terça-feira, 27 de outubro de 2009

FATORES QUE AFETAM O DESENVOLVIMENTO MOTOR



O desenvolvimento e o refinamento de padrões motores e de habilidades motoras são influenciados de maneiras complexas.
Tanto o processo (como ocorre) quanto o produto (movimento observável) de um movimento de um indivíduo estão enraizados em um AMBIENTE experimental e GENÉTICO peculiar, conectados às exigências específicas da TAREFA motora.



FATORES INTRÍNSECOS AO INDIVÍDUO

A herança genética peculiar que é responsável pela individualidade (ONTOGENIA) também pode ser responsável pela similaridade (FILOGENIA) entre os seres humanos.
Uma similaridade é a tendência de o desenvolvimento humano acontecer de maneira ordenada e previsível.
Inúmeros fatores biológicos que afetam o desenvolvimento motor parecem surgir desse padrão previsível.

1 – Direção desenvolvimentista

EM QUE DIREÇÃO A COORDENAÇÃO E O CONTROLE MOTOR OCORREM NO DESENVOLVIMENTO DO SER HUMANO?
Em função da maturação do Sistema Nervoso, uma seqüência ordenada e previsível de desenvolvimento físico (direção desenvolvimentista) se dá no sentido:
CÉFALO-CAUDAL (o controle muscular ocorre da cabeça aos pés / no desenvolvimento fetal 1º ocorre a formação da cabeça e depois dos membros)
PRÓXIMO-DISTAL (controle da musculatura do centro do corpo às suas extremidades).
Isto acontece em relação aos processos de CRESCIMENTO do corpo e nos ganhos de HABILIDADES MOTORAS.
OBSERVAÇÃO: A direção desenvolvimentista pode ser questionada em razão das EXIGÊNCIAS DA TAREFA, ou seja, a criança pequena aprende em sequência a ARRASTAR-SE, ENGATINHAR E ANDAR por ser uma seqüência MECANICAMENTE do mais simples ao mais complexo.

Seria então o processo de maturação biológica que direciona o desenvolvimento motor ou as exigências da tarefa?

Filme Kasper Hauser
Irmãs Amala e Kamala

DESENVOLVIMENTO CÉFALO-CAUDAL: refere-se a progressão gradual do controle motor sobre a musculatura, movendo-se da cabeça em direção aos pés.

NO ESTÁGIO PRÉ-NATAL – primeiro forma-se a cabeça, depois os braços e por último às pernas.

NO PERÍODO NEONATAL –
Os bebês controlam na seqüência a musculatura da cabeça, pescoço e tronco antes de ganhar controle sobre as pernas e os pés.

DESENVOLVIMENTO PRÓXIMO-DISTAL - refere-se a progressão gradual do controle motor sobre a musculatura, a partir do centro do corpo para as suas partes mais distantes.
EM RELAÇÃO AO CRESCIMENTO – os ombros e o tronco crescem antes dos braços e das pernas, os quais crescem antes dos dedos das mãos e dos pés.
EM RELAÇÃO À AQUISIÇÃO DAS HABILIDADES – a criança pequena é capaz de controlar os músculos do tronco e cintura escapular antes dos músculos do punho, mãos e dedos.

OBSERVAÇÃO: no período de alfabetização esse princípio é observado quando se ensinam às crianças os elementos menos refinados da escrita antes que elas aprendam os movimentos mais complexos e refinados da escrita cursiva.
O PROCESSO CÉFALO-CAUDAL E PRÓXIMO-DISTAL NO ENVELHECIMENTO

A tendência e a inversão desse processo conforme envelhecemos, ou seja, os movimentos da parte inferior do corpo e da periferia são os primeiros a demonstrar sinais de regressão.

2 – Índices de crescimento

O quanto às crianças crescem segue um padrão característico que é universal para todos e resistente a influências externas.
A mínima interrupção do ritmo normal do crescimento é compensada por um processo chama: FLUTUAÇÃO AUTO REGULADORA que torna a criança capaz de alcançar seus companheiros da mesma idade (GALLAHUE E OZMUN – 2005). O processo de crescimento auto-regulador compensará os desvios MÍNIMOS no padrão de crescimento, mas é frequentemente incapaz de compensar os desvios maiores, especialmente no período neo-natal e na infância.
A restrição nas oportunidades de experiências também interfere nas habilidades das crianças. Os efeitos da privação da experiência motora e sensorial pode, algumas vezes, ser superadas quando condições quase ideais são estabelecidas.
A extensão até a qual a criança poderá alcançar seus companheiros etários, entretanto, depende da duração e da severidade da privação, da idade, e do potencial genético de crescimento individual da criança.

3 – Entrelaçamento recíproco

A melhora na execução de movimentos que ocorre do recém nascido até a infância e adolescência pode ser explicada pelo entrelaçamento complexo,coordenado e progressivo de mecanismos neurais de sistemas musculares opostos em um relacionamento crescentemente maduro: DIFERENCIAÇÃO E INTEGRAÇÃO

A DIFERENCIAÇÃO que é a capacidade da criança em diferenciar os grupos musculares necessários para determinados movimentos. Ela parte dos movimentos RUDIMENTARES (grandes grupos musculares) para os REFINADOS (pequenos grupos musculares).

A INTEGRAÇÃO é a capacidade de fazer grupos musculares e sistemas sensoriais trabalharem em interação coordenada. Ex.: coordenação viso-motora para pegar objetos.

A DIFERENCIAÇÃO de movimentos de braços, mãos e dedos, seguida pela INTEGRAÇÃO do uso dos olhos com os movimentos das mãos para desempenhar tarefas de coordenação entre olhos e mão é crucial para o desenvolvimento normal.

4 – Prontidão

Atualmente o conceito de PRONTIDÃO vai além da maturação biológica e inclui a consideração de fatores que podem ser modificados ou manipulados para encorajar e promover o aprendizado.

O conceito atual de aptidão é muito amplo e refere-se à aptidão para o aprendizado. A PRONTIDÃO pode ser definida como a convergência de:
 Condições intrínsecas à TAREFA
 Natureza do indivíduo
 Condições ambientais
Que tornam o domínio de uma tarefa particular apropriada.

Considerações importantes:

Quando a criança/adolescente está apto para novo aprendizado?
É difícil responder sem medo de errar, pois os fatores que tornam alguém apto ou não apto é, muitas vezes, particular. O certo é que devemos perceber as condições motoras, cognitivas e sócio-afetivas do aluno. (professor e aluno)

Experiências precoces auxiliam ou atrapalham?
Pesquisas sugerem que atividades precoces sem que o aluno esteja apto, traz mínimos benefícios.

5 – Períodos de aprendizado críticos e suscetíveis

Este conceito diz que em determinados períodos as pessoas estão aptas (aptidão) ou prontas (prontidão) para receber determinados estímulos.

Análise transacional do desenvolvimento motor
Em relação ao desenvolvimento motor podemos perguntar QUAIS SÃO OS ESTÍMULOS NECESSÁRIOS EM DETERMINADAS IDADES?

EDUCAÇÃO INFANTIL
ENSINO FUNDAMENTAL I
ENSINO FUNDAMENTAL II
ENSINO MÉDIO
IDADE ADULTA E MEIA IDADE
3ª IDADE




6 - Diferenças individuais
Cada pessoa é um indivíduo peculiar com sua própria escala de tempo para o desenvolvimento, escala determinada pela combinação da hereditariedade e influências ambientais.
É comum observar desvios de média de até 6 meses a 1 ano no aparecimento de várias habilidades motoras.

7 – Filogenia e ontogenia
Muitas habilidades motoras rudimentares do bebê e fundamentais das crianças, em termos da maturação, são consideradas FILOGENÉTICAS, ou seja, tendem a aparecer automaticamente e em seqüência previsível na criança em maturação.
São resistentes às influências ambientais. Habilidades ONTOGENÉTICAS dependem basicamente do aprendizado e das oportunidades ambientais.

HABILIDADES FILOGENÉTICAS:
Preencha os espaços em relação à função
Dos movimentos abaixo:

Exemplos: _________ alcançar, agarrar e soltar objetos; _______ ganhar controle da musculatura total do corpo; ________caminhar, pular e correr.

HABILIDADES ONTOGENÉTICAS:
Exemplos: __________ arremessar, chutar; __________ cambalhota, estrela;
____________ nadar, patinar.

O QUE VOCÊS ACHAM DESTES CONCEITOS?
E O ENCORAJAMENTO? OPORTUNIDADES PARA A PRÁTICA?
INSTRUÇÕES E ECOLOGIA?
FATORES DO AMBIENTE

 Experiência
 Aprendizado
 Encorajamento
 Fatores extrínsecos


1 – Vínculo

Ligação emocional forte entre pais e o bebê que perdura ao longo do tempo, distância, privações e vontade. Começa a se desenvolver no nascimento e pode ser estabelecido de maneira incompleta com uma separação precoce.
Fatores que podem causar a separação do bebê e os pais ao nascimento:

PREMATURIDADE
BAIXO PESO AO NASCER

Nesses casos o bebê pode ser incubado, impossibilitando o estabelecimento do VÍNCULO.

QUESTIONAMENTOS SOBRE O VÍNCULO ??????????

Como explicar o desenvolvimento normal de crianças adotadas que não tiveram o VÍNCULO?

A interação do bebê com os pais e os benefícios para seu completo desenvolvimento são inquestionáveis, mas.................. cuidado para não supervalorizar sua importância.

EXPERIÊNCIAS QUE A CRIANÇA POSSA TER COMO MORTES NA FAMÍLIA, DIVÓRCIO, ACIDENTES E DOENÇAS SEVERAS PROLONGADAS, MOSTRAM-SE MAIS SIGNIFICATIVAS PARA O DESENVOLVIMENTO EM LONGO PRAZO DO QUE O PRIMEIRO VÍNCULO COM OS PAIS.







2 – Estímulo e privação

A discussão entre a maior ou menor importância da HEREDITARIEDADE (natureza) ou da EXPERIÊNCIA (educação) perdurou durante muitos anos.

O que é mais significativo para o desenvolvimento motor da criança?
Quais os efeitos dos estímulos e das privações no aprendizado de habilidades motoras?

A tendência atual é de respeitar cada componente (biologia e ambiente) e reconhecer a importância da interação da maturação e da experiência.

Os pesquisadores do desenvolvimento motor tem deixado esta discussão de lado, concentrado suas pesquisas em 3 questões principais:

1 – IDADES APROXIMADAS NAS QUAIS VÁRIAS HABILIDADES MOTORAS RUDIMENTARES E FUNDAMENTAIS PODEM SER APRENDIDAS MAIS EFETIVAMENTE.
- Princípio da aptidão

2- EFEITOS DO TREINAMENTO ESPECIAL SOBRE O APRENDIZADO DAS HABILIDADES MOTORAS.

Experiências com gêmeos (biologicamente são iguais mas com experiências diferentes) demonstram que:
- Em termos quantitativos não há diferenças significativas, mas.....
- Em termos qualitativos demonstram mais auto-confiança e segurança na execução dos movimentos.

Existem poucas provas que comprovam que programas de estimulação especial oferecem benefícios em longo prazo para habilidades motoras avançadas.

3- EFEITOS DAS OPORTUNIDADES LIMITADAS OU RESTRITAS PARA A PRÁTICA NA AQUISIÇÃO DAS HABILIDADES MOTORAS.

O estudo em instituições com bebês no Irã, Beirute e Líbano demonstrou diferenças no desenvolvimento motor de acordo com as diferenças de estímulos.
Razões do atraso do Desenvolvimento Motor:
- Falta de cuidados
- A quietude ambiental
- Ausência geral de oportunidades ou experiências

O CONSENSO GERAL DA PESQUISA É DE QUE RESTRIÇÕES GRAVES E FALTA DE EXPERIÊNCIA PODEM ATRASAR O DESENVOLVIMENTO NORMAL.

OBSERVAÇÃO:
A cultura determina que alguns movimentos são mais desenvolvidos em meninos (chutar bola) e outros em meninas (pular corda).


FATORES DE TAREFA FÍSICA

PREMATURIDADE
Nascidos com peso entre 1,5 – 2,5 kg

DESORDENS ALIMENTARES
Obesidade
Bulimia
Anorexia

NÍVEIS DE APTIDÃO
Aptidão relacionada a saúde: força muscular, resistência muscular, resistência aeróbia, flexibilidade das articulações e composição corporal são componentes da aptidão relacionada à saúde.
Exemplo: a distância que uma pessoa corre relaciona-se principalmente com seu nível de força, resistência muscular e aeróbia.

Aptidão relacionada ao desempenho: também conhecida como aptidão motora descreve o nível de desempenho no movimento, utilizando a velocidade, agilidade, equilíbrio, coordenação e força. Exemplo: O bom desempenho motor do aluno em jogos; na execução de movimentos ginásticos, etc.

BIOMECÂNICA
Equilíbrio:
1- centro de gravidade
2- linha de gravidade
3- base de apoio
O corpo permanece em equilíbrio quando o centro de gravidade e a linha de gravidade passam pela base de apoio.

Força: provoca o movimento; é o esforço que certa massa exerce sobre outra. O resultado pode ser:
1- movimento
2- cessação do movimento
3- resistência de um corpo contra o outro

Sistema Respiratório


. SISTEMA RESPIRATÓRIO E EXERCÍCIO

5.1 Estrurura e função pulmonar - volumes e capacidades pulmonares

Os volumes fisiológicos variam com a idade, gênero e dimensões corporais (estatura). São divididos em estáticos e dinâmicos. Os estáticos são o volume corrente, o volume de reserva ispiratório, o volume de reserva expiratório, a capacidade vital forçada, o volume pulmonar residual, a capacidade pulmonar total e a capacidade residual funcional. O volume expiratório forçadoe sua relação com a capacidade vital forçada dão uma dimensão dinâmica destes volumes e capacidades pulmonares (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003).
O volume corrente (VC) é o volume de ar movimentado durante tanto a fase inspiratória quanto a fase expiratória de cada incursão respiratória. Em repouso varia de 0,4 a 1,0 L. O volume de reserva inspiratório (VRI) é o volume adicional de cerca de 2,5 a 3,5 L acima do ar corrente inspirado. Já o volume de reserva expiratório (VRE) oscila entre 1,0 a 1,5 L para um indivíduo de porte médio (POWERS & HOWLEY, 1994).
Durante o exercício, a extrapolação dos volumes de reserva, tanto inspiratório quanto expiratório, permite um aumento significativo no volume corrente.
A capacidade vital forçada (CVF) é o volume total de ar que pode ser movimentado VC + VRI + VRE. A CVF variavoluntariamente em cada incursão respiratória principalmente em função da dimensão corporal, apresentando valores médios de 4 a 5 L para homens jovens sadios e 3 a 4 L em mulheres jovem sadias (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003).
Cabe salientar, que os volumes pulmonares estáticos não podem ser modificados num grau significativo pelo treinamento com exercícios (WILMORE & COSTILL, 2001).
O volume pulmonar residual (VPR) é o volume de ar que permanece nos pulmões após uma expiração completa. Varia entre 0,8 e 1,2 L para mulheres e entre 0,9 e 1,4 para homens.
Tem-se verificado, que com o envelhecimento ocorre uma queda nos volumes de reserva expiratório e inspiratório e uma elevação no volume pulmonar residual, em função da redução nos componentes elásticos do tecido pulmonar, observado com o envelhecimento, mas que pode ser atenuada pelo treinamento aeróbio regular (BOUCHARD, SHEPHARD & STEPHENS, 1994).
A capacidade pulmonar total (CPT) é a somatória do volume pulmonar residual (VPR) com a capacidade vital forçada (CVF). Em homens é de aproximadamente 6L, e em mulheres cerca de 4,2 L.
Os volumes e capacidades pulmonares dinâmicos estão relacionados ao “volume de ejeção” máximo dos pulmões, ou seja, a capacidade vital e também com a velocidade com que esse volume pode ser movimentado (frequência respiratória).
A relação entre o VEF e a CVF é determinada pelo percentual da CVF que pode ser expirado em 1 segundo. Ë simbolizado por VEF 1,0/CVF. De uma maeira geral, cerca de 85% da CV pode ser expelido em 1 segundo. Quando se obtém resultados de menos de 70% da CV expelida em 1 segundo, tem-se um indicativo de que há obstrução das vias aéreas (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003).
5.2 – Regulação da ventilação Pulmonar

Em repouso a ventilação minuto (VE), ou seja, o volume de ar respirado a cada minuto, é de cerca 6L.min-1 . A VE é produto da frequência respiratória e do volume corrente:

VE = Frequência respiratória X Volume corrente
6L.min-1 = 12 (incursões respiratórias.min-1) X 0,5 L

O aumento na VE se dá tanto por aumentos na frequência respiratória, quanto também por aumentos na profundidade (volume corrente) da respiração. Durante o exercício intenso, a frequência respiratória e o volume corrente aumentam significativamente, de tal forma que a VE pode alcançar valores superiores a 100 L.min-1. Um outro ponto importante, é que o volume corrente raramente ultrapassa os 55 a 65% da capacidade vital dos indivíduos, quer sejam treinados ou destreinados (POLLOCK e WILMORE, 1993).
A regulação da ventilação pulmonar se dá de tal maneira, que a frequência e a profundidade da ventilação estão intimamente ajustadas em função das necessidades metabólicas individuais. Este controle ventilatório comporta tanto fatores neurais como químicos e humorais, como pode ser observado na fig. 7.
O ciclo respiratório normal, é consequência da atividade dos neurônios do bulbo. A ventilação é controlada por vários circuitos neurais que recebem informações provenientes dos centros superiores cerebrais, dos pulmões e também de outros sensores em todo o nosso organismo. Muito importante também para o controle da ventilação é o estado químico e gasoso do sangue que banha a medula e os quimioreceptores, localizados nas artérias carótida e aorta (McARDLE, KATCH & KATCH, 1994).
Em repouso, fatores químicos agem diretamente sobre o centro respiratório, ou de maneira reflexa modificam sua atividade, através dos quimioreceptores, para controlar a ventilação alveolar. Dentre estes fatores, um dos mais determinantes é o nível arterial da pressão de CO2 , Pco2 , e a acidez (WILMORE & COSTILL, 2001). Uma queda na pressão arterial de oxigênio irá também modificar o padrão respiratório.
Durante a hiperventilação, verifica-se um diminuição significativa na Pco2 e também na concentração de íons H+. Isto faz com que o tempo de apnéia seja prolongado, até que níveis normais de acidez e de dióxido de carono sejam restaurados. Embora tenha sido uma prática muito comum dentre os nadadores, a apnéia prolongada, através da hiperventilação prolongada, não deve ser praticada durante o mergulho, pois as consequências podem ser fatais (POWERS & HOWLEY, 1994).

Figura 7 – Mecanismos para o controle da ventilação

Adaptada de McARDLE, KATCH & KATCH, 1994 , pág 225

5.2 – Regulação da ventilação durante o exercício

Os ajustes da ventilação durante o exercício não resultam de um único fator mas sim, da combinação de vários estímulos químicos e neurais que podem agir até mesmo simultaneamente.
Como já mostrado anteriomente, durante o exercício, particularmente durante o exercício intenso, a ventilação-minuto pode alcançar valores próximos ou mesmo superiores a 100 L.min-1. Este aumento é resultado tanto de aumentos na frequência respiratória quanto no volume corrente. O modelo do controle da ventilação durante o exercício pressupõe a integração de fatores neurogênicos, químicos e também da temperatura corporal. Segundo este modelo, estímulos neurogênicos, quer sejam corticais ou periféricos (músculos esqueléticos), são responsáveis pelo aumento abrupto inicial da ventilação no início do exercício. Após esta alteração inicial, a ventilação-minuto tende a se elevar gradualmente até um nível estável, suficiente para atender às demandas metabólicas. A partir de então, a regulação da ventilação é provavelmente mantida por estímulos centrais e químicos reflexos, fundamentalmente por aqueles fonecidos pela temperatura corporal, dióxido de carbono e íons hidrogênio (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003).

Débito Cardiaco


Frequência Cardíaca (FC)

Durante o exercício, a demanda de oxigênio nos músculos em atividade aumenta de forma acentuada. São também utilizados mais nutrientes e, com isso os processos metabólicos são acelerados produzindo também uma maior quantidade de metabólitos (POWERS & HOWLEY, 1994; WILMORE & COSTILL, 2001). Pode-se também observar durante o exercício , uma elevação da temperatura corporal, principalmente se o mesmo estiver sendo realizado por um período de tempo prolongado ou sob condições de temperatura ambiente elevada (SOARES, 1993). Em exercícios intensos, nos quais há um aumento da concentração de íons hidrogênio, verifica-se uma redução do pH sanguíneo e tecidual, tornando o meio mais ácido (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003).
A frequência cardíaca reflete a quantidade de trabalho que o coração deve realizar para atender as demandas aumentadas do organismo quando em atividade física (McARDLE, KATCH & KATCH, 1994). Isto torna-se bastante claro, quando comparamos a FC durante o repouso e durante o exercício.
A FC de repouso varia em média de 60 a 80 bpm sofrendo influências da idade, do nível de condicionamento físico e também das condições ambientais. A FC de repouso sofre reduções com o avançar da idade, é menor em indivíduos melhor condicionados aerobiamente e é aumentada em ambientes com temperaturas e altitudes elevadas.
Antes mesmo de iniciar uma sessão de exercícios físicos, a FC pré-exercício já se eleva para níveis significativamente mais altos do que os de repouso. Isto é chamado de resposta antecipatória ou pré alimentação. Esta resposta é mediada pelo neurotransmissor noradrenalina liberado pelo sistema nervoso simpático e pela adrenalina liberada pelas glândulas supra-renais. Há também uma diminuição no tônus parassimpático (BERNE & LEVY,1992; WILMORE & COSTILL, 2001).
Quando o exercício é iniciado, a frequência cardíaca aumenta rapidamente em função do aumento da intensidade do mesmo (fig.2), a qual pode ser representada pelo consumo de oxigênio. A FC aumenta diretamente com o aumento da intensidade do esforço, até que o indivíduo esteja próximo dos limites da exaustão. A medida que estes limites se aproximam, a FC tende a estabilizar, indicando que a FC máxima está sendo alcançada.
A FC máxima (Fc máx.)é considerada a maior frequência cardíaca atingida durante a realização de um esforço máximo até a exaustão (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003). A FC máx permanece praticamente constante, variando ligeiramente a cada ano. A FC máx. pode ser estimada tomando como base a idade do indivíduo, uma vez que a mesma decresce de maneira estável ( cerca de 1bpm a cada ano) a partir dos 10 aos 15 anos de idade (WILMORE & COSTILL, 2001). A FC máx. pode ser estimada utilizando a seguinte equação:

FC máx. = 220 – idade (em anos) (ACSM, 2000)

Durante a realização de exercícios submáximos, nos quais a intensidade de esforço é mantida constante, a FC eleva-se rapidamente nos estágios iniciais até que um nível estável, ou seja um platô seja alcançado. A FC neste platô é entendida como a frequência cardíaca do estado de equilíbrio, a qual pode ser considerada aquela ideal para alcançar as demandas circulatórias para este nível específico de intensidade de esforço.
Entretanto quando o exercício de intensidade submáxima e constante é realizado por um período de tempo prolongado, especialmente sob condições ambientais de temperatura elevada, a FC tende a se elevar ao invés de se manter em níveis estáveis (SOARES, 1993).

4.2 Volume de ejeção sistólico

Assim como ocorre com a FC, o volume de ejeção também se modifica durante o exercício, de modo a permitir que o coração trabalhe de forma mais eficiente. O volume de ejeção é determinado por quatro fatores: o volume de sangue venoso que retorna ao coração, a distensibilidade ventricular, a contratilidade ventricular e apressão nas artérias aorta ou pulmonar (WILMORE & COSTILL, 2001). Podemos considerar que os dois primeiros fatores determinam a capacidade de enchimento do ventrículo, e os dois últimos fatores influenciam a capacidade de esvaziamento do ventrículo, determinando a força com a qual o sangue é ejetado e a pressão contra a qual este deve fluir nas artérias (BERNE & LEVY, 1992). Estes quatro fatores controlam diretamente a resposta do volume de ejeção à intensidade de esforço durante o exercício (fig.3).

Figura 3 – Volume de ejeção e intensidade de exercício (VO2)


O volume de ejeção aumenta para valores superiores aos de repouso durante o exercício. Este aumento do volume de ejeção durante o esforço se dá de maneira paralela ao aumento na intensidade do exercício. Entretanto, quando a intensidade de esforço se encontra na faixa entre 40 a 60% da capacidade individual máxima, o volume de ejeção sistólico tende a se estabilizar, como mostrado na figura 3.
Essencialmente, podemos considerar que o volume de ejeção é controlado por dois mecanismos fisiológicos. O primeiro, intrínseco ao miocárdio, requer que haja um aumento no enchimento cardíaco, o que resultaria em uma maior força de contração. Já o segundo mecanismo estaria sob influência neurohormonal, envolvendo um enchimento ventricular normal, porém acompanhado por uma ejeção mais forte, gerando um maior esvaziamento cardíaco (McARDLE, KATCH & KATCH, 1994).

4.2.1 Lei de Frank-Starling

Qualquer fator que aumente o retorno venoso ou que diminua a frequência cardíaca leva a um maior enchimento do ventrículo durante a fase diastólica do ciclo cardíaco. Este aumento no volume diastólico final distende as fibras do miocárdio , desencadeando uma ejeção mais potente durante a contração cardíaca . Desta maneira, o volume de ejeção normal é ejetado, juntamente com o volume adicional de sangue que entrou nos ventrículos e distendeu o miocárdio. Isto é explicado pela lei de Frank-Starling, a qual estabelece que o principal fator controlador do volume de ejeção é o nível de distensibilidade do ventrículo. Quanto maior for a distensão das fibras do ventrículo, maior será a força de contração do mesmo (BERNE & LEVY, 1992).
Entretanto, se a contratilidade do ventrículo for maior, o volume de ejeção pode também aumentar sem que haja um aumento no volume diastólico final. Existem sugestões de que em intensidades mais baixas de exercício, o principal mecanismo de aumento do volume de ejeção seja o de Frank-Starling e, que em intensidades mais elevadas , este aumento se dê fundamentalmente em função de uma maior contratilidade ventrícular, a qual pode ser indicada por uma diminuição do volume sistólico final no ventrículo esquerdo, representando um maior esvaziamento cardíaco (POWERS & HOWLEY, 1994; WILMORE & COSTILL, 2001).

4.3 Débito Cardíaco (Q)

O débito cardíaco é a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto e, pode ser alterado mopdificando-se tanto a frequência dos batimentos (FC), quanto o volume ejetado a cada contração (volume de ejeção). Desta maneira, podemos definir o débito cardíaco como um produto da frequência cardíaca e do volume de ejeção.
Q = FC X Vol. ejeção
Uma vez que o débito cardíaco é uma função tanto da FC quanto do volume de ejeção, torna-se evidente que durante o exercício o Q aumente em função do aumento da intensidade mesmo (fig. 4), na tentativa de atender as demandas aumentadas de oxigênio pelos músculos em atividade.
Em repouso, o débito cardíaco é de aproximadamente 5 L.min-1, aumentando com a intensidade do esforço para valores entre 20 a 40 L.min-1. Estes valores variam em função da dimensão corporal e do nível de condicionamento aeróbio.
Parece não existir conflito na literatura quanto ao papel diferenciado da FC e do volume de ejeção no aumento do Q durante o exercício. Nas fases iniciais do exercício, o aumento do Q cardíaco se dá em função do aumento tanto da FC quanto do volume de ejeção. Entretanto, quando a intensidade do exercício supera a faixa dos 40 a 60% da capacidade individual máxima, o aumento do Q deve-se principalmente a um aumento na FC, uma vez que nestas intensidades de esforço espera-se que o volume de ejeção já esteja se estabilizando ou aumentando apenas discretamente (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003; POLLOCK e WILMORE, 1993; POWERS & HOWLEY, 1994 ; WILMORE & COSTILL, 2001).

Figura 4 - Débito Cardíaco e intensidade de exercício (VO2)



A distribuição do fluxo sanguíneo modifica-se significativamente quando um indivíduo sai de uma situação de repouso para uma de exercício. Ocorre uma redistribuição do débito cardíaco, sob ação do sistema nervoso simpático, redirecionando um maior volume sanguíneo para áreas mais ativas durante o exercício em detrimento de um menor volume para as menos essenciais. Fazendo uma análise quantitativa, podemos verificar que durante o repouso, somente cerca de 15 a 20% do Q vai para a musculatura esquelética, contrastando-se com o exercício exaustivo, durante o qual cerca de 80 a 85% do Q é direcionado para os músculos ativos. Esta redistribuição se dá muito em função de uma redução do aporte sanguíneo para os rins, fígado, estômago e intestinos durante o exercício (GANONG, 1995; McARDLE, KATCH & KATCH, 2003).
Outro fator que também modifica a distribuição do fluxo sanguíneo duranteo exercício é a condição ambiental na qual este exercício está sendo realizado. Tem sido demonstrado que temperaturas ambientes elevadas, combinadas ou não com uma umidade relativa do ar alta, podem modificar o desempenho físico, principalmente em esforços de longa duração (PANDOLF, SAWKA & GONZALEZ, 1988).
A dissipação de calor pelo nosso organismo em ambientes quentes depende principalmente da evaporação de suor na pele, e também da circulação cutânea, pois o sangue é responsável pelo transporte de calor dos músculos até a superfície do corpo. Durante o exercício, além de participar dos processos de transferência de calor, nosso sistema cardiovascular deve responder adequadamente à demanda de oxigênio para a musculatura ativa. Daí, o conceito de existir uma competição de fluxo sanguíneo para a pele e para os músculos ativos durante o exercício, principalmente quando o exercício é realizado em ambientes quentes, impondo uma sobrecarga ao sistema cardiovascular. A demanda termorregulatória de fluxo sanguíneo para a pele durante o exercício em ambientes quentes é alcançada graças a uma redistribuição regional do fluxo de sangue (SOARES, 1993).

Pressão Arterial


Pressão arterial (PAS e PAD)

A cada contração ventricular, uma dada quantidade de sangue entra na artéria aorta, distendendo o vaso e criando assim uma pressão dentro da mesma. A distensão e o recolhimento das paredes do vaso se propagam como uma onda ao longo de todo o sistema arterial. Durante o repouso, a maior pressão que é gerada pelo coração, com o intuito de levar o sangue por todo o sistema vascular, é de cerca de 120 mm Hg (em indivíduos sadios) durante a contração do ventrículo esquerdo ou sístole (BERNE & LEVY, 1992).
Á medida que o coração relaxa, e consequentemente ocorre o fechamento da válvula aórtica, o recolhimento elástico natural da aorta e de outras artérias faz com que uma pressão contínua seja mantida, garantino um fluxo sanguíneo estável por toda a periferia, até que uma nova sístole ocorra. Durante esta fase de relaxamento ou de diástole do ciclo cardíaco, a pressão sanguínea no sistema arterial cai para valores de cerca de 70 a 80 mmHg (em indivíduos sadios) (McARDLE, KATCH & KATCH, 2003).
A pressão arterial pode também ser entendida como um produto do débito cardíaco pela resistência periférica total. O que representa a força exercida pelo sangue contra as paredes das artérias durante o ciclo cardíaco, sendo pois descrita de acordo com a fase do ciclo cardíaco como pressão arterial sistólica e pressão arterial diastólica.
Durante o exercício, as respostas da pressão arterial sistólica e a diastólica são bastante distintas (figs 5 e 6).

Figura 5 – Pressão arterial sistólica durante o exercício


Figura 6 – Pressão arterial diastólica durante o exercício


Em exercícios de característica aeróbia, envolvendo grandes grupos musculares, a pressão arterial sistólica aumenta em proporção direta com o aumento da intensidade do esforço (fig. 5), podendo exceder 200 mm Hg no momento da exaustão. Este aumento da PAS é resultante do aumento do débito cardíaco que acompanha os aumentos na intensidade do exercício e proporciona um fluxo rápido do sangue através da vasculatura. A pressão arterial determina também quanto de líquido deve sair dos capilares para entrar nos tecidos, levando consigo os nutrientes necessários para a atividade sendo realizada. Desta maneira, podemos assumir que o aumento da pressão arterial sistólica é necessário e, auxilia no processo de oferta de nutrientes pelo sistema cardiovascular (WILMORE & COSTILL, 2001).
Já a pressão arterial diastólica praticamente não se altera durante o exercício, mais especificamente durante os exercícios aeróbios, independentemente da intensidade do mesmo (fig. 6). A pressão arterial diastólica reflete a pressão nas artérias quando o coração está em “repouso” e, não se espera que durante o exercício, qualquer fator altere a pressão arterial durante a fase de relaxamento, ou seja durante a diástole.
Durante o exercício, aumentos de cerca de 15 mm Hg ou mais na PAD são considerados como respostas anormais e podem ser entendidas como um dos sinais para se interromper, por exemplo, uma avaliação ergométrica. (ACSM, 2000).
As respostas da pressão arterial (PAS e PAD) aos exercícios de resistência, tais como levantamento de peso, são bem diferentes daquelas observadas durante os exercícios aeróbios. Durante exercícios de resistência de alta intensidade, a pressão arterial pode exceder valores de 480/350 mm Hg e, nestes tipos de exercícios, é muito comum a utilização da manobra de Valsalva. A manobra de Valsalva ocorre quando a pessoa tenta exalar o ar enquanto a boca, o nariz e a glote estão fechados. Isto causa um aumento exagerado na pressão intra-torácica, fazendo com que grande parte do aumento da pressão arterial se dê na tentativa do organismo de suplantar a elevada pressão interna causada pela manobra (WILMORE & COSTILL, 2001).

terça-feira, 20 de outubro de 2009

CAPACIDADES FÍSICAS


1. CAPACIDADE FÍSICA
DEFINIÇÃO: competência ou qualidade do indivíduo relacionada ao seu desempenho físico.
a) determinada principalmente pelos processos bioquímicos, fisiológicos e morfológicos do indivíduo;
b) geneticamente estabelecida e relativamente permanente e estável (MAGGIL, 2000 e SCHMIDT e WRISBERG, 2001)
Exemplos: força, resistência, flexibilidade, velocidade etc

2. RESISTÊNCIA:
“É a capacidade de resistir ao cansaço, isto é, executar pelo maior tempo possível uma atividade, sem diminuir a qualidade do trabalho.” (Barbanti, 1979)

2.1 Resistência aeróbia (aeróbica) – Habilidade de desempenhar numerosas repetições de uma atividade fatigante, que requer o uso considerável dos sistemas circulatório e respiratório. (Gallahue, 2001). É a capacidade de executar pelo maior tempo possível uma atividade obtendo energia pela via metabólica aeróbica (presença deO2)

2.2 Resistência anaeróbia (anaeróbica) – Capacidade de realizar um trabalho de intensidade máxima ou submáxima com insuficiente quantidade de oxigênio durante um período de tempo inferior a 3 minutos. (Lambert, 1987). É a capacidade de executar pelo maior tempo possível uma atividade com insuficiente quantidade de oxigênio (via glicolítica). (LAMBERT, 1987)

2.3 Fatores Determinantes da Resistência
a. AERÓBICA:
1) tipo de fibra muscular (capacidade oxidativa)
2) obtenção de O2 (mioglobina, sangue, capilarização, arteríolas, artérias, coração, pulmão, veia...)
3) reservas de energia (glicogênio, gordura...)
4) coordenação intra e inter-muscular

b. ANAERÓBICA:
1) mesma da aeróbica
2) tamponamento (substâncias alcalinas)

2.4 Mensurações do Metabolismo Aeróbico
a. VO2máx: “é a maior quantidade de O2 que pode ser consumida pelo organismo durante o esforço físico” (PITANGA, 2005)
b. Limiar anaeróbico: é a intensidade de esforço até onde os processos de produção e remoção de ácido láctico estão equilibrados não existindo seu acúmulo.
c. Limiar aeróbico: é a intensidade de esforço até onde os processos de produção de energia pela via aeróbica(CK e CR) estão equilibrados não existindo acúmulo de ácido lático.

2.4 Desenvolvimento da Resistência
a. 1ª INFÂNCIA: sem pesquisa
b. INFÂNCIA: crescimento moderado, porém maior nos meninos (meninas 75% dos meninos)
c. PUBERDADE: rápido crescimento nas meninas dos 09 aos 13 anos e nos meninos dos 11 aos 15 anos devido ao aumento da massa muscular (hipertrofia). Valores bem maiores para os meninos.
d. PÓS-PUBERDADE: diminuição dos valores relativos nas meninas devido ao aumento da massa gorda e do sedentarismo

3. VELOCIDADE: “É a capacidade de efetuar em um mínimo de tempo um determinado movimento.” (Lambert, 1987). Divide-se em acíclica (agilidade) e cíclica.

3.1 Fatores Determinantes da Velocidade
a. Volume (diâmetro) do músculo
b. Tipo de fibra
c. Coordenação intra e inter-muscular
d. Ciclo de encurtamento e estiramento do músculo

3.2 Desenvolvimento da Velocidade
a. 1ª INFÂNCIA: rápido crescimento devido à melhora da coordenação muscular. Valores semelhantes entre meninos e meninas
b. INFÂNCIA: crescimento moderado, porém maior nos meninos devido à transformação de fibras indefinidas em tipo II
c. PUBERDADE: rápido crescimento nas meninas dos 09 aos 13 anos e nos meninos dos 11 aos 15 anos devido ao aumento da massa muscular (hipertrofia). Valores bem maiores para os meninos
d. PÓS-PUBERDADE: diminuição nas meninas devido ao aumento da massa magra e aumento do sedentarismo
e. EFEITOS DO TREINAMENTO: ganhos devido à melhora da coordenação intra e inter-muscular

Frederich (1977), ao testar a velocidade de corrida de cinco grupos de crianças de 3 a 5 anos de idade na corrida de 20 jardas, encontrou melhora linear com a idade; no entanto, não encontrou diferenças relevantes entre os sexos.

Keogh (1965) apontou que, aos 6-7 anos, meninos e meninas têm velocidade de corrida semelhante; porém, no intervalo dos 8 aos 12 anos, os meninos superam as meninas.
A velocidade de movimento, em regra, melhora até aproximadamente a idade de 13 anos, tanto em meninos como em meninas. Após isso, todavia, as meninas tendem a estabilizar-se e às vezes regredir, enquanto que os meninos tendem a continuar melhorando esse índice nos anos da adolescência.

4. FLEXIBILIDADE: “É a capacidade de efetuar movimentos de grande amplitude articular. É medida em graus angulares, de uma forma ativa que mobiliza grupos musculares das articulações envolvidas, ou então de uma forma passiva que recorre a forças externas. Essas duas formas, combinadas ou não, são utilizadas para exercitar a flexibilidade.” (Lambert, 1987)

4.1 Flexibilidade estática – escala de movimento alcançado por um alongamento lento e firme.
4.2 Flexibilidade dinâmica – escala de movimento alcançado por um alongamento rápido.

4.3 Fatores Determinantes da Flexibilidade
a. Estrutura articular (óssea...)
b. Massa muscular (tônus, alongamento...)
c. Tendões, ligamentos, cápsulas e pele
d. Sexo

4.4 Desenvolvimento da Flexibilidade
a. 1ª INFÂNCIA: diminuição devido predominantemente à ossificação
b. INFÂNCIA: diminuição devido ao crescimento em geral
c. PUBERDADE: grande diminuição devido predominantemente ao aumento da massa muscular
d. PÓS-PUBERDADE: diminuição devido ao aumento da massa magra e do sedentarismo
e. EFEITOS DO TREINAMENTO: maiores ganhos devido à melhora do alongamento muscular e articular

Huppert e Sigerseth (1950): a flexibilidade dinâmica nos ombros, joelhos e articulação diminui com a idade (pesquisas com crianças de 6 a 12 anos).

Clarke (1975): a flexibilidade começa a declinar em meninos por volta dos 10 anos de idade, e em meninas por volta dos 12 anos.

O estudo de aptidão juvenil e infantil II (EUA, 1987) concluiu que as meninas são ligeiramente mais flexíveis do que os meninos.

A flexibilidade pode ser mantida ou até mesmo aumentada com a técnica apropriada e com certos equipamentos de treinamento. (Duda, 1986)

Micheli e Micheli (1985) relataram menos flexibilidade em meninos e meninas na explosão de crescimento pré-púbere. A razão para isso é que o crescimento ósseo precede o crescimento de tendões e de músculos.Como resultado, as unidades músculo-tendinosas contraem-se.


5. EQUILÍBRIO: “Estado em que todas as forças atuantes sobre o corpo se anulam, quer dizer, a resultante é igual a zero.” (Barbanti, 1979)
“Habilidade de manter o equilíbrio em relação à força da gravidade.” (Gallahue, 2001)

6. COORDENAÇÃO: “É uma função do sistema nervoso central e da musculatura esquelética exigida em uma seqüência cinética dirigida.” (Hollman, 1980)

7. FORÇA: “É a capacidade de um músculo de contrair-se contra uma resistência e de manter contra essa resistência a tensão desejada.” (Hollmann, 1980)

7.1 Força máxima – É a maior força muscular possível que um atleta pode desenvolver, independente de seu peso corporal. (Barbanti apud Nett, 1979)

7.2 Força rápida (explosiva) (também conhecida como potência) – é a capacidade do sistema neuromuscular de dominar resistências com a mais alta velocidade de contração possível (WEINECK, 2005)

Frederich (1987) encontrou aumentos anuais significativos no salto vertical, no salto em distância e no arremesso, em crianças entre 3 e 5 anos de idade. Os meninos superaram o desempenho das meninas em todas as mensurações, em todas as faixas etárias. Os mesmos resultados, no arremesso, foram encontrados por Keogh (1965), em meninos e meninas entre 6 e 12 anos de idade.

7.3 Resistência de força – É a capacidade de resistência dos músculos ou grupos musculares contra o cansaço com repetidas contrações dos músculos, quer dizer, com trabalho de duração da força. (Barbanti, 1979). É a capacidade de resistir à fadiga da musculatura em desempenho de força de longa duração (WEINECK, 2005).

7.4 Fatores Determinantes Da Força

a. MÁXIMA: Volume (diâmetro) do músculo, tipo de fibra e coordenação intra-muscular
b. RÁPIDA: Volume (diâmetro) do músculo, tipo de fibra e coordenação intra e inter-muscular e ciclo de encurtamento e estiramento do músculo
c. RESISTENTE: Volume (diâmetro) do músculo, tipo de fibra e metabolismo (obtenção de energia)

7.5 Desenvolvimento Da Força
a. 1ª INFÂNCIA: rápido crescimento devido ao aumento da massa magra, por hipertrofia e hiperplasia muscular. Valores semelhantes entre meninos e meninas.
b. INFÂNCIA: crescimento moderado, porém maior nos meninos devido à transformação de fibras indefinidas em tipo II
c. PUBERDADE: rápido crescimento nas meninas dos 09 aos 14 anos e nos meninos dos 11 aos 15 anos, devido ao aumento da massa muscular (hipertrofia). Valores bem maiores para os meninos.

7.6 Efeitos do Treinamento de Força em Crianças
a. As sérias preocupações dos pais, professores, treinadores e profissionais científicos são obscuras, por muitos conceitos falsos e por profissionais desinformados a respeito do treinamento de força, seus perigos e como ele pode ser adaptado para os jovens. (Hamil, 1994, Kraemer e Fleck, 1993)
b. É possível o treinamento de força para crianças, incluindo os pré-púberes ( Blimkie, 1989; Freedson, Ward e Rippe, 1990, Sale, 1989 ).
c. Aumento da densidade óssea e prevenção de lesões em jovens e atletas (Hejna et al, 1982)
d. Aumento do desempenho nos esportes
e. Formação da base de força para o desenvolvimento futuro

FUNCIONAMENTO / ALTERAÇÕES
Volume (diâmetro) do músculo / Pequeno aumento
Tipo de fibra / Aumento das tipo IICoordenação intra-muscular / Grande aumento
Coordenação inter-muscular / Grande aumentoCiclo de encurtamento e estiramento do músculo / Grande aumento
Metabolismo (obtenção de energia) / Grande aumento

8. FORÇA MUSCULAR
8.1 Força máxima
Clarke (1971) utilizou 18 diferentes testes com tensiômetro (indivíduos entre 7 e 17 anos)
- Meninos: melhora anual da força
- Meninas: após a idade de 12-13 anos diferenciam-se notavelmente dos meninos; porém estabilizam-se nessa idade, enquanto que os meninos continuam a ganhar força.
Na pré-escola os níveis são similares, com pequena vantagem para os meninos. Embora crescentes, os ganhos de força na infância não são lineares. Portanto, a estimativa dos níveis de força em anos posteriores, baseada em níveis atingidos na infância, oferece pouco em termos de previsão.

8.2 Resistência de força
Os principais testes são: abdominais, flexões de braços e flexões de braços na barra.
A resistência de força é treinável em crianças. Porém, em menor escala que em adultos (hormônios gh e testosterona x coordenação intramuscular)

8.3 Desempenho/Peso
Desempenho de crianças x adultos
- Meninos e meninas: melhora anual

Os níveis de resistência das crianças aproximam-se dos níveis dos adultos (e freqüentemente os excedem) quando ajustados para o peso corporal.

8.4 Hipertrofia muscular
A maioria dos estudos não indicou aumento considerável da massa muscular
Técnicas impróprias e pressão excessiva apresentaram alta correlação com lesões nas placas de crescimento (Gunbs e convidados, 1982)

9. RESISTÊNCIA AERÓBIA
Ästrand (1952): VO2 máx. é 20% treinável e melhora em função da idade até cerca de 18-20 anos.
As mulheres possuem cerca de 75% da capacidade dos homens de consumir oxigênio
- Poucas pesquisas com crianças
- Pesquisas com pouca confiabilidade

Bailey e seus colegas estudaram 200 meninos canadenses por 10 anos, a partir de 7 anos de idade. Os resultados revelaram aumentos anuais de seu VO2 máx. VO2 máx. relacionado ao peso corporal e idade

Krahenbuhl e convidados (1985) notaram que o VO2 máx. relativo ao peso permanecia estável para os meninos, a cada ano, mas declinava para as meninas à medida em que elas avançavam na idade.

Cooper (1968) recomenda um VO2 máx. de 42 para adultos. Meninos mantêm sua margem de superioridade aeróbia em todas as idades.
- Crianças reagem aos protocolos de treinamento adulto?
- Pesquisas inconsistentes
- Melhora do tempo (pouca) mas sem alteração de VO2 máx. desenvolvimento menor que durante a puberdade e fase adulta (Katch, 1983)

Blair (1978) e outros lançaram a hipótese de que as crianças ativas tornam-se adultos ativos. Contudo, a atividade rigorosa somente na infância parece não ser a chave para padrões de atividades posteriores.
- Importância da resistência aeróbia para crianças em relação à saúde: não existem estudos científicos satisfatórios.
- A resistência aeróbia apresenta considerável melhora nos treinamentos de crianças

10. APTIDÃO MOTORA
Os fatores que influenciam mais acentuadamente a aptidão motora são:
- equilíbrio (estático e dinâmico)
- coordenação
- força
- agilidade
- velocidade

Os componentes da aptidão motora podem ser agrupados em fatores de controle motor e fatores de capacidades físicas.

A coordenação liga-se aos componentes da aptidão motora de equilíbrio, velocidade e agilidade. Porém, não está intimamente alinhada à força e à resistência.




11. COMPOSIÇÃO CORPORAL
Tendência secular para o aumento de gordura (padrões de atividade física x hábitos nutricionais)
Atletas x indivíduos normais
- Crianças obesas são menos ativas
- Hábitos de atividade física na vida são formados na infância
- Programas de redução de obesidade servem de meio valioso para diminuição de riscos à saúde
- Quantidade maior de gordura em meninas

Segundo Maud e Foster (1995), a composição corporal é classificada:
- Quimicamente
- Gordura
- Proteína
- Carboidrato
- Água
- Minerais

12. CRIANÇAS ATIVAS x CRIANÇAS INATIVAS
“Viver na cidade, morar em apartamento e desfrutar do onipresente aparelho de TV são fatores que têm criado estilos de vida sedentários para muitas crianças” (Duran apud Gallahue, 2001)

Definição incompleta de aptidão física
Definição incompleta de padrões ideais

13. DIFICULDADES DOS TESTES DE APTIDÃO FÍSICA EM CRIANÇAS

a) Ser capaz de motivar suficientemente a criança para obter um desempenho máximo
b) Determinar precisamente se um esforço máximo foi atingido
c) Superar os receios dos pais ansiosos

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Envelhecimento

IDADE ADULTA: ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS IDADE ADULTA: 20 AOS 60 E TERCEIRA IDADE: 60 EM DIANTE POR QUE ENVELHECEMOS? TEORIAS:

 Nível celular: radicais livres
 Sistema imunológico: enfraquecimento faz o organismo tornar-se vulnerável
 Homeostasia: estabilidade nos sistemas fisiológicos e de suas inter-relações
(sensorial, digestivo e cardiovascular)
video
CONCEITO: O envelhecimento é um processo progressivo de declínio das capacidades física e mental, assim como o aparecimento de doenças crônicas. Isso acontece por herança genética, pela diminuição do nível hormonal adequado para manutenção do metabolismo e por estresse oxidativo.
Atualmente a EXPECTATIVA DE VIDA dos seres humanos vem aumentando devido a: 1. Melhoria das condições de:
- Atendimento médico (prevenção e redução de doenças),
- Saneamento básico,
- Desenvolvimento tecnológico,
- Alimentação melhor distribuída,
- Aumenta da qualidade de vida,
- Mudança no estilo de vida.

2. Diminuição da Mortalidade infantil FATORES QUE CONTRIBUEM PARA O ENVELHECIMENTO.
 Genética.
 Estilo de vida: Alimentação, Fumo, Bebida alcoólica, Sedentarismo, Stress.

FATORES DE INTERFERÊNCIA NO DESEMPENHO MOTOR ADULTO

O desempenho motor depende da interação das seguintes variáveis:
1. Características Individuais cognitivas, afetivas e psicomotoras (compreensão de instruções – motivação – autoconfiança; declínio nos sistemas fisiológicos).
2. Condições ambientais (frio – calor, textura do piso, iluminação).
3. Natureza da tarefa
 Velocidade, Precisão, Flexibilidade,
 Resistência cardiovascular.
 Resistência muscular.

DESEMPENHO MOTOR X IDADE
Podemos “pensar” na relação do “desempenho motor x idade“ de maneira “GENERALIZADA”, isto é, igual para todos, ou de maneira “ESPECÍFICA”, ou seja, com variações de indivíduo para indivíduo.
Como o ser humano é dotado de domínios MOTOR, AFETIVO E COGNITIVO, que interagem e influenciam um ao outro, e como o movimento depende da NATUREZA DA TAREFA, DO AMBIENTE E DO INDIVÍDUO, as diferenças individuais ficam mais acentuadas. Quando GENERALIZAMOS a respeito do comportamento e do desempenho ao longo do ciclo da vida, usualmente afirmamos:
1. Da Pré-infância até a adolescência: Há uma melhora contínua
2. O início da vida adulta: Há uma estabilização
3. Durante a meia-idade: um leve declínio
4. Durante a velhice: um acentuado declínio
À medida que entramos na idade adulta, experimentamos uma série de alterações fisiológicas e físicas que afetam nosso comportamento. Mas não são apenas as modificações físicas, as modificações afetivas e cognitivas também alteram a maneira como reagimos ao nosso ambiente.

À MEDIDA QUE NÓS AVANÇAMOS ATRAVÉS DA IDADE, ASPECTOS DAS ÁREAS MOTORA, COGNITIVA E AFETIVA INTERAGEM PARA AFETAR O COMPORTAMENTO MOTOR EXEMPLO:
1. Para jogar determinado esporte o indivíduo supera a falta de velocidade, força, agilidade, etc., por um melhor posicionamento/troca de posição no campo. (interação dos aspectos FÍSICO X COGNITIVO)
2. Indivíduos idosos experimentam declínio em sua autocompetência e auto-estima, à medida que alterações na força muscular começam a limitar suas habilidades para desempenhar habilidades funcionais da vida diária. (interação dos aspectos FÍSICO X AFETIVO) RITMOS DE ENVELHECIMENTO • Variação interindividual – A diferença entre indivíduos relativa aos seus ritmos de envelhecimento. • Variação intra-individual – Os diferentes ritmos de envelhecimento dos vários sistemas corporais dentro de um indivíduo. O desempenho motor também depende da ESPECIFICIDADE DA TAREFA, ou seja, a generalização de que o desempenho motor de um indivíduo deteriora-se com a idade pode ser verdadeira para algumas tarefas, mas certamente não para todas. O grau de sucesso depende das exigências específicas da tarefa (velocidade, precisão ou ambas? Flexibilidade, capacidade cardiovasculares ou ambas? Memorização?)

ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS NO SISTEMA MÚSCULO /ESQUELÉTICO.
O esqueleto humano possui várias funções: protege os órgãos internos, dá forma ao corpo, atua como alavancas a partir das quais os músculos se prendem, fornece uma área de reserva para o cálcio e desenvolve células sanguíneas na medula. Já os músculos acionados pelo SNC movimentam a maioria dos ossos do corpo, fornecendo junto com tendões e ligamentos estabilidade às articulações do corpo.

ESQUELETO > Perda da altura: ocasionada pelo “encurtamento” da coluna vertebral; mau alinhamento da coluna e má postura. O problema postural pode ser corrigido através do fortalecimento da musculatura que sustenta a coluna e a caixa torácica. > Osteoporose: redução da densidade mineral óssea aumentando a vulnerabilidade a fraturas ósseas. O sistema endócrino controla mantém em equilíbrio a produção e a absorção mineral óssea no metabolismo do cálcio. Com a idade esse equilíbrio é afetado, sendo a absorção maior que a produção. Os ossos tornam-se mais porosos e frágeis. As mulheres são mais suscetíveis a osteoporose, principalmente na pós-menopausa devido à alteração hormonal. A ingestão de cálcio e atividade física com carga de peso minimiza a situação.
MÚSCULOS E ARTICULAÇÕES > Perda da força muscular: ocasionada devido à atrofia muscular e perda de massa muscular (diminuição no número e tamanho das fibras musculares). > Perda da flexibilidade: perda da água nos tecidos conectivos, resultando em maior rigidez de ligamentos e tendões. A atividade física minimiza as alterações da força e flexibilidade. Estudos comprovam o aumento da força mesmo após 90 anos, e a melhora da flexibilidade com trabalho de alongamento muscular.

SISTEMA NERVOSO CENTRAL

Os componentes do SNC são o cérebro e a medula espinhal, com o neurônio representando a unidade básica através da qual os sinais são transmitidos. Com a idade ocorre:  Diminuição de neurotransmissores: substâncias químicas liberadas durante a transmissão de um sinal entre os neurônios.  Perda da massa cerebral: Nós nascemos com todas nossas células nervosas e, quando elas morrem não são substituídas. (Plasticidade cerebral: capacidade do cérebro de adaptar-se para continuar as transmissões de sinais sem grandes perdas) Marcos etário - formações que aparecem no cérebro mais velho: emaranhados neurofibriladores, placas senis e lipofuscina.
 Neurofibrilares – fibras finas e longas que transportam substâncias químicas para todas as partes dos neurônios tornam-se retorcidas e emaranhadas, podendo ser a causa da morte do neurônio e desaceleração da capacidade de reação do SNC.
 Placas senis: formações esféricas que surgem a partir de neurônios degenerados. Interferem na transmissão entre os neurônios pela ruptura da junção sináptica. Podem ser a causa da perda de memória.
 Lipofuscina – pigmento amarelado ou acastanhado que aparece nos neurônios, podendo inibir ou retardar a atividade celular. Com o envelhecimento o cérebro em é suscetível à hipóxia. Hipóxia – má oxigenação do cérebro afetando a função e longevidade das células nervosas. A circulação sanguínea cerebral é afetada pela alteração estrutural do aparelho circulatório e falta de atividade física.


SISTEMA CIRCULATÓRIO E RESPIRATÓRIO
Responsável pela distribuição de nutrientes e remoção de resíduos e pela distribuição de oxigênio e remoção de gás carbônico. Com o envelhecimento alterações ocorrem, interferindo no equilíbrio dos sistemas: > Arteriosclerose – paredes arteriais tornam-se menos elásticas e mais rígidas, dificultando a distribuição do sangue oxigenado para o corpo. Um aumento na calcificação e o surgimento de tecido conectivo colágeno nas artérias causam a arteriosclerose, que ocorre como causa do envelhecimento, e não como resultado de doença. > Aterosclerose – entupimento de artérias devido a depósitos de gordura, representando uma doença cardiovascular, não sendo parte do processo normal de envelhecimento. Tanto a ARTERIOSCLEOSE como a ATEROSCLEROSE causa o aumento da pressão sanguínea e a diminuição da quantidade de oxigênio e nutrientes distribuídos no organismo.
 Problemas posturais: agravam esses sistemas dificultando a circulação sanguínea e a respiração. Curvatura na coluna pode comprimir o tórax pressionando os pulmões contra outros órgãos.

SISTEMAS SENSORIAIS
Nós obtemos informações sobre o ambiente através de vários sistemas sensoriais diferentes. Receptores sensoriais enviam informações ao sistema nervoso central sobre o paladar, o olfato, a visão, o tato, dores, sons e outras sensações. Alguns sistemas sensoriais - em particular o visual, o auditivo e a propriocepção – têm papel crucial no desempenho motor.

SISTEMA VISUAL
Alterações estruturais e funcionais afetam a qualidade da visão. Como já vimos, a visão representa o sistema sensorial predominante para o desempenho das habilidades motoras, sendo assim, com a visão afetada, os movimentos também serão afetados.

SISTEMA AUDITIVO
Alterações estruturais que prejudicam a qualidade da audição. A perda da audição associada ao envelhecimento é denominada PRESBIACUSIA. O acúmulo de cerume também pode afetar a audição, sendo, entretanto, restaurada com tratamento.

PROPRIOCEPÇÃO
A propriocepção é o senso de consciência corporal e de posição. Uma das maneiras de receber informações proprioceptivas ocorre através do sistema vestibular.(canais semicirculares, sáculo, utrículo e endolinfa)  A função básica do sistema vestibular é fornecer informações relativas aos movimentos e posições da cabeça. Com o envelhecimento alterações nesse sistema e nos nervos que transmitem mensagens das estruturas vestibulares até o cérebro comprometem as habilidades motoras.

IDADE ADULTA: DESEMPENHO MOTOR
Declínios observados no desempenho motor, na idade adulta, pode ser o resultado de:

 Degeneração fisiológica,
 Fatores psicológicos,
 Condições ambientais,  Exigências da tarefa,
 Doenças,
 Estilo de vida, OU COMBINAÇÕES DESSES ELEMENTOS.
Embora os motivos de alterações no desempenho motor relacionados à idade sejam variados, algumas são constantemente observadas:
 Tempo de reação
 Equilíbrio e controle postural
 Padrão de caminhada O Tempo de reação (TR) representa o intervalo de tempo entre a apresentação do estímulo e a ativação inicial dos músculos apropriados para desempenhar aquela tarefa. O TR pode ser descrito de várias formas: Tempo de reação não-fracionado: tempo entre o estímulo e a resposta. Tempo de reação fracionado - divide-se em: - Tempo de reação pré-motora: tempo entre o estímulo e a primeira indicação de atividade elétrica (eletromiografia) nos músculos utilizados para a tarefa motora. - tempo de reação motora: tempo entre a primeira indicação elétrica e o início do movimento. O TR pré-motora pode ser subdividido em: - tempo de recepção - tempo de integração motora - tempo de descarga motora As alterações no SNC podem ser a principal causa da alteração do TR no envelhecimento. As alterações nos sistemas visuais, auditivos e proprioceptivos também são significativas.

EQUILÍBRIO E CONTROLE POSTURAL
A manutenção da postura e do equilíbrio perde eficiência com a idade. Declínio da força e no controle muscular, nos sistemas sensoriais, na flexibilidade das articulações interage para alterar a postura. O equilíbrio mais deficiente aumenta a suscetibilidade a quedas.
PADRÃO DE CAMINHADA
O padrão de caminhada passa a ser mais lento. Quando a velocidade de caminhada é aumentada, muitas diferenças desaparecem.
OS SIGNIFICADOS DA ATIVIDADE FÍSICA PARA O IDOSO  MEIO DE MANTER A QUALIDADE DE VIDA NO ENVELHECER
• Saúde.
• Aptidão física.
• Capacidade funcional.
• Realização das AVDs.

 CONVIVÊNCIA COM SEUS PARES
• Suporte social.
• Sentimento de interdependência e proteção.
• Fazer parte de um grupo.
DESENVOLVIMENTO DA AUTO-VALORIZAÇÃO
• Sentem-se fisicamente mais capazes.
• Maior persistência frente aos insucessos.
• Maior auto-cuidado.
• Maior sentimento de competência social.
BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA
• Aumento de força e de flexibilidade.
• Perda de peso – redução da sobrecarga.
• Aumento da mobilidade.
• Aumenta a sensação de bem estar.
• Melhora de 50% das perdas fisiológicas.
• Aumento do colesterol bom HDL.
• Diminuição do colesterol ruim LDL.
• Melhora significativa no funcionamento neuro- muscular.
• Aumento da auto-estima.
• Prevenção ou redução dos efeitos de doenças cardio-vasculares.
• Prevenção ou diminuição dos efeitos da osteoporose.
AÇÃO PEDAGÓGICA
• O idoso é o centro do processo.
• Deve ser tratado como adulto.
• Considerado nas suas possibilidades de desenvolvimento.
• Não deve ser visto com condescendência, compaixão ou excesso de zelo.
• A ele deve ser proporcionado acolhimento e segurança.
• Considerar suas experiências de vida.
• Aceitação incondicional das respostas individuais.

CONSIDERAÇÕES GERAIS
• Partir sempre dos conhecimentos prévios.
• Ensino gradual.
• Proporcionar sucessos, evitando competições.
• As aprendizagens, geralmente são mais longas.
• Não ensinar algo novo após atividade cansativa.
• Clareza nas instruções.
• Relacionar o novo com o já aprendido.

MEXER NO CORPO É MEXER NO INDIVÍDUO. O SEDENTARISMO É O PRINCIPAL FATOR DE RISCO PARA OS IDOSOS. NÃO É O MOVIMENTO MECÂNICO, MAS SIM O MOVIMENTO INTEGRADO QUE DARÁ RESPOSTAS AO INDIVÍDUO SOBRE SI MESMO. É IMPORTANTE PARA O IDOSO APROPRIAR-SE DE SUAS DECISÕES E EMOÇÕES.

Aula de Arremesso


Plano De Aula

Apresentamos este plano, visando uma aula de Educação Física para alunos do Ensino Fundamental II com duração aproximada de 50 min. Dividiremos a aula em:

a) Parte Inicial: Alongamento e aquecimento (05 a 10 min.);
b) Parte Principal: atividades para desenvolver o fundamento de Arremesso do basquetebol (25 a 30);
c) Parte Final: Jogo e volta à calma (10 min.). Aplicaremos o jogo de Basquete e logo após reuniremos os alunos sentados na quadra, com breve relato sobre as atividades que foram praticadas.

Objetivo Geral:

1) Desenvolvimento psicomotor (p. inicial e principal);
2) Desenvolvimento cognitivo (p. principal);
3) Desenvolvimento sócio afetivo (p. inicial e principal)

Objetivo Especifico:

1) Iniciação ao arremesso do basquete

Material:

1) Bola de Basquete

Parte Inicial
(ALONGAMENTO E AQUECIMENTO)

Breve alongamento e explicação sobre como é o movimento de arremesso com uma mão. Depois de explicado usando o método de visualização do movimento, vamos colocar uma breve atividade de aquecimento e movimentação imitando o arremesso sem bola. Os alunos irão se dispor pela quadra fazendo elevação de joelhos. Ao toque de um apito eles farão o movimento de recepção e preparação do arremesso. Ao segundo toque farão o movimento de arremesso e fixarão nesse movimento para fazer a manutenção. Ao toque do apito novamente voltarão a fazer elevação de joelhos.

Parte Principal
(EXERCÍCIOS)
Separar os alunos em duplas e espalhados pela quadra.

Exercícios:

1°) Parado no lugar segurando a bola apenas com a mão que arremessa, fazer um arremesso para o alto e segurar novamente com a mesma mão. Fazer 5 arremessos com cada mão e fazer um passe de peito para o companheiro.


2°) Segurando a bola apenas com a mão do arremesso, fazer um arremesso para um colega distante cerca de quatro metros.


3°) Ensinar a empunhadura do arremesso. Arremessar a bola para um companheiro distante. Arremessar para o alto, deixando o braço para cima até que a bola caia no chão. O companheiro deve deixar a bola pingar no chão e só depois pega-la.


4°) Sentado no chão arremessar a bola para um companheiro, também sentado no chão.



5°) Fazer duas colunas em cada cesta. Receber a bola em movimento e arremessar para a cesta.




6º) Fazer duas colunas em cada cesta. Uma coluna (1) vai passar a bola para o companheiro da outra coluna (2) que ira para a linha do lance livre, receber a bola e passar, o aluno da coluna 1 ira deslocar- se para receber de volta e arremessar para a cesta da zona morta.


Parte Final
(JOGO E VOLTA A CALMA)


Aplicaremos o jogo visando à iniciação no arremesso do Basquete e também o uso do passe fazendo uma espécie de revisão.
Aplicaremos o jogo e os alunos irão se dividir em times e tentar jogar o basquete. Desse modo estaremos incentivando o aprendizado através da vivência e da experiência.
Logo após reuniremos os alunos sentados na quadra, com breve relato sobre as atividades que foram praticadas.
Bibliografia:

Basquetebol Iniciação.
Marcos Resende de Almeida - 3º Ed.
Ed. Sprint.

Basquetebol 1000 Exercícios.
Marcos Bezerra – 3° Ed.
Ed.Sprint.

Manejo de bola no Basquete


Plano De Aula

Apresentamos este plano, visando uma aula de Educação Física para alunos do Ensino Fundamental II,com duração aproximada de 50 min. Dividiremos a aula em:

a) Parte Inicial: alongamento e aquecimento (05 a 15 min);
b) Parte Principal: atividades para desenvolver o fundamento de manejo de bola do basquetebol (25 a 30);
c) Parte Final: volta à calma (03 a 07 min). Reuniremos os alunos sentados na quadra, com breve relato sobre as atividades a serem praticadas.

Objetivo Geral:

1) Desenvolvimento psicomotor (p. principal);
2) Desenvolvimento cognitivo (p.inicial);
3) Desenvolvimento sócio afetivo (p.inicial e principal (6º atividade)).


Parte Inicial
(ALONGAMENTO E AQUECIMENTO)

Após breve alongamento, aplicaremos o aquecimento na forma de um “pega-pega Ruas e Avenidas”. A atividade visa um aquecimento de forma lúdica, trabalhando o sócio afetivo e o cognitivo dos participantes.
Os alunos deverão estar dispostos em colunas, distantes um do outro aprox. 1,50m, com os braços estendidos lateralmente (abdução de membros superiores).
A medida em que o educador gritar as palavras:

- “Ruas!”
Os alunos deverão ficar com os braços estendidos na altura da linha do ombro, formando corredores transversais em relação à quadra.

- “Avenidas”!
Os alunos deverão ficar com os braços estendidos na altura da linha do ombro, formando corredores longitudinais em relação à quadra;

Tanto fugitivos como pegadores deverão empunhar uma bola e se valer apenas dos corredores formados pra fugir ou pegar, sendo aleatória a escolha de quem irá pegar ou fugir; ex: Fulano pega Ciclano! Ou, Beltrano pega Tetrano!


Parte Principal
(EXERCÍCIOS)
Separar os alunos na linha lateral da quadra, em colunas de 4, de maneira a se formar duas duplas por coluna. A primeira dupla (da frente) fará o manejo de bola, enquanto a detrás ficará no aguardo.

Exercícios:

1°) O aluno deverá locomover-se de uma linha lateral a outra, conduzindo a bola na altura do peito, passando-a de uma mão à outra.
1-2- O aluno que estiver parado na linha lateral: deverá girar a bola na altura da cabeça, da direita para a esquerda e da esquerda para a direita;


2°) O aluno deverá locomover-se de uma linha lateral a outra, jogando a bola ao ar e apanhando-a com a palma da mesma mão, sem deixá-la tocar o solo.
2–2 O aluno que estiver parado na linha lateral: deverá passar a bola ao redor da cintura, da direita pra e esquerda e da esquerda pra direita;


3°) O aluno deverá locomover-se de uma linha lateral a outra, conduzindo a bola de uma mão à outra, arremessando- a em forma de arco ,da direita para a esquerda e da esquerda para a direita.
3-2 O aluno que estiver parado na linha lateral: deverá pingar a bola na altura acima da cabeça, pegando-a com a mão oposta;


4°) O aluno deverá locomover-se de uma linha lateral a outra, arremessando a bola para o alto e deixando-a pingar,de maneira que após o “quique” ela passe sobre seu tronco (eixo transversal) e assim recepcioná-la.
4-2 O aluno que estiver parado na linha lateral: deverá se manter em afastamento de membros inferiores, passando a bola entre as pernas, num movimento semelhante a um “oito”;


5°) O aluno deverá locomover-se de uma linha lateral a outra , conduzindo a bola no chão (rolando-a), passando a mesma debaixo das pernas, num movimento em forma de “oito” . Obs: mão direita rola a bola para baixo da perna esquerda e mão esquerda rola a bola pra baixo da perna direita.
5-2 O aluno que estiver parado na linha lateral, deverá estar com um dos joelhos semi flexionados (posição de afundo antero posterior) e passar a bola embaixo da perna, num movimento em forma de “oito”. Obs: da direita para a esquerda e da esquerda para a direita;




6º) Neste seguimento, iremos dispor os alunos em duplas, separadas em duas (2) colunas no final quadra. As duplas deverão estar de mãos dadas, um de frente e o outro de costas para o fundo da quadra, onde realizarão, num clima lúdico competitivo, manejos de bola. O primeiro manejo se consiste em rolar a bola no solo, até o fundo da quadra, de onde deverão voltar (sem inverter a ordem das duplas em relação à quadra), executando, com sua mão livre, ligeiro e contínuo arremesso de bola. As duplas deverão regressar ao final de suas respectivas colunas, tornando-se vencedor o grupo que primeiro finalizar a atividade.
Bravo Time

Fundamentos da Educação - Resumo

FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO

Atividade física - > é todo movimento humano em que o indivíduo sai do estado de repouso.
Exercício físico - > é toda atividade física sistematizada e organizada.
Esporte - > é um jogo agonistico (competição, disputa) e as regras são universais. Seu objetivo é determinar um campeão.
Educação física - > é a ciência que estuda o movimento do corpo humano (cinesiologia).

Biodinâmica do movimento humano - Cinésio - pedagogia do movimento humano.
Conceito da Educação física segundo a Biologia (visão biológica) Desenvolvimentista.

O corpo não se limita ao físico e biológico.
A corporeidade é a relação do corpo com a cultura (sociedade, dança e etc).
Ex: lágrima de vitória não é apenas água e sódio.

Corpo cultural e biológica - > visão da Unicamp.
Obs: Gotami e Manuel Sergio concordam que a Ed. Física é uma ciência.

HAAG
Esporte associa atividade física, exercício, dança, luta; tudo é esporte.
Educação física é menor do que o esporte, esta dentro do esporte.
Esporte é um termo mais amplo do que a Ed. Física.
Várias ciências podem ser aplicadas ao estudo do esporte.
Existem várias ciências aplicadas ao estudo do esporte.
Ex: psicologia do esporte, biomecânica do esporte.

CULTURA CORPORAL

Conteúdo da cultura corporal:
Jogos; ginástica; esporte; lutas; atividades rítmicas expressivas (dança); conhecimento sobre o corpo com perspectivas; culturas.
Para Valter Bracht, educação física não é ciência, é cultura.
Ed. Física escolar é transmitir esta cultura.
O aluno tem que aprender a refletir sobre a historia da cultura corporal.
Ensinar e refletir sobre a prática (conteúdo da Ed. Física).
Ex: Judô, Kung Fu.

CULTURA CORPORAL DE MOVIMENTO
(Eleonor Kunz)

Kunz também não acredita na divisão corpo-mente.
Cérebro é corporal e a mente é cérebro.
Palavra cultura corporal é um termo inadequado porque se subentendem que há divisão entre ambos.
ARTE
(Hugo Lovisolo)

Educação física não é uma ciência, segundo Hugo Lovisolo.
Educação física é a arte de mediar valores e conhecimentos diferenciados na área da cultura corporal.

APTIDÃO FÍSICA
(Dartagnã Pinto Guedes)
Joana Guedes

O objetivo da Ed. física na escola tem que ser o objetivo da saúde física.
Dartagnã P. Neves não vê a saúde como o físico mental-social, conforme a Organização Mundial da Saúde.
Segundo Dartagnã é preciso exercícios e atividades físicas para prevenir as doenças.
O objetivo da Ed. Física é ensinar habilidades motoras e capacidades físicas.

HABILIDADE MOTORA BÁSICA
(Habilidade natural)
Ex: rolar, correr, saltar, rebater, quicar, girar.

HABILIDADE MOTORA ESPECÍFICA
(Habilidade cultural)
Ex: martelo da capoeira, chutar com peito de pé no futebol, rebater uma bola no voleibol.

CAPACIDADE FÍSICA
Ligada diretamente a genética do indivíduo. Pode ser desenvolvido com treinos, porem limitada. Ex: velocidade, resistência.

FORMAÇÃO TEÓRICA X FORMAÇÃO PRÁTICA
Suraya defende a formação teórica e critica a formação profissionalizante (prática) como ultrapassada.

ATIVIDADES FÍSICAS DO HOMEM PRIMITIVO
PERÍODO PALEOLÍTICO 190 MIL A 9 MIL a.C


3, 5 bilhões de anos a.C - > vida no Planeta.
4,4 milhões de anos a.C - > Surgimento dos primeiros hominídeos.
190 mil anos a.C - > Surgimento dos Homo Sapiens.
10 mil anos a.C - > Fim do período Paleolítico.
10 mil anos a.C - > Período Neolítico - 4000 a.C.

190 MIL a.C - PERÍODO PALEOLÍTICO.

Os primeiros hominídeos (4,4 milhões de anos a.C) - > foram os Australopteckus, menos evoluídos, porem eretos.
As ervas eram a maior parte de sua fonte de alimentos.
Todas as espécies de hominídeos surgiram na África, porem migraram para a Europa, exceto o homo Neandertal, que tem origem européia.
A grande diferença entre os hominídeos estava no desenvolvimento do cérebro. O Homo Sapiens tinha o cérebro mais desenvolvido do que o Homo Neandertal porque era carnívoro.
Não havia educação física no homem primitivo, porem existia cultura corporal.
Neandertal (neandertalis) Gurupa, gelo.
O homo sapiens tinha característica nômade, migrou do deserto africano para a Europa e extinguiu o Homo Neandertal.
A comunicação existente - > era a comunicação corporal.
Suas principais atividades físicas - > eram a dança, caça e o caminhar. Através da dança os homens demonstravam seu interesse pelas mulheres, demonstrando força e disposição. As mulheres davam vantagens para os melhores caçadores (líderes do clã).
Os principais motivos do conflito - > entre o homo sapiens e homo neandertal foram pelas fêmeas e por alimento.
Poligamia - > entre os homens e mulheres do clã. O líder (mais forte) tinha acesso mais fácil às mulheres.
A única prova existente de sentimento entre os hominídeos foi o achado de uma sepultura em Chapeli, sul da França.
A extinção do h. neandertal - > pelo h. sapiens se deu a partir de conflitos e a escassez de alimentos com a chegada dos mesmos na Europa, visto que possuíam maior tecnologia.
O h. neandertal utilizava sua força na caça enquanto o h. sapiens atirava lanças, levando vantagem.

FIM DO PERÍODO PALEOLÍTICO
(ERA DO GELO)


Inicio do Período Neolítico (10 mil anos a.C) - > o fator climático que causou o degelo, formando grandes rios de água doce, mudou a cultura corporal dos hominídeos.
O homem deixou de ser nômade para se tornar sedentário, através da prática de lavouras e plantações, alem da criação de animais. Passou a nascer e morrer no mesmo lugar, sem a necessidade de migrar.
Sua atividade física - > estava mais ligada ao trabalho braçal.
Surgem as guerras e os treinamentos de guerra, uma vez que deixaram de ser clãs, para viver em tribos, comunidades com novos códigos de ética a fim de proteger o território.
Os homens criam armas e ferramentas agrícolas de cobre e bronze. Idade dos metais.

PRÉ-HISTÓRIA

Corresponde a primeira etapa da evolução, que antecede a Idade Antiga. Iniciou-se com o surgimento dos primeiros hominídeos há 4 milhões de anos trás e se estendeu até os primeiros aparecimentos da escrita, por volta de 4 mil anos a.C , Idade Antiga.

GRÉCIA
Corpo Grego
Corpo Platônico

Após os primeiros Jogos Olímpicos nasce uma concepção de corpo: corpo grego e corpo romano. 500 a.C a 400 a.C - Período Clássico.

Antinos - > estátua símbolo da beleza grega: forte, moral, ético e inteligente.
Os gregos valorizavam tanto a questão corporal quanto mental.
Platão concordava com o equilíbrio entre corpo e mente.
As três disciplinas para os atenienses eram a ginástica a arte e a filosofia.
Ginástica - > desde a infância e juventude, para torná-lo valoroso, forte e sem medo;
Arte - > após a adolescência , para tornar o homem mais sensível;
Filosofia - > na vida adulta, a fim de tornar o homem sábio (biologia, física e matemática).
Sócrates - > acreditava que o corpo afastava da razão, desvalorizando o corpo.
Esta cultura chegou até os dias de hoje, com a desvalorização do trabalho braçal (corporal) e valorizando o intelectual.
Esta tese se iniciou com Platão, a partir da morte de Sócrates.
A filosofia grega - > criou uma desvalorização do corpo, entretanto, a sociedade grega valorizava tanto o corpo quanto a mente.
Os homens praticavam as olimpíadas, nus. Motivos:
1° Ritual religioso;
2° A nudez estava ligada ao desenvolvimento atlético.
As mulheres não podiam assistir aos jogos, e as sacerdotisas se encarregavam dos rituais olímpicos (religioso).
As meninas podiam assistir aos jogos para aprender a admirar os homens e seus físicos fortes.
Pena de morte para a mulher casada que assistisse aos jogos (atiravam-na do precipício).
Os jogos - > eram praticados na Cidade de Olímpia.
A beleza dos corpos era importante para a cultura grega.
Os homens preparavam o corpo para a guerra, enquanto as mulheres para a procriação (força da mulher para gravidez).
Os Jogos de Era apenas foram mencionados, enquanto os Jogos Olímpicos foram documentados.
Corpo equilibrado - > corpo, mente e moral, bem como suas proporções.

EDUCAÇÃO GREGA
CORPO E SENSUALIDADE
RELIGIÃO GREGA.


Educação Grega - > estava ligada a guerra, formando o homem num guerreiro profissional.
Ateniense - > Paidéia, segundo a concepção grega: corpo, mente e moral. A Paidéia era uma pedagogia para as crianças que se estendia até a vida adulta.

As principais disciplinas - > na educação grega eram:

Corpo - Ginástica;
Mente - Filosofia;
Moral - Arte.

Platão - > colocava a ginástica como a principal disciplina na educação do homem em sua juventude.
Depois disto, através da arte transformava-o em uma pessoa sensível.
Na idade adulta a filosofia se torna a disciplina mais importante.
A escola grega se preocupava na formação do homem (aluno) como um todo.

Ephebo - Aluno,
Professor - Filosofo.

Sexualidade - > moral e homossexualismo entre os homens. Entre as mulheres era permitida pelo marido a fim de evitar filhos bastardos.
Em caso de separação, o marido devolvia a esposa e os dotes para a família.
Em caso de filho bastardo, o marido tinha o dever de matar a criança.

RELIGIÃO GREGA

Todos os jogos olímpicos se baseavam na religião grega.
A estátua de Zeus tinha 13 metros, e estava dentro do Templo de Olímpia.

Religião cristã - > monoteísta e maniqueísta (amar os inimigos).
Religião grega - > politeísta e o equilíbrio entre o bem e moral.

Onde combinavam:

- Abdicar os prazeres.
- Para alcançar o Olímpo era preciso se tornar um herói, através de muitas dificuldades e provações.
- Provações para alcançar o paraíso e fugir do inferno.
- Fugir do Ades.
- Reencarnação.
Não existia maratona nos Jogo Olímpicos.
O deus PAN esta envolvido na história das maratonas.
Um mensageiro do exercito que trazia a mensagem da vitória, correndo 42 km, deu origem à maratona a partir de 1896.
Embora o mensageiro fosse real, criou-se uma lenda, contada pelos gregos, a qual o deus PAN da água para o mensageiro.

Os Jogos Olímpicos antigos - > têm origem por volta de 800 a.C com a finalidade de homenagear Zeus.
Oficialmente documentado em 776 a.C.
Tem caráter militar e religioso.
Premiação e código de ética.
A origem dos jogos - > esta ligada à questão religiosa, quando se devia agradar aos deuses com ofertas de sacrifício animal (homenageá-los).
Zeus tinha um templo próximo ao monte Olimpo.
Havia sacrifícios animal, mas para agradar Zeus ainda mais, criaram os sacrifícios nas Olimpíadas com bons resultados.
Sempre na cidade de Olímpia, de quatro em quatro anos.
Nos anos olímpicos paravam as guerras.
Os exércitos gregos eram formados pela elite grega (os ricos).
As mulheres administravam seus bens.
Somente era aceito como competidores cidadãos gregos.
Sua principal ocupação era a filosofia, o ósseo e as guerras.

Moral rígida - > todo campeão tinha um código de premiação, não existia 2° e 3° lugares.
Somente o campeão era festejado.
O vencedor recebia um prêmio em dinheiro. Caso fosse solteiro, o campeão olímpico poderia escolher uma moça para se casar. Recebia também uma aposentadoria do governo da cidade até a sua morte.
Tinha benefícios econômicos e recebia hospedagens gratuitas na cidade olímpica.
Estatus social, um herói esportivo.

Simbologia - > recebia uma coroa com ramos de oliveira e louro, os quais representavam a divindade.
Se fosse um herói, um campeão olímpico, deixaria o ciclo terra e hades e viveria como semideus no Olimpo.
Receber uma folha de palmeira representava um presente da deusa Nike, a deusa da vitória. Alem de uma fita vermelha que se colocava na testa do campeão, representado o atual campeão. Era feita uma estátua do campeão em sua cidade natal.

As Olimpíadas - > só aconteciam na cidade de Olímpia, ao lado do templo de Zeus. Seus moradores não participavam das Olimpíadas.

DICIPLINA

Proibições que aconteciam nos Jogos Olímpicos:
As mulheres eram proibidas de assistir ou participar.
Doping: alimento: mel e açúcar proibidos.
Placebo: medicamentos sem nenhuma função, mas “com efeito” psicológico. Ex: amuleto.
Pena de morte para o atleta que causasse a morte de outro atleta.
Punição de expulsão para um atleta que acusasse um árbitro de corrupção.
Caso fosse confirmada a denuncia, o árbitro corrupto tinha as duas mãos amputadas como punição.
As sacerdotisas estavam encarregadas de acender a pira olímpica, representando a presença de Zeus. Ex: fogo.
Em 1936 foi a 1° vez em que a tocha olímpica foi transportada da Cidade de Olímpia para Berlim, Alemanha.

CIDADE DE OLÍMPIA

Templo de Zeus, com a estátua de Zeus;
Atletismo - > estádio contendo uma pista de areia de 200 mts;
Hipódromo onde aconteciam corridas de biga ou quadrigas;
Ex: carro que sustentava um cavaleiro puxado por dois cavalos.
As cidades enviavam seus atletas.
Colunato do Eco - > campeonato de poesia, de cunho artístico;
Ginásio - > competições de luta;
Palestra - > mini-ginásio.

MODALIDADES

As principais modalidades eram:
Corrida armada - > de 200mts no Stadium, 400mts (ida e volta), Diaulos e 4800mts (24 voltas) Dolikos;
Salto à distância (nu);
Corrida de biga - > carro com 02 rodas puxado por 02 cavalos;
Pugilato - > originou o boxe. Não tinha tempo determinado, luvas ou protetores, somente uma faixa amarrada ao punho para protegê-lo. Findava com a desistência de um dos lutadores;
Luta - > o bjetivo consistia em derrubar o adversário;
Pancrácio - > iniciava-se em pé, onde o objetivo era dominar o adversário, derrubá-lo e imobilizá-lo (nus);
Na arte - > música e literatura e poesia.
Corrida armada - > em que o militar corria com escudo, lança e elmo. Corrida com obstáculos com aproximadamente 1km de extensão;
Disco, peso e dado (nu) para mensurar a força;
Fim dos jogos - > em 393 d.C.

100 a.C - > Roma domina a Grécia, e os jogos entram em decadência.
Nero, imperador romano, correndo sozinho foi campeão da corrida de bigas.
Teodosio, Imperador romano e cristão - > 393 d.C, proibiu toda e qualquer manifestação religiosa que não fosse cristã, acabou com as Olimpíadas.
A estátua do Discodomo - > representa o símbolo da Educação Física.

O IMPÉRIO ROMANO

Da República ao Império
Primeiro triunvirato;
Segundo triunvirato;
Otavio Augusto, o Primeiro Imperador.
49 a.C à 27 a.C
Julio César conquistou a Gália (França).
Pompeu conquistou o Egito.
Julio César entrou com seu exercito em Roma e negocia com o Senado.
Funda um governo paralelo ao Senado.
Julio César, Pompeu e o Senador Crácio.
Para tomar o poder J.César elimina Crácio e planeja matar Pompeu.
Cleópatra distrai Pompeu e Ptolomeu, irmão de Cleópatra, o assassina.
Julio César apaixona-se por Cleópatra.
Cleópatra manipula J.César para matar Ptolomeu e se tornar única rainha do Egito.
Cleópatra tem um filho com J.César.
Quando volta ao Senado, J.César é assassinado pelos senadores.
Os Senadores não queriam um egípcio como futuro César.
Mataram 300 senadores e os demais fugiram.
Augusto César Otavio, Marco Antonio e Lépido, um financiador, formaram o 2° Triunvirato.
Cleópatra se aproxima de Marco Antonio e ambos se aliam.
Otavio declara guerra contra Marco Antonio e o derrota.
Marco Antonio se suicida.
Cleópatra se suicida a partir de um ritual com uma mordida de serpente.
Otavio, sobrinho de César, torna-se o 1° Imperador da história romana.

CULTURA CORPORAL DO IMPÉRIO ROMANO
(27 a.C a 393 d.C)

Política pão e circo;
Banhos públicos e festa.


A morte de J.César ensinou a todos os imperadores que o segura de vida de um imperador esta na popularidade.
Para ter segurança todo imperador romano torna-se popular.
Política pão e Circo (comida e diversão).
A partir daí se populariza os jogos dos gladiadores.
Os imperadores distribuem pão e diversão para o povo.
Roma é a primeira cidade do Mundo com saneamento básico.
Surge os banhos públicos em piscinas e balneários cobertos, onde tanto ricos como pobres se banham. Isto fazia parte de uma estratégia para dar ao povo a impressão de igualdade.
Os patrícios tinham cultura corporal. Homens fortes, ricos e pobres eram diferenciados pelo físico.

FESTAS ROMANAS

Os banquetes eram exclusivos para os ricos;
Homenagem ao deus Baco, deus do vinho (bacanais).
Os homens levavam as esposas, pois eram festas de cunho religioso.

JOGOS DOS GLADIADORES

A primeira fase se deu por volta de 264 a104 a.C;
Segunda fase ocorreu em 105 a 100 d.C;
Terceira fase 100 a 393 d.C.

Os jogos dos gladiadores surgiram em 264 a.C e não tinha vínculo com os políticos. Estava relacionado à questão religiosa.

1° Fase- > consistia em rituais fúnebres para homenagear um morto, patrício ou nobre.
Com o tempo os jogos ganharam caráter lúdico e geraram apostas ente os nobres.
A luta era entre escravos e não tinha por objetivo terminar em morte.
Apostavam nos gladiadores (escravos), e as lutas terminavam quando um dos gladiadores se feriam ou eram desarmados.

2° Fase - > os ricos perceberam que as apostas davam dinheiro, e a partir dali abriram escolas de gladiadores. O ensino se iniciava na infância com treinamentos específicos.
A morte ainda não era comum e os escravos que se tornavam gladiadores ganhavam privilégios: boa alimentação, bons tratos e acesso às mulheres.
Surgiram as lutas especiais até a morte (lutas mais caras).
O gladiador Espartacos se rebela contra a escola de gladiadores e monta um grupo rebelde (lidera uma revolta). Espartacos é morto e crucificado.

3° Fase - > Inauguração do Coliseu pelo Imperador Tito.
O inicio das obras do Coliseu se deram pelo Imperador Flavio, seu pai.
A inauguração teve 100 dias de espetáculos, todos com lutas até a morte, conforme decidia o povo.
Após os 100 dais, só morriam com a decisão do povo.

CULTURA CORPORAL NO IMPÉRIO ROMANO


Inicio dos jogos dos gladiadores;

Existiam três tipos de Gladiador:
Retialdo- > com rede e espada tipo tridente;
Secutor - > escudo quadrado e espada;
Dimacaé - > escudo circular pequeno e uma lança.

Três tipos de luta:
Condenação à morte - > ou era devorado por um leão ou representava um exercito vencido;
Lutador versus animal - > : geralmente um lutador de 2° classe.
A luta valia dinheiro, porem o animal vencia na maioria das vezes;
Grande gladiador (ídolos) - > geralmente não terminava em morte.
Os melhores gladiadores se tornavam ídolos, ganhavam prêmios em dinheiro e não viviam trancados.O Imperador também poderia da a liberdade ao gladiador.
Em 476 d.C o Império Romano cristianizado é derrubado pelos bárbaros alemães.
Roma em crise financeira não conseguia sustentar os soldados e grande parte destes acabam desertando.
Os alemães,os visigodos, ostiogodos e vândalos. Estes povos e suas tribos chegaram a Roma e o Império caiu (476 d.C), marcando o fim da Antiguidade.


CULTURA CORPORAL NA IDADE MÉDIA


A queda do Império Romano e a cristianização;
O corpo em pecado;
Corpo e higiene;
Corpo e sexualidade;
Jogos medievais.

Inicio da Idade Média - > 476 até 1453
A igreja católica foi a única instituição capaz de reorganizar a Europa.
I cristianismo formou uma igreja única, a igreja católica comandada pelo Papa.
O Papa nomeava nobres e reis.
Os nobres eram lideres militares locais.
A população era composta por servos, pequenos agricultores que cultivavam as terras dos nobres, ganhando parte da colheita.
O povo (servos) pagava impostos aos reis.
A igreja vivia de impostos dos povos e dos reis.
A Itália foi unificada em 1875.
O território italiano era dominado pelo Vaticano (latifundiário).
A igreja reformulou a cultura do corpo através do cristianismo.
A igreja era o único poder que controlava as pessoas e por isso precisou ser autoritária.
Cultivar a alma, não cultura o corpo. Castigar o corpo e enobrecer o espírito. Ex: tomar banho frio.
A pena de morte se dava por meios de fogueiras que destruía a corpo e libertava a alma.

O corpo em Sto. Agostinho 476 / 1493.
A cultura corporal é destruída com a cristianização na Idade Média. Ocorre a desvalorização da mente e do corpo e a valorização da alma. Fogueiras queimam os corpos para libertar as almas.
Os hábitos higiênicos são totalmente mudados neste período (Idade das Trevas).
Gregos e romanos adotavam o banho (cultura do banho), esta cultura foi totalmente reprimida na Idade Média.
O banho quente era prazeroso e gerava pecado. A medicina na Idade Medieval também reprimia o banho, pois era uma medicina precária.
Os médicos acreditavam que após o banho as pessoas deveriam ficar em casa para evitar doenças vindas pelo ar em contato com os poros abertos.
A cultura medieval retrata uma época em que as pessoas não cuidavam do corpo, antes se preocupavam com a alma.
Sexualidade reprimida - > cinto de castidade.
Também era uma época de grande prostituição.
Pena de morte contra qualquer pessoa que praticasse outra religião.
As igrejas eram freqüentadas para confissão de pecado e os padres davam penitência aos pecadores. Autoflagelação.
Os pobres eram servos, não escravos, e trabalhavam nas terras dos nobres em troca de alimento.

JOGOS DA NOBRESA E JOGOS POPULARES

Jogos da nobreza - > arco e flecha, esgrima, xadrez, juntas (com característica militar).
Jogos populares - > extrema violência.

A única cultura corporal na idade média era a militar, a fim de expandir o cristianismo, invadindo e oprimindo.
As primeiras expedições foram para o Oriente Médio, na qual os europeus seguiam para Jerusalém a fim de libertá-la dos árabes.
O cavaleiro medieval era um nobre mais elitizado.
Ser belo na Idade Média era ser obeso, a obesidade era o padrão de beleza.
Com a conquista de Jerusalém, os cristãos organizaram uma rota turística e de comércio entre a Europa e Jerusalém.
A Ordem dos Cavaleiros Templários estava incumbida de cuidar desta rota e recebia para isto. Esta ordem deu origem a maçonaria na França.
Na Idade Média os religiosos tinham direito a escola, pois as escolas dependiam da Igreja. O corpo era reprimido e a única cultura corporal era a militar. Daí a cultura dos cavaleiros, porque foram eles quem fizeram as Cruzadas.

JOGOS

Todos os jogos têm haver com a questão militar:

Arqueiros- > disputado pelos nobres.
Xadrez humano - > de estratégia militar para formar um general estrategista. Eram usados seres humanos no tabuleiro:
Peões: povo, soldados; reis e rainhas; cavalo: cavaleiro; torre: fortaleza.
Esgrima - > a partir do torneio de esgrimas, o vencedor se casava com a filha do Rei. O esporte era praticado com espadas sem cortes e armaduras pesadas. Era preciso derrubar os adversários, por isso era esporte para homens fortes.
Justas - > para cavaleiros ágeis, dois cavaleiros com lança de madeira, cada um objetivando derrubar o adversário.

Todos os jogos da nobresa eram de cultura militar, incentivados pela igreja que, com isso, ganhava territórios e adeptos.

Jogos Populares - > tinham como principal característica violência e coragem. Por isso eram proibidos pela igreja. Os jogos eram praticados por diversão.

Souri - > Jogo com crânio humano que fazia o papel de bola. O objetivo era pegar um crânio arremessado e levá-lo até o território do vencedor. Os outros participantes tentavam impedir com violência.
As partidas entre os bairros inspiraram os jogos de hugbi e o futebol. A rivalidade se dava entre rivais e por isso a igreja proibia.
Então ouve uma mudança de regras, porem um colégio chamado hugbi não aceitou.


RENASCIMENTO OU IDADE MODERNA


Transição entre a cultura atual e a medieval.
Até os dias de hoje sofremos influência de algumas idéias da Idade Média.
Nos dias de hoje se cultua o corpo, porem a Idade Média tinha cultura corporal reprimida.
O que colaborou para a mentalidade medieval ser superada foi o surgimento de igrejas protestantes, causando concorrência com a igreja católica.
A partir do Renascimento, devido a concorrência entre as igrejas, a igreja católica começa a tratar melhor os reis.
Os reis não querem mais obedecer a Igreja nem ao Papa. Isto fez cair a Igreja católica e fez surgir uma nova mentalidade que superou suas idéias.

CULTURA CORPORAL NO RENASCIMENTO

A Igreja perde o poder.
Revolução na arte.
Desenvolvimento da Anatomia. (1453/1789).

A Igreja perde o poder por causa da concorrência com as igrejas protestantes, e pelos reis que não dependiam mais da Igreja.
A igreja precisou flexibilizar suas idéias em relação ao passado, a Idade Média.
Igrejas antigas e escuras pregavam o temor.
Igrejas novas, claras - Renascimento.
Surgiram igrejas com características de alegria a fim de agradar os fieis. Ex: Capela Cistina.
Renascimento - > renasce a liberdade, uma forma de pensar mais livre.
Idade Média - > teocentrista (Deus no centro de todas a s cosias).
Grécia antiga - >
Roma Antiga - > Antropocentrismo ( o homem no centro de todas as coisas).
Idade Moderna - > renasce o antropocentrismo (independência da Igreja, de Deus).
Ex: política, universidades, poder.

Na idade moderna o padrão de beleza continuou sendo a obesidade.
Na arte as mulheres aparecem com decotes, os homens usavam perucas e passavam pó de arroz no rosto.
O desenvolvimento corporal-> se deu apenas no campo da arte. Com isso cresceram os estudos de anatomia.
Com a liberdade da arte, a medicina começou a defender o corpo. Ex: físico.
Descobriram que a alimentação, bom sono e exercícios físicos eram a chave para se ter saúde. Porem, nada disto estava no cotidiano das pessoas.
Idade Moderna - > Itália - Escola Giocosa.
Alemanha - Escola Philontropimun.

Colégios introduzem exercícios físicos.

Idade Moderna, Renascimento, medicina, escolas, anatomia e arte cultivando um corpo forte e saudável.
Há mudança de filosofia, onde se cria o Movimento Iluminista. O abandono dos movimentos religiosos.
O Iluminismo - > movimento da Idade Moderna deu as bases para a Revolução Francesa.

IDADE CONTEMPORANEA
(1789)

SURGIMENTO DA EDUCAÇÃO FÍSICA

Revolução Francesa
Pedagogia Liberal
Revolução industrial
Movimento Higienista

Na revolução Francesa - > o povo assassinou os reis, decapitados pela guilhotina. (França 1789).

Algumas observações quanto ao poder:
Idade Média - > poder com a Igreja, Clero e a Nobreza.
Idade Moderna - > poder com os nobres (títulos).
Idade Contemporânea - > cai e nobreza, assume a burguesia.

A burguesia se iniciou com o trabalho, por isso valorizava o trabalho.
Novo governo democrático. Organiza-se o capitalismo, liberdade e igualdade de direitos e deveres.
Declaração Universal dos Direitos do homem.
Industrialismo, capitalismo, trabalho e consumo tornaram a escola pública, para educar o povo (burguês), para adquirir uma mentalidade a favor do trabalho, uma mentalidade burguesa.

DIFERENÇA ENTRE AS ESCOLAS

Pública:
Burguês
Educ. moral,
Educação física
Valores do trabalho e ciência.

Religiosa / Nobres:
Religiosos
Educ. intelectual

As matérias tinham que ter relação com o mundo do trabalho.
A importância da Medicina
A Revolução Industrial, urbanização / industrialização.
Alemanha, França e Inglaterra (fenômeno da urbanização).
Boa medicina, falta de higiene das pessoas nas cidades.
Cortiços, portos, contágio e proliferação de doenças.
Agora o Estado e a Medicina estão preparados para melhorar o quadro da saúde pública.
Era preciso educar a população.
O professor de Ed. Física, então chamado de instrutor, era responsável por cuidar do corpo nas escolas e ensinar higiene.
Os médicos - > queriam que os instrutores de ginástica ensinassem a higiene nas escolas.
Movimento higienista - > poder do médico (1900).
Os médicos controlavam as epidemias e comandavam todas as esferas da cultura.
O corpo - > passa a ser visto como uma máquina na Revolução Industrial. Trabalhar 16 horas por dia, geralmente causando neurastenia, doenças que afetavam o psicológico dos trabalhadores.
A perca de um trabalhador era prejuízo para o Estado, foi então que se reduziu a carga horária de 16 horas / dia para 08 horas diárias (segundo os médicos).
Deixaram 08 horas de tempo de trabalho e 8 horas de tempo de recreação.
Surgiram as leis trabalhistas.
Uma das estratégias utilizadas no Séc XIX para ocupar o trabalhador nos tempos livres era a pratica do futebol.

Praticantes de futebol e torcedores;
Ginástica inserida na escola pública.
Popularização do esporte.

A Pedagogia e a Medicina juntas deram origem à Ed. Física.
Com prática militar, os militares faziam na pratica a educação física acontecer.

A Educação Física - > nasceu de valores médicos, pedagógicos e militares, por isso se torna difícil sua definição.

ANTROPOCENTRISMO -

Renascimento (1453 / 1789)
O corpo volta a ser valorizado, porem apenas no campo da arte.
Ex: David de Michelangelo.
O corpo em destaque - Renascimento.
Idade Medieval - Corpo reprimido.
Capela Cistina - Vaticano.
A criação de Adão.
A volta da religião grega como tema da arte.
Nascimento de Afrodite.

IDADE CONTEMPORANEA

Valorização do trabalho;
Pedagogia - a necessidade da Ed. Física;
Revolução Industrial;
Higiene dos corpos;
Corpos produtivos.

METODOS GINÁSTICOS EUROPEUS

METODO FRANCES;
METODO ALEMÃO;
METODO SUÉCO;
ESPORTE INGLÊS.


Método francês - > nasce no inicio do séc. XIX, em 1810.
Uma das primeiras ginásticas organizadas.

Amoros - > militar espanhol que mudou para a França e organizou a ginástica no país, a qual influencio a ginástica até os dias de hoje.
Ex: os exercícios têm que ser organizados do simples para o complexo.
Método com ênfase baseada em marchas, saltos, corridas, barras e o uso do Cavalo de Pau como aparelho.
Prática.
Teóricas - > civis, militares, médicas e funambulescas.
Cada tipo de ginástica com características e objetivos específicos.
Ex:
Ginástica civil - > formar o jovem como trabalhador (infantil);
Ginástica militar - > exercícios com armas;
Ginástica médica - > fisioterapia; saúde e reabilitação.
Objetivos nobres importantes.
Funambulesca - > tinha que ser eliminada, pois Amoros era contra a ginástica funambulesca, alegre e voltada para o espetáculo.
Amoros - > entendia a gin. Funambulesca como imoral. A ginástica deveria ser séria, baseada no trabalho, na disciplina. Era contra atividades circenses, contra a prática esportiva das crianças; esporte somente para adultos.
Amoros cria vários ginásios para a preparação física dos soldados franceses.
Em 1857 foi fundada na França uma das primeiras escolas de Ed. física do Mundo.
Escola Joenville Lê-Pont.
Inspirados em Amoros, fundaram a escola militar de Ed. Física.
1890 tiveram destaque dois professores, Demeny (matemático) e Herbert (militar).
Demeny - > cria a biomecânica, ginástica localizada para ser aplicada na industrialização, com exercícios localizados e específicos.
Demeny teve em sua ginástica uma contribuição biológica.
Herbert - > contraria as idéias de Demeny, pois era favorável a uma forma de ginástica natural. Então cria uma ginástica natural, inspirada nos índios americanos e africanos.
Tinha como exemplo os índios que eram fortes e saudáveis porque realizavam atividades naturais e tinham contato com a natureza. Ex: correr, saltar, nadar e escalar.
Herbert também teve inspirações no filosofo Russeaut, cuja tese era o conceito do bom selvagem. Ele acreditava que os índios eram homens bons, ingênuos, sem maldade, um homem natural. Para ele o homem nasce bom, contanto que não tenha contato com a sociedade.
Ginástica natural, global.
A partir daí na Lê - Pant, teve inicio uma disputa entre os dois métodos de ginástica,
Ginástica natural x ginástica localizada.
Depois disto criaram um modo ginástico mais eclético, e contra a pratica de ginástica para adolescentes e crianças, porem não acatado na prática.
Foi em 1900 que se ambos unificaram suas idéias, - > estabelecendo acordos, se unindo contra o esporte inglês.

Método alemão - > no inicio do séc XIX (1810), quando a França de Napoleão Bonaparte, conquista a Alemanha.
Com a ocupação da Germânia, os franceses queriam destruir a cultura alemã. Isto, porem, gerou um forte sentimento de nacionalismo entre o povo alemão.
Janh - > militar nacionalista, bastante politizado, criou uma ginástica que ensinava o alemão a ser nacionalista. Cria também ginásios para os alemães se formarem na ginástica para melhor combater os franceses. Ginásio Turkunzt.
Sua ginástica constituía-se de circuitos de estações com aparelhos, cordas, barras assimétricas e simétricas, argolas com a finalidade de desenvolver o corpo atlético do povo alemão.
Com a morte de Janh, a ginástica no país passa a ser artística, alem da preparação para fins militares, tanto para os cidadãos como para os soldados.

Método Sueco - > Frederic Ling (militar) sofreu um acidente e para recuperar os movimentos do braço, criou uma ginástica para fortalecer os pulmões e a coluna vertebral.
Seu metido ginástico passa a ser voltado para exercícios pastorais, alem de desenvolver uma ginástica ritmada com contagens, marcada por tambores militares.
A ginástica sueca também criou uma vertente feminina com movimentos mais suaves, dando origem a Calistenia.
A ginástica sueca tinha movimentos rígidos, enquanto a feminina (Calistenia) era executada com movimentos mais amenos.
Dentre alguns aparelhos desenvolvidos, temos: Plinto; espaldares (madeiras na horizontal utilizadas para alongamento); Banco sueco para trabalhar o equilíbrio.
Em 1850 - > a elite carioca rejeita a ginástica sueca, preferindo a capoeira.
O 1° curso de ginástica no mundo teve origem na Suécia.
E o primeiro ginásio foi o Ginásio Real de Estocolmo, no ano de 1810.
A idéia se consistia em reformular os hábitos do povo sueco.
Na Suécia os estádios foram primeiramente criados para depois formar os profissionais.
Na Alemanha e França formaram primeiro os profissionais.

Esporte Inglês - >

Introdução de Educação física no Brasil.
1841 - Guilherme de Tambe;
1860 - Método alemão;
1892 - Parecer de Rui Barbosa;
Esporte no Brasil.

INICIO DE 1800, THOMA ARNOLD.

Contrário a Educação física européia com influência militar, o esporte inglês nasce da pedagogia a fim de diminuir a pressão sobre os alunos.
As escolas públicas inglesas eram a escola da elite (também no Brasil) com cursos em tempo integral.
Então Thomas Arnold cria uma pedagogia de jogos para entreter os jovens. Cria esportes com base nos jogos medievais.
Os ingleses introduziram o esporte no Brasil.
Fair play - > jogar limpo, dentro das regras.
O esporte moderno nasce no seio da escola com objetivo de educar as crianças, ensinando-as a perder e ganhar.
As universidades são envolvidas com o esporte. Os clubes surgem no Séc. XIX gerando o amadorismo.
Receber para jogar era uma atitude considerada imoral.
O esporte era considerado uma pratica de laser para o burguês; não profissional.
No final do Séc. XIX, 2 esportes foram profissionalizados na Inglaterra:
O futebol e o Boxe.
A Inglaterra concentrava muitos esportes.

INTRODUÇÃO DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO BRASIL.

A educação física no Brasil foi baseada na ginástica militar.
O Brasil Império, governado pelo Imperador Dom Pedro I.I
Em 1839 funda o Colégio Imperial de D. Pedro II, tornando-o rapidamente no melhor colégio do Brasil. O colégio foi fundado no Município da Corte, no Rio de Janeiro, sendo um colégio público, porem, extremamente elitizado.
É então introduzida a ginástica, apenas para não ficar para trás das escolas européias. O Reitor como médico sabia que os exercícios físicos eram importantes na saúde.
Revista científica da medicina.
Foi necessário introduzir o raio da ginástica na Ed. Física no Brasil.
Em 1841 encontraram o militar Guilherme de Talbe.
Tem inicio as aulas de Ed. Física com ginástica militar.
A ginástica militar não foi bem aceita pelos alunos por motivos de preconceitos, associando a prática ao trabalho escravo. Libertação dos escravos em 1888.
Em três anos Guilherme de Talbe foi despedido, até que o colégio encontrou outro professor.
Frederico Hoppe (sete anos depois), também militar, dava aulas de esgrima unicamente porque a esgrima é um esporte de origem nobre.
Neste caso os alunos aceitaram as aulas, entretanto, ele também foi demitido por causa de suas faltas, visto que dar aulas particulares lhe proporcionava maior lucro. Todos os professores ganhavam 800.000 reis, todavia professores de Ed. Física ganhavam apenas 400.000 reis por ser uma profissão sem formação nas universidades. Eram os instrutores.
Isto posto, recontrataram Frederico Hoppe com o salário fixado em 500.000 réis , trabalhando apenas três dias por semana.
A partir da Reforma Couto Ferras - > em 1851, que teve como objetivo reformar o ensino escolar, tornaram as aulas de Ed. Física obrigatórias nas escolas do Rio de Janeiro, capital do Brasil.
1882 - > Rui Barbosa, o padrinho da Ed. Física no Brasil.

EUGEMIA DA RAÇA

Por que em 1882 a Educação Física não foi aprovada?
No Brasil do séc. XIX 75 % da população era negra.
Os tratados escritos pelos médicos europeus referindo-se ao Brasil referiam-no como um imenso país negro e o México como imenso país indígena, por não terem raça branca. Iam desaparecer.
O Brasil cria a política do embranquecimento da raça, libertando os escravos e proibindo-os de trabalhar com salário (13/05/1888). Os fazendeiros contratavam imigrantes europeus.
Os negros tiveram que migrar para as capitais e viver do subemprego, formando as favelas e guetos, sendo excluídos da sociedade devido a política racista da época. Dessa forma, não investiram na Ed. Física para não democratização da educação e da saúde. Tinham por meta primeiramente embranquecer a raça. A ed. Física não foi democratizada por políticas racistas da medicina.
O primeiro método - > da Ed. Física introduzido no Brasil foi o método alemão em 1860.
Após a guerra do Paraguai, devido a péssima preparação física dos soldados, foram buscar o método de ginástica alemão.
O método alemão fracassou (séc. XIX).
Os esportes eram praticados pela elite e foram introduzidos em 1850 (segunda metade do séc. XIX). Atletismo, ciclismo e natação – final do séc (XIX).
O turfe - > corrida a cavalo, e o remo eram os esportes mais praticados na época.
O remo, no Tietê, era o esporte mais praticado no Brasil.

Características do período no Brasil - > poucas escolas com prática de ginástica e o racismo.
No séc. XIX a Ed. Física começou a melhorar e a eugenia da raça fora superada. Começou a democratização da educação e da saúde.
1930- > governo Getúlio Vargas (pai dos pobres).
Foi Fernando de Azevedo quem melhorou a Ed. Física no Brasil, graças ao governo Getúlio Vargas.
1910 - > surge a primeira escola de Ed. Física no Brasil. Curso militar, com método francês – militar, introduzido pela equipe francesa da Joenville lê Pant, na Polícia Militar de São Paulo.
1922 - > ESEFEX no Rio de Janeiro (Escola de Ed. Física do Exercito). Os primeiros professores foram ensinados por policiais de S.Paulo utilizando o método francês.
Os dois primeiros cursos de Ed. Física foram militares, tornando a Ed. Física obrigatória no ano de 1930 em todos os estados.
Todavia, a invasão de militares na área da Ed. Física, justamente no tempo da ditadura, não agradou os educadores.
A ABE (Associação Brasileira de Educadores) queixava-se dos militares e da cultura policial e militar.
“Não somos contra a Ed. Física, mas contra a Ed. Física militarizada”...
Fernando de Azevedo - > fundou a USP, mesmo não conseguindo se formar Prof. de Ed. Física. F. de Azevedo estudou muito a Ed. Física e também criticou muito a Ed. Física militarizada.
Em 1939, então convidado pelo Governo Getulio Vargas, F. de Azevedo tornou o curso de Ed. Física um curso de nível superior.
A partir de 1939 os profissionais deixaram de serem instrutores, e com nível superior tornaram-se professores. Igualaram-se os salários entre os professores – Escola de E.Física de São Paulo (USP) e UFERJ.
Processo de desmilitarização do curso, que antes havia sido formado pelos próprios militares.