que descrevemos refletem a maioria das Motion Offenses, mas existem algumas celebres versões que não utilizam estes mesmos princípios.
A "Dribble-Drive Offense" é muito utilizada por John Calipari, grande técnico universitário. O Chicago Bulls também passou a usá-la em alguns momentos depois que trouxe Derrick Rose, ex-jogador de Calipari ao time. Nesta variação, ao invés de uma série de corta-luzes e bloqueios, temos um armador dominante que penetra bem, e ele usa isso para quebrar o ritmo da defesa e passar para fora. Os outros jogadores também cortam para a cesta, e um coloca o outro em posição de pontuar com a penetração, ao invés do corta-luz.
A Motion pode ser configurada de diversas maneiras, dependendo do time que estiver em quadra. A configuração mais comum é o 3-2, começando com três jogadores no perímetro e dois no garrafão, fazendo com que eles troquem de posição.
Caso o time não possua bons jogadores de garrafão, pode fazer um 4-1 ou mesmo 5 abertos, passando a bola e buscando a melhor opção.
Também existem variações 1-3-1 (para alas altos), e 1-4 (para times sem bom arremesso de fora).
Quanto mais jogadores fora do garrafão se movimentando, melhor controle de bola o time vai ter, mas também menor chance de chegar com facilidade à cesta, pois quando menos espaço na quadra ocupar, mais compactada vai deixar a defesa, precisando criar um chamariz extra para quebrar o sistema defensivo do outro time.
Este é o funcionamento básico de uma Motion, talvez o sistema ofensivo mais utilizado no mundo do basquete em todos os níveis. É um sistema que valoriza a criatividade dos jogadores, e que equilibra uma partida em que a equipe que a utiliza perca para a outra na diferença de altura.
Muito se contesta sobre a origem da Motion, mas a tese mais aceita é de que foi inventada por Hank Iba, do time de Oklahoma State.
A Motion Offense é o oposto de uma Patterned Offense. Na Motion, não existe padrão a ser seguido ou jogada definida. Aqui, o ataque tem uma série de princípios que devem ser obedecidos, e os jogadores, dentro destes princípios, movimentam-se livremente, buscando a melhor opção.
A jogada, portanto, surge da leitura do jogo. É primordial, por isso, que para dar certo, a Motion tenha jogadores intuitivos e sem medo de criar a jogada quando ela se apresenta.
O segredo para uma boa Motion consiste em constante movimento de bola, jogadores que consigam jogar múltiplas posições e velocidade. É melhor utilizada por times que possuam jogadores rápido, ágeis, e que precisem de um sistema para contestar uma defesa alta e forte.
Ela possui alguns princípios, e eles podem variar um pouco, mas são, basicamente:
Espaçamento na quadra: os jogadores devem ficar entre 4 e 5 metros distantes um do outro. Se eles se aglutinarem, como o ataque não terá saída definida, podem facilmente ser encurralados e perder a bola.
Corta-luz depois do passe: este princípio é usado na maioria das Motions. O jogador que estiver com a bola, ao fazer o passe, deve fazer um corta-luz do lado oposto. Por exemplo, o jogador que está no topo do garrafão e passa a bola para o ala da esquerda, deve correr e fazer um corta-luz para o ala da direita. Com isto, o jogador que recebe o corta-luz pode ver uma rota de penetração sendo criada, pois a defesa estará atenta com a bola e com o jogador que está fazendo o corta-luz.
Corta-luz para o fundo: os jogadores que estiverem no garrafão devem fazer corta-luz para os alas, pelo lado de dentro, sem a bola. Desta forma, o ala pode entrar pelo fundo e receber a bola em diagonal.
Corta-luz sem a bola: Dois jogadores que estiverem sem a bola e no lado fraco da defesa devem procurar fazer corta-luz um para o outro, buscando aparecer de surpresa no topo do garrafão para penetrar ou arremessasr.
Não passar para um jogador parado: se um jogador estiver parado, ele não recebeu corta-luz, não acabou de passar a bola e não terá linha de penetração. Portanto, estará fora do fluir do jogo. Se o passe for para ele, a bola pode facilmente ser interceptada, pois a defesa saberá exatamente onde ele está. Mesmo que a bola chegue, o movimento constante que deve existir será quebrado, e os outros jogadores gastarão muita energia para reiniciar a movimentação.
Movimento apenas após o corta-luz: é princípio básico do basquete, mas se torna mais importante na Motion, pois aqui o corta-luz é abundante. O jogador que recebe o corta-luz deve esperar seu companheiro estar na posição ideal para fazê-lo, parado com os dois pés no chão. Se ele se mover antes, muito provavelmente seu companheiro fará falta de ataque, pois estará fazendo corta-luz andando.
Dependendo da estratégia utilizada, outros princípios podem ser empregados, e mesmo estes podem ser descartados e substituídos.
Os princípios que descrevemos refletem a maioria das Motion Offenses, mas existem algumas celebres versões que não utilizam estes mesmos princípios.
A "Dribble-Drive Offense" é muito utilizada por John Calipari, grande técnico universitário. O Chicago Bulls também passou a usá-la em alguns momentos depois que trouxe Derrick Rose, ex-jogador de Calipari ao time. Nesta variação, ao invés de uma série de corta-luzes e bloqueios, temos um armador dominante que penetra bem, e ele usa isso para quebrar o ritmo da defesa e passar para fora. Os outros jogadores também cortam para a cesta, e um coloca o outro em posição de pontuar com a penetração, ao invés do corta-luz.
A Motion pode ser configurada de diversas maneiras, dependendo do time que estiver em quadra. A configuração mais comum é o 3-2, começando com três jogadores no perímetro e dois no garrafão, fazendo com que eles troquem de posição.
Caso o time não possua bons jogadores de garrafão, pode fazer um 4-1 ou mesmo 5 abertos, passando a bola e buscando a melhor opção.
Também existem variações 1-3-1 (para alas altos), e 1-4 (para times sem bom arremesso de fora).
Quanto mais jogadores fora do garrafão se movimentando, melhor controle de bola o time vai ter, mas também menor chance de chegar com facilidade à cesta, pois quando menos espaço na quadra ocupar, mais compactada vai deixar a defesa, precisando criar um chamariz extra para quebrar o sistema defensivo do outro time.
Este é o funcionamento básico de uma Motion, talvez o sistema ofensivo mais utilizado no mundo do basquete em todos os níveis. É um sistema que valoriza a criatividade dos jogadores, e que equilibra uma partida em que a equipe que a utiliza perca para a outra na diferença de altura.
sábado, 17 de julho de 2010
Videos sobre Basquete
Alguns vídeos que dão dicas e orientações sobre esse esporte tão maravilhoso.
Para quem quer se aprofundar no assunto, logo mais produziremos textos sobre os sistemas defensivos e ofensivos do basquete.
Para quem quer se aprofundar no assunto, logo mais produziremos textos sobre os sistemas defensivos e ofensivos do basquete.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Sistemas ofensivos no basquete - Introdução
Começamos hoje uma série especial de artigos sobre sistemas ofensivos do basquete. Esses artigos foram tirados do blogg sobre basquete Jumper Brasil.
Neste especial, trabalharemos as várias formas de táticas presentes no basquete, num primeiro momento as formas de ataque, e depois série sobre as defesas.
Começaremos com esta introdução, dividindo os sistemas ofensivos em espécies, trazendo um artigo para cada espécie nos próximos capítulos, detalhando dentro deles os diferentes sistemas ofensivos.
Pelo fato de o basquete ser esporte tradicionalmente americano, trabalharemos com o nome dos esquemas táticos em inglês, para facilitar o entrosamento de informações que vamos oferecer.
A seguir, a introdução sobre as "espécies" de esquemas táticos. A divisão mais tradicional na dogmática do basquete é entre "Patterned Offenses (ou Continuity Offenses)" e "Motion Offenses". Aqui, para efeito didático, trabalharemos com estas divisões e com sub-divisões. Dividiremos as Patterned Offenses em "Patterned", propriamente dita, e "Set Offenses", enquanto que com a Motion trabalharemos dividida em "Motion" e "Zone Offenses". Também examinaremos sistemas específicos, com sua própria complexidade, como o Triângulo Ofensivo utilizado por Phil Jackson e a Princeton Offense, largamente utilizada, além do sistema de "Run and Gun" de Don Nelson e o "7 seconds or less" de Mike D"Antoni.
Ao final, faremos uma análise sobre qual esquema ofensivo cada time usa atualmente na NBA.
Patterned Offenses: "Ataque com um padrão", na tradução literal. Significa um esquema tático em que os jogadores fazem uma série de movimentações, que podem incluir meras trocas de lugar, corta-luz, rotação ofensiva, troca de posições para explorar mismatches, enfim, várias movimentações.
Este tipo de sistema ofensivo não possui uma jogada definida para finalizar, busca apenas criar erros na defesa, para serem explorados pelos jogadores, que devem ter boa leitura do jogo. É importante notar que o padrão fica sendo repetido várias vezes. Quando acaba a movimentação e não existe opção de finalização, a movimentação-padrão deve ser repetido.
Aqui, estudaremos mais a fundo a Flex e a Shuffle, dois sitemas amplamente utilizados em todos os níveis.
Set Offenses: "Ataque configurado, posto", se traduzido livremente. Aqui, também existem movimentações a serem combinadas, mas permite pouca ou nenhuma mobilidade de posições. Cada jogador tem seu papel dentro do esquema ofensivo.
Também, comumente aqui a jogada tem um ponto de definição pré-arranjado, e se não é possível definir a jogada quando chega a hora, ela é abandonada e outra estratégia é adotada.
Motion Offense: A palavra "Motion", em inglês, significa movimento. E é exatamente isso que acontece. Ela também busca movimentação a todo instante para tentar quebrar a defesa, como no sistema Patterned. No entanto, ela não possui movimentações pré-estabelecidas.
Permite ao jogador explorar as opções que a defesa lhe dá, e fazer a leitura do que é melhor para fazer. Funciona sobre três princípios básicos: "Passe e corta-luz ao contrário", "Corta-luz no fundo" e "Corta-luz sem a bola".
É um sistema muito amplo, que pode inclusive ter uma Patterned ou uma Set dentro dela em alguns momentos. É, provavelmente, o sistema mais usado no mundo todo em todos os níveis de competição. Os três princípios serão explicados no momento de analisarmos este sistema em seu artigo próprio.
Zone Offense: Todos os esquemas analisados até aqui funcionam muito melhor contra defesas homem-a-homem. Esta aqui explora as fraquezas de uma defesa por zona.
As opções são poucas. Uma Zone Offense vai tentar, basicamente, tentar conseguir um arremesso em boa posição, visto que a Defesa por Zona deixa espaços para isso, ou então tentar quebrar a zona, movimentando vários jogadores para um só lado, isolando um jogador do outro, para tentar atrair a defesa e deixá-lo no homem-a-homem, ou então tentar uma situação de Pick And Roll, deixando dois jogadores isolados com os outros atuando como chamariz.
Estas são as espécies de sistema ofensivo que iremos tratar. Cada uma terá seu artigo próprio, além do Triângulo e da Princeton, que serão tratados apartados também. Este artigo de introdução será atualizado com o link para cada artigo novo, conforme forem sendo escritos.
Neste especial, trabalharemos as várias formas de táticas presentes no basquete, num primeiro momento as formas de ataque, e depois série sobre as defesas.
Começaremos com esta introdução, dividindo os sistemas ofensivos em espécies, trazendo um artigo para cada espécie nos próximos capítulos, detalhando dentro deles os diferentes sistemas ofensivos.
Pelo fato de o basquete ser esporte tradicionalmente americano, trabalharemos com o nome dos esquemas táticos em inglês, para facilitar o entrosamento de informações que vamos oferecer.
A seguir, a introdução sobre as "espécies" de esquemas táticos. A divisão mais tradicional na dogmática do basquete é entre "Patterned Offenses (ou Continuity Offenses)" e "Motion Offenses". Aqui, para efeito didático, trabalharemos com estas divisões e com sub-divisões. Dividiremos as Patterned Offenses em "Patterned", propriamente dita, e "Set Offenses", enquanto que com a Motion trabalharemos dividida em "Motion" e "Zone Offenses". Também examinaremos sistemas específicos, com sua própria complexidade, como o Triângulo Ofensivo utilizado por Phil Jackson e a Princeton Offense, largamente utilizada, além do sistema de "Run and Gun" de Don Nelson e o "7 seconds or less" de Mike D"Antoni.
Ao final, faremos uma análise sobre qual esquema ofensivo cada time usa atualmente na NBA.
Patterned Offenses: "Ataque com um padrão", na tradução literal. Significa um esquema tático em que os jogadores fazem uma série de movimentações, que podem incluir meras trocas de lugar, corta-luz, rotação ofensiva, troca de posições para explorar mismatches, enfim, várias movimentações.
Este tipo de sistema ofensivo não possui uma jogada definida para finalizar, busca apenas criar erros na defesa, para serem explorados pelos jogadores, que devem ter boa leitura do jogo. É importante notar que o padrão fica sendo repetido várias vezes. Quando acaba a movimentação e não existe opção de finalização, a movimentação-padrão deve ser repetido.
Aqui, estudaremos mais a fundo a Flex e a Shuffle, dois sitemas amplamente utilizados em todos os níveis.
Set Offenses: "Ataque configurado, posto", se traduzido livremente. Aqui, também existem movimentações a serem combinadas, mas permite pouca ou nenhuma mobilidade de posições. Cada jogador tem seu papel dentro do esquema ofensivo.
Também, comumente aqui a jogada tem um ponto de definição pré-arranjado, e se não é possível definir a jogada quando chega a hora, ela é abandonada e outra estratégia é adotada.
Motion Offense: A palavra "Motion", em inglês, significa movimento. E é exatamente isso que acontece. Ela também busca movimentação a todo instante para tentar quebrar a defesa, como no sistema Patterned. No entanto, ela não possui movimentações pré-estabelecidas.
Permite ao jogador explorar as opções que a defesa lhe dá, e fazer a leitura do que é melhor para fazer. Funciona sobre três princípios básicos: "Passe e corta-luz ao contrário", "Corta-luz no fundo" e "Corta-luz sem a bola".
É um sistema muito amplo, que pode inclusive ter uma Patterned ou uma Set dentro dela em alguns momentos. É, provavelmente, o sistema mais usado no mundo todo em todos os níveis de competição. Os três princípios serão explicados no momento de analisarmos este sistema em seu artigo próprio.
Zone Offense: Todos os esquemas analisados até aqui funcionam muito melhor contra defesas homem-a-homem. Esta aqui explora as fraquezas de uma defesa por zona.
As opções são poucas. Uma Zone Offense vai tentar, basicamente, tentar conseguir um arremesso em boa posição, visto que a Defesa por Zona deixa espaços para isso, ou então tentar quebrar a zona, movimentando vários jogadores para um só lado, isolando um jogador do outro, para tentar atrair a defesa e deixá-lo no homem-a-homem, ou então tentar uma situação de Pick And Roll, deixando dois jogadores isolados com os outros atuando como chamariz.
Estas são as espécies de sistema ofensivo que iremos tratar. Cada uma terá seu artigo próprio, além do Triângulo e da Princeton, que serão tratados apartados também. Este artigo de introdução será atualizado com o link para cada artigo novo, conforme forem sendo escritos.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Alunos de Educação Física da UNIBAN agitam o pessoal da 3ª idade
Atividade Física na 3ª idade
Todos nós sabemos que fazer exercícios traz benefícios em qualquer idade, melhorando muito a qualidade de vida. Com o passar dos anos, as pessoas perdem massa muscular, flexibilidade, força, equilíbrio, além de aumentar a gordura corporal. Pensando nisso, o Instituto de Educação Desportiva da UNIBAN Brasil realiza de agosto a dezembro de 2010 uma ação que proporcionará uma série de atividades físicas voltada às pessoas da terceira idade. As atividades acontecem nas unidades Tatuapé e Maria Cândida nas quartas e sextas-feiras, das 14h às 17h, e nas segundas e sextas-feiras, das 14h às 17h, respectivamente. Para participar basta ter idade acima de 40 anos e morar no entorno das unidades. Participem!
Serviço: Atividade Física para a 3ª idade
Período: de agosto a dezembro de 2010
Horário: das 14h às 17h
Local: Quadra Poliesportiva - Unidades Tatuapé e Maria Cândida
Público-alvo: Pessoas acima de 40 anos
Mais informações: Rosineide Soares Rogério - e-mail: rosy.jugi@hotmail.com
Endereços: Rua Maria Cândida, 1.813 - São Paulo – SP (Unidade MC)
Avenida Guilherme Giorgi, 1.245 - Vila Formosa - São Paulo – SP (Unidade TP)
sábado, 19 de junho de 2010
Plano de aula - Futsal
Plano De Aula
(Futsal - “Tradicional”).
Apresentamos este plano, visando uma aula de Educação Física para alunos do Ensino Médio; duração aproximada 15 min.
Objetivo Geral:
1) Aprimorar, através do aquecimento e alongamento, a capacidade física dos alunos, bem como suas habilidades motoras junto ao fundamento de passe do futsal (partes inicial e principal da aula, aspecto psicomotor);
Objetivo específico:
2) Ensinar, através de treinos, os diversos tipos de passes do futsal, visando aprimorar a técnica dos alunos (aspectos cognitivo e psicomotor); parte principal da aula.
Parte Inicial
(Alongamento e aquecimento).
Após um breve alongamento, solicitaremos, através do número de chamada dos alunos, que dêem ao menos 03 voltas ao redor da quadra (3 min).
Parte Principal
(Exercícios).
Após separarmos os alunos em quartetos, pediremos que os mesmos se disponham no sentido transversal à quadra para que troquem passes, sempre em deslocamento e utilizando os dois pés (bilateralidade).
A) Passes com a parte interna dos pés;
B) Passes com a parte externa dos pés;
C) Passes com o dorso (peito) dos pés;
D) Brincadeira de bobinho com 1 toque na bola, utilizando os respectivos passes;
E) Passes com a sola dos pés (região plantar);
F) Passes de bico (com a ponta dos dedos);
G) Passes a meia altura;
H) Brincadeira de bobinho com 1 toque na bola, utilizando os respectivos passes.
Parte Final
(Estafeta e volta à calma).
Neste seguimento, iremos dispor os alunos em duplas, separadas em duas (2) colunas no final quadra. As duplas deverão percorrer a quadra (sentido longitudinal) trocando passes entre cones e voltar. Ao finalizar, deverão entregar a bola à dupla seguinte. Vencerá a coluna de participantes que primeiro finalizar a atividade.
(Futsal - “Tradicional”).
Apresentamos este plano, visando uma aula de Educação Física para alunos do Ensino Médio; duração aproximada 15 min.
Objetivo Geral:
1) Aprimorar, através do aquecimento e alongamento, a capacidade física dos alunos, bem como suas habilidades motoras junto ao fundamento de passe do futsal (partes inicial e principal da aula, aspecto psicomotor);
Objetivo específico:
2) Ensinar, através de treinos, os diversos tipos de passes do futsal, visando aprimorar a técnica dos alunos (aspectos cognitivo e psicomotor); parte principal da aula.
Parte Inicial
(Alongamento e aquecimento).
Após um breve alongamento, solicitaremos, através do número de chamada dos alunos, que dêem ao menos 03 voltas ao redor da quadra (3 min).
Parte Principal
(Exercícios).
Após separarmos os alunos em quartetos, pediremos que os mesmos se disponham no sentido transversal à quadra para que troquem passes, sempre em deslocamento e utilizando os dois pés (bilateralidade).
A) Passes com a parte interna dos pés;
B) Passes com a parte externa dos pés;
C) Passes com o dorso (peito) dos pés;
D) Brincadeira de bobinho com 1 toque na bola, utilizando os respectivos passes;
E) Passes com a sola dos pés (região plantar);
F) Passes de bico (com a ponta dos dedos);
G) Passes a meia altura;
H) Brincadeira de bobinho com 1 toque na bola, utilizando os respectivos passes.
Parte Final
(Estafeta e volta à calma).
Neste seguimento, iremos dispor os alunos em duplas, separadas em duas (2) colunas no final quadra. As duplas deverão percorrer a quadra (sentido longitudinal) trocando passes entre cones e voltar. Ao finalizar, deverão entregar a bola à dupla seguinte. Vencerá a coluna de participantes que primeiro finalizar a atividade.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Drible no basquete de cadeira de rodas
Temos pouquíssimo conhecimento sobre o basquete em cadeira de rodas no Brasil e no mundo. Um pouco de informação é mais do que essencial para podermos curtir a competição em toda sua grandiosidade e, acreditem, os motivos para assistir aos jogos serão inúmeros. Para nossa sorte, conseguimos uma ajuda valiosíssima de Sileno Santos, assistente técnico da seleção masculina. É ele quem está gastando com a gente o tempo que poderia estar sendo usado para provar carne de cachorro e uns deliciosos escorpiões no espeto. Todas as nossas dúvidas sobre o esporte, incluindo o panorama nacional e internacional da modalidade, foram respondidas por ele num material que apresentaremos aqui aos pouquinhos. Pode ter certeza de que todo mundo, até o burro do Kwame Brown, vai estar preparado para acompanhar o basquete paraolímpico até o início da Paraolimpíada, no dia 7 de setembro.
Para começar, cabe notar o que diferencia o basquete convencional do praticado em cadeiras de rodas. As dimensões da quadra, altura da cesta, tempo de jogo, quantidade de faltas, número de jogadores, tudo é exatamente igual. A diferença é que os praticantes possuem deficiências nos membros inferiores, locomovendo-se, portanto, com o uso de uma cadeira de rodas. O uso da cadeira exige uma adaptação nas regras de drible mas, fora isso, não há grandes diferenças. As regras são as mesmas, o contato ainda é intenso e o rendimento e as exigências igualmente elevados.
A diferença na regra de drible é, na verdade, muito simples. Após parar de quicar a bola, o jogador cadeirante pode passar a bola, arremessar ou então dar dois toques no aro de propulsão e quicar a bola novamente. A violação é marcada quando há mais de dois toques no aro, portanto. É bem mais fácil de compreender do que parece, basta assistir uns segundos de jogo para pegar o funcionamento da coisa. Além disso, outra adaptação ao basquete convencional é a "classificação funcional". Os atletas têm deficiências diferentes, alguns são amputados, outros têm lesões medulares, alguns poliomelite. Cada uma dessas deficiências tem um grau de comprometimento diferente, então cada jogador é classificado com um número, variando entre 1.0 e 4.5 para indicar isso. Obviamente, um amputado abaixo do joelho tem bem menos comprometimento do que um lesado medular, mas com o sistema de pontuação todos ganham a oportunidade de jogar. Isso porque cada time não pode ter em quadra jogadores somando, juntos, mais do que 14 pontos. Os mais comprometidos, portanto, recebem a pontuação 1.0, enquanto os menos comprometidos recebem o máximo de 4.5. A marcação é feita após uma análise rigorosa de cada jogador, analisando cada condição individualmente. O que me leva a crer que, se vissem a mobilidade do Eddy Curry em quadra, dariam-lhe uma pontuação negativa de -15.
Segundo as informações de Sileno Santos, existem cerca de 70 equipes de basquete em cadeira de rodas no Brasil, num total de 800 participantes. Isso é mais do que o basquete convencional jamais poderia sonhar em ostentar. Conhecer o basquete em cadeira de rodas é sempre entrar em contato com exemplos de superação, claro, mas existem superações de diferentes tipos. Lidar com cerca de 70 equipes em quase todos os estados do país, coordenando campeonatos regionais e um nacional com três divisões, cuidando das categorias de base e formando um basquetebol competitivo no nível mundial - todos exemplos que deveriam pautar as ações da CBB para o basquete convencional e que são modelos de que é possível dar certo quando há esforço, paixão e planejamento no esporte. Os exemplos estão em superar as condições contrárias, sejam elas de mobilidade ou de prática esportiva num país em que o apoio e os recursos são escassos. O basquete convencional não consegue, mas o praticado em cadeira de rodas está no caminho certo.
Os resultados estão aí e são inegáveis: o Brasil se classificou para as Paraolimpíadas de Atenas em 2004, terminando numa excelente décima colocação, e classificou-se para Pequim após garantir a terceira colocação no Para-Panamericano do Rio em 2007. Além disso, a seleção acabou em décimo no Mundial do Japão em 2002 e em nono no Mundial da Holanda em 2006. A princípio, é até difícil de acreditar, como assim o basquete brasileiro conseguindo resultados expressivos no panorama internacional? Taí um excelente motivo para não tirar os olhos dessa seleção: são todos vitoriosos, dedicados, competentes em todos os níveis - atletas, comissão técnica - e conseguem resultados. Temos muito, muito a aprender, portanto.
Para mim, fica gritante o grau de comprometimento ao darmos uma simples olhada no treinamento para essas Paraolimpíadas. Os atletas foram reunidos por três vezes de 10 dias cada, além de um torneio no Canadá entre 31 de julho e 11 de agosto, e de treinos com a seleção dos Estados Unidos. Ou seja, resultado significa não treinar num fim de semana, enfrentar a Venezuela e achar que vai dar tudo certo, né, Grego? Toda criança sabe que estudar um dia antes da prova com o amiguinho burro não vai ajudar em nada a passar de ano.
Para começar, cabe notar o que diferencia o basquete convencional do praticado em cadeiras de rodas. As dimensões da quadra, altura da cesta, tempo de jogo, quantidade de faltas, número de jogadores, tudo é exatamente igual. A diferença é que os praticantes possuem deficiências nos membros inferiores, locomovendo-se, portanto, com o uso de uma cadeira de rodas. O uso da cadeira exige uma adaptação nas regras de drible mas, fora isso, não há grandes diferenças. As regras são as mesmas, o contato ainda é intenso e o rendimento e as exigências igualmente elevados.
A diferença na regra de drible é, na verdade, muito simples. Após parar de quicar a bola, o jogador cadeirante pode passar a bola, arremessar ou então dar dois toques no aro de propulsão e quicar a bola novamente. A violação é marcada quando há mais de dois toques no aro, portanto. É bem mais fácil de compreender do que parece, basta assistir uns segundos de jogo para pegar o funcionamento da coisa. Além disso, outra adaptação ao basquete convencional é a "classificação funcional". Os atletas têm deficiências diferentes, alguns são amputados, outros têm lesões medulares, alguns poliomelite. Cada uma dessas deficiências tem um grau de comprometimento diferente, então cada jogador é classificado com um número, variando entre 1.0 e 4.5 para indicar isso. Obviamente, um amputado abaixo do joelho tem bem menos comprometimento do que um lesado medular, mas com o sistema de pontuação todos ganham a oportunidade de jogar. Isso porque cada time não pode ter em quadra jogadores somando, juntos, mais do que 14 pontos. Os mais comprometidos, portanto, recebem a pontuação 1.0, enquanto os menos comprometidos recebem o máximo de 4.5. A marcação é feita após uma análise rigorosa de cada jogador, analisando cada condição individualmente. O que me leva a crer que, se vissem a mobilidade do Eddy Curry em quadra, dariam-lhe uma pontuação negativa de -15.
Segundo as informações de Sileno Santos, existem cerca de 70 equipes de basquete em cadeira de rodas no Brasil, num total de 800 participantes. Isso é mais do que o basquete convencional jamais poderia sonhar em ostentar. Conhecer o basquete em cadeira de rodas é sempre entrar em contato com exemplos de superação, claro, mas existem superações de diferentes tipos. Lidar com cerca de 70 equipes em quase todos os estados do país, coordenando campeonatos regionais e um nacional com três divisões, cuidando das categorias de base e formando um basquetebol competitivo no nível mundial - todos exemplos que deveriam pautar as ações da CBB para o basquete convencional e que são modelos de que é possível dar certo quando há esforço, paixão e planejamento no esporte. Os exemplos estão em superar as condições contrárias, sejam elas de mobilidade ou de prática esportiva num país em que o apoio e os recursos são escassos. O basquete convencional não consegue, mas o praticado em cadeira de rodas está no caminho certo.
Os resultados estão aí e são inegáveis: o Brasil se classificou para as Paraolimpíadas de Atenas em 2004, terminando numa excelente décima colocação, e classificou-se para Pequim após garantir a terceira colocação no Para-Panamericano do Rio em 2007. Além disso, a seleção acabou em décimo no Mundial do Japão em 2002 e em nono no Mundial da Holanda em 2006. A princípio, é até difícil de acreditar, como assim o basquete brasileiro conseguindo resultados expressivos no panorama internacional? Taí um excelente motivo para não tirar os olhos dessa seleção: são todos vitoriosos, dedicados, competentes em todos os níveis - atletas, comissão técnica - e conseguem resultados. Temos muito, muito a aprender, portanto.
Para mim, fica gritante o grau de comprometimento ao darmos uma simples olhada no treinamento para essas Paraolimpíadas. Os atletas foram reunidos por três vezes de 10 dias cada, além de um torneio no Canadá entre 31 de julho e 11 de agosto, e de treinos com a seleção dos Estados Unidos. Ou seja, resultado significa não treinar num fim de semana, enfrentar a Venezuela e achar que vai dar tudo certo, né, Grego? Toda criança sabe que estudar um dia antes da prova com o amiguinho burro não vai ajudar em nada a passar de ano.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Esgrima
Esgrima significa “arte de jogar ou lutar com armas brancas”. É uma luta antiga, que ao longo dos tempos experimentou diversas transformações, principalmente com a influência da tecnologia. Existem vestígios de que as lutas com espadas existem desde 1170 a.C. e que desde essa época, na antiga Roma, havia escolas que formavam especialistas para o combate com armas brancas (RIBEIRO & CAMPOS, 2007).
A esgrima foi introduzida no Brasil no período imperial, com a intervenção de D. Pedro II.
Em 1906, foi criado o Curso de Formação em Ginástica e Esgrima, no Batalhão de Caçadores de São Paulo (RIBEIRO & CAMPOS, 2007).
Em 1909, surgiu o curso de esgrima na Escola de Educação Física da Força Pública de São Paulo. Por sua vez, o Exército Brasileiro contratou os serviços de um mestre francês chamado Gauthier, instrutor de esgrima da Escola Joinville le Point, na França, para ministrar esgrima aos militares no Brasil. Atualmente, a Escola de Educação Física do Exército realiza o “Curso de Mestre d’Armas”.
Em busca de maior valorização e reconhecimento da esgrima no país, a Federação Paulista de Esgrima e a Federação Carioca de Esgrima se uniram e criaram a União Brasileira de Esgrima em 1927, que, logo depois, se filiou à Federação Internacional de Esgrima.
Em 1936, pela primeira vez, a esgrima brasileira disputou os Jogos Olímpicos, em Berlim; a partir daí, consolidou-se no Brasil e passou a participar de inúmeros campeonatos internacionais.
Atualmente, a esgrima é realizada em um corredor de aproximadamente 14 m de comprimento por 2 m de largura, e é considerada uma luta altamente sofisticada, uma vez que os praticantes possuem roupas de combate interligadas a um sistema elétrico que indica a pontuação sem a necessidade de contagem feita por árbitros.
A modalidade utiliza três armas distintas:
florete, espada e sabre.
As vestes (roupas) utilizadas na esgrima geralmente são brancas, pois quando não havia a possibilidade de praticar a esgrima com fios elétricos, os esgrimistas tinham que molhar com tinta colorida a ponta de suas espadas para o combate. Atualmente, a Federação Internacional de Esgrima permite o uso de outras cores além da branca, já que a tecnologia fez com que esse detalhe perdesse a importância.
Quando não existiam sensores eletrônicos para marcar os golpes e os pontos, o esgrimista gritava touché! (toquei!) para dizer que tinham acertado o adversário.
A esgrima possui algumas combinações de movimentos devem ser conhecidas para sua apreciação e identificação. São elas:
sábado, 5 de junho de 2010
Plano de aula - Futsal
Plano De Aula
(Futsal - “Inovadoras”).
Apresentamos este plano, visando uma aula de Educação Física para alunos do Ensino Médio; duração aproximada 15 min.
Objetivo Geral:
1) Produzir rico acervo de possibilidades motoras, cognitivas e afetivo-sociais, com vistas à humanização dos gestos, possibilitando a criação individual da técnica de cada participante, explorando movimentos e a tomada de decisões através da resolução de problemas (parte principal);
Objetivo específico:
2) Proporcionar e estimular a participação de todos os alunos (mais e menos habilidosos), com vistas à inclusão e autonomia de cada um, junto aos movimentos sugeridos dentro do fundamento de passe do futsal (partes principal e final).
Parte Inicial
(Alongamento e aquecimento)
Após um breve alongamento, iremos separar os alunos em quartetos, aonde irão dispor do livre contato com a bola, realizando o fundamento do passe (3 min);
Parte Principal
(Jogo)
Após separarmos os alunos em 2 times, daremos inicio a um jogo contra, onde trocarão passes na posição de quatro apoios invertido. Visando alcançar o gol, cada participante poderá dar no máximo dois toques na bola até passar a mesma para o colega. As traves estarão bloqueadas com obstáculos para estimular a variação dos passes (10min).
Parte Final
(Estafeta e volta à calma).
Neste seguimento, iremos dispor os alunos em duplas, separadas em duas (2) colunas no final quadra. As duplas deverão percorrer a quadra no sentido longitudinal (tabelando) trocando passes, entre cones, em deslocamento. Finalizando, deverão entregar a bola à próxima dupla. Vencerá a coluna de participantes que primeiro finalizar a atividade (02 min).
(Futsal - “Inovadoras”).
Apresentamos este plano, visando uma aula de Educação Física para alunos do Ensino Médio; duração aproximada 15 min.
Objetivo Geral:
1) Produzir rico acervo de possibilidades motoras, cognitivas e afetivo-sociais, com vistas à humanização dos gestos, possibilitando a criação individual da técnica de cada participante, explorando movimentos e a tomada de decisões através da resolução de problemas (parte principal);
Objetivo específico:
2) Proporcionar e estimular a participação de todos os alunos (mais e menos habilidosos), com vistas à inclusão e autonomia de cada um, junto aos movimentos sugeridos dentro do fundamento de passe do futsal (partes principal e final).
Parte Inicial
(Alongamento e aquecimento)
Após um breve alongamento, iremos separar os alunos em quartetos, aonde irão dispor do livre contato com a bola, realizando o fundamento do passe (3 min);
Parte Principal
(Jogo)
Após separarmos os alunos em 2 times, daremos inicio a um jogo contra, onde trocarão passes na posição de quatro apoios invertido. Visando alcançar o gol, cada participante poderá dar no máximo dois toques na bola até passar a mesma para o colega. As traves estarão bloqueadas com obstáculos para estimular a variação dos passes (10min).
Parte Final
(Estafeta e volta à calma).
Neste seguimento, iremos dispor os alunos em duplas, separadas em duas (2) colunas no final quadra. As duplas deverão percorrer a quadra no sentido longitudinal (tabelando) trocando passes, entre cones, em deslocamento. Finalizando, deverão entregar a bola à próxima dupla. Vencerá a coluna de participantes que primeiro finalizar a atividade (02 min).
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